Guia Lance! Conheça as 48 seleções da Copa do Mundo 2026

Lance! fez um panorama completo das 48 seleções classificadas para a Copa do Mundo

PorLance!Rio de Janeiro (RJ)
11/06/2026 07:00
Seleção Brasileira de Ancelotti já tem base na cabeça do treinador (Foto: Rafael Ribeiro)
Seleção Brasileira de Ancelotti já tem base na cabeça do treinador (Foto: Rafael Ribeiro)

A Copa do Mundo de 2026 será a maior da história. Serão 48 seleções, 104 partidas e mais de mil jogadores espalhados pelos gramados dos Estados Unidos, Canadá e México. E o Lance! reuniu os principais pontos de cada participante do Mundial em um guia definitivo para acompanhar o torneio. 

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Grupo A

África do Sul

Seleção da África do Sul perfilada antes de jogo.
Seleção da África do Sul antes da partida. (Foto: Reprodução/bafanabafanaoficial)

O que você precisa saber

De volta à Copa do Mundo após anos de ausência, a África do Sul chega aos Estados Unidos apostando em uma geração que mistura experiência local e jovens talentos em ascensão. Sem grandes estrelas internacionais, os Bafana Bafana se destacam pela organização coletiva e pela confiança adquirida durante a campanha classificatória. O atacante Relebohile Mofokeng simboliza a renovação de uma seleção que sonha em repetir — e até superar — sua melhor campanha em Mundiais.

Quem comanda?
Hugo Broos, treinador belga que reorganizou a seleção e a recolocou entre as forças competitivas do continente africano.

Ponto forte
Seleção revitalizada, com organização defensiva e espírito coletivo.

Ponto fraco
Falta de jogadores acostumados ao mais alto nível do futebol internacional. Equipe dependerá muito de contra-ataques para criar oportunidades de gol. 

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Cara do time
Lyle Foster. Aos 25 anos, Foster é a principal estrela da África do Sul. Atacante do Burnley, destaca-se pela versatilidade, podendo atuar como centroavante ou pelos lados do ataque. Com 10 gols em 26 jogos pela seleção, é a principal esperança ofensiva dos Bafana Bafana na Copa do Mundo. 

Expectativa
No grupo A, ao lado de México, Coreia do Sul e Tchéquia, a África do Sul é, possivelmente, a menos cotada a avançar de fase, mas buscará surpreender para tentar alcançar uma inédita e histórica classificação.

➡️Guia Completo do Lance! Saiba tudo sobre a África do Sul na Copa do Mundo 2026

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Tchéquia

República Tcheca
Equipe da Tchéquia em ação (Foto: Michal Cizek / AFP)

O que você precisa saber

Vinte anos depois de sua única participação como nação independente em uma Copa do Mundo, a Tchéquia está de volta ao torneio. A classificação resumiu bem o espírito desta equipe: depois de uma campanha irregular nas Eliminatórias e da troca de treinador no meio do caminho, os tchecos sobreviveram à repescagem ao eliminar Dinamarca e Irlanda em duas disputas de pênaltis. Sem o brilho de gerações históricas lideradas por Pavel Nedved, Petr Čech e Tomáš Rosický, a atual seleção aposta na disciplina tática, na experiência de seus líderes e na capacidade de competir em jogos equilibrados. O objetivo é claro: conquistar a primeira classificação para o mata-mata de sua história em Mundiais.

Quem comanda?
Aos 74 anos, Miroslav Koubek assumiu a seleção em um momento turbulento e conduziu a equipe à Copa. Veterano do futebol tcheco, é conhecido por montar times organizados, pragmáticos e difíceis de serem batidos.

Ponto forte
A organização coletiva. A Tchéquia raramente se desestrutura e mostrou grande poder de resistência nos momentos decisivos das Eliminatórias.

Ponto fraco
A dependência ofensiva de Patrik Schick. Quando o principal artilheiro não consegue decidir, a equipe costuma ter dificuldades para criar alternativas de ataque. Equipe tem carência de jogadores técnicos, dependendo muito da força física e jogadas aéreas.

Cara do time
Patrik Schick. Referência do ataque do Bayer Leverkusen, chega à Copa como principal esperança de gols dos tchecos e dono de um histórico respeitável em grandes torneios internacionais.

Expectativa
Brigar com Coreia do Sul e África do Sul por uma vaga nas oitavas de final e tentar superar a fase de grupos pela primeira vez.

➡️Guia Completo do Lance! Saiba tudo sobre a Tchéquia na Copa do Mundo

México

Seleção Mexicana comemorando a conquista da Copa Ouro (Foto: Divulgação/Seleção Mexicana)
Seleção Mexicana comemorando a conquista da Copa Ouro (Foto: Divulgação/Seleção Mexicana)

O que você precisa saber

Poucas seleções chegam à Copa cercadas por tanta expectativa quanto o México. Jogando em casa e impulsionado pela atmosfera única do Estádio Azteca, o El Tri tenta apagar a decepção de 2022, quando caiu ainda na fase de grupos, e voltar a protagonizar uma campanha marcante. Sem disputar as Eliminatórias por ser um dos anfitriões, a equipe ganhou confiança ao conquistar a Copa Ouro de 2025 e chega ao Mundial apostando na mistura entre veteranos experientes e uma nova geração promissora. A missão é clara: superar a histórica barreira das oitavas de final, algo que não acontece desde 1986.

Quem comanda?
Javier Aguirre está de volta para sua terceira passagem pela seleção mexicana. Experiente e profundo conhecedor do futebol local, o treinador de 67 anos foi escolhido para liderar o projeto de um Mundial disputado em casa e tentar recolocar o México entre as principais forças do torneio.

Ponto forte
O fator casa. Nenhuma seleção deve contar com um apoio popular tão intenso durante a fase de grupos quanto os mexicanos. Além disso, a equipe aposta na flexibilidade tática, defesa sólida, intensidade, agressividade na pressão e as transições rápidas. 

Ponto fraco
A dificuldade em transformar posse de bola e volume de jogo em poder de decisão contra adversários de elite, problema que apareceu em torneios recentes. O estilo pragmático de Aguirre também é alvo de algumas críticas.

Cara do time
Raúl Jiménez. Terceiro maior artilheiro da história da seleção, o atacante chega à Copa como principal referência ofensiva e busca deixar sua marca em um Mundial pela primeira vez.Expectativa
Chegar às oitavas de final parece obrigação. Com o apoio da torcida e um grupo acessível, alcançar as quartas de final seria o grande objetivo e uma das histórias da Copa.

➡️Guia Completo do Lance! Saiba tudo sobre o México na Copa do Mundo 2026

Grupo B

Coreia do Sul

Coreia do Sul - Son
Son em jogo pela Coreia do Sul (Foto: JUNG Yeon-je / AFP)

O que você precisa saber

Presença constante em Copas do Mundo desde 1986, a Coreia do Sul chega à América do Norte tentando equilibrar tradição e desconfiança. Os sul-coreanos tiveram uma campanha tranquila nas Eliminatórias Asiáticas, terminando invictos e sendo a única seleção do continente a alcançar o Mundial sem derrotas. Ainda assim, os resultados recentes contra adversários de maior nível deixaram dúvidas sobre o real potencial da equipe. Com uma geração liderada por Son Heung-min e nomes experientes espalhados pelo elenco, os Tigres Asiáticos tentam voltar ao mata-mata e sonham em repetir a histórica campanha de 2002, quando alcançaram as semifinais jogando em casa.

Quem comanda?
Hong Myung-bo, um dos maiores jogadores da história do país e capitão da campanha de 2002. Em sua segunda passagem pela seleção, o treinador convive com pressão e críticas, apesar da classificação tranquila para o Mundial.

Ponto forte
A experiência internacional. A base da equipe atua ou atuou em grandes ligas e está acostumada a enfrentar adversários de alto nível.

Ponto fraco
A dificuldade para competir contra seleções da primeira prateleira do futebol mundial, algo que ficou evidente em amistosos e confrontos recentes.

Cara do time
Heung-min Son. Ídolo nacional e principal referência técnica da equipe, chega à Copa atuando de forma mais centralizada e ainda perseguindo o recorde de maior artilheiro da história da seleção sul-coreana.

Expectativa
Brigar pela liderança de um grupo equilibrado que conta com México, Tchéquia e África do Sul. Uma campanha de oitavas de final parece um objetivo realista e otimista.

➡️Guia Completo do Lance! Saiba tudo sobre a Coreia do Sul na Copa do Mundo 2026

Bósnia e Herzegovina

Dzeko em ação com Frattesi em Bósnia x Itália em disputa por vaga na Copa do Mundo
Dzeko em ação com Frattesi em Bósnia x Itália em disputa por vaga na Copa do Mundo (Foto: Elvis Barukcic/AFP)

O que você precisa saber

Doze anos após sua única participação em Copas do Mundo, a Bósnia e Herzegovina está de volta. A classificação para 2026 representou um marco para uma seleção que passou boa parte da última década distante dos grandes torneios. Sob nova direção técnica, os bósnios encontraram maior equilíbrio entre a tradicional qualidade técnica e uma estrutura coletiva mais sólida. O sonho agora é transformar a experiência adquirida desde a estreia no Brasil, em 2014, em uma campanha histórica. Em um grupo equilibrado, a equipe acredita que pode deixar de ser apenas uma participante e finalmente alcançar o mata-mata.

Quem comanda?
Sergej Barbarez, ex-capitão e ídolo nacional. No cargo desde 2024, o antigo camisa 10 foi responsável por recolocar a seleção no caminho das grandes competições e aposta em uma equipe organizada, física e competitiva.

Ponto forte
A mistura entre experiência e juventude. A liderança de Edin Džeko dá sustentação a uma geração renovada que chega mais madura do que em ciclos anteriores. Detém uma defesa bem agressiva e trabalha muito com as transições rápidas. 

Ponto fraco
A dependência de jogadores veteranos em momentos decisivos. Boa parte das esperanças ofensivas ainda passa pelos pés de Džeko, que disputa sua provável última Copa aos 40 anos. Além disso, é uma equipe que provavelmente não conseguirá dominar seus jogos e precisa tentar equilibrar melhor a intensidade e a organização tática.

Cara do time
Aos 40 anos, Edin Džeko segue como líder e principal referência da Bósnia. Maior artilheiro da história da seleção, o atacante une experiência, posicionamento e faro de gol, além de exercer papel fundamental como capitão e inspiração de um elenco que mistura veteranos e jovens talentos. A Copa de 2026 pode ser sua despedida dos Mundiais.

Expectativa
Brigar diretamente com Canadá e Catar pela classificação às oitavas de final. Superar a fase de grupos pela primeira vez seria o maior feito da história da seleção em Copas do Mundo.

➡️Guia completo do Lance! saiba tudo sobre a Bósnia na Copa do Mundo 2026

Canadá

Novo reforço da Juventus, Jonathan David celebra gol por Canadá contra a Guatemala, na Copa Ouro
Novo reforço da Juventus, Jonathan David celebra gol por Canadá contra a Guatemala, na Copa Ouro (Foto: Kerem Yucel/AFP)

O que você precisa saber

Se em 2022 o Canadá voltou a uma Copa do Mundo após 36 anos de ausência, em 2026 a missão é provar que aquele retorno não foi um acaso. Impulsionada pela melhor geração de sua história, a seleção canadense chega ao Mundial disputado em casa vivendo o momento mais ambicioso de sua trajetória. A campanha até a semifinal da Copa América de 2024 mostrou que o país pode competir contra adversários tradicionais, enquanto a organização da Copa oferece uma oportunidade única para consolidar o crescimento do futebol local. Com velocidade, intensidade e alguns talentos de nível internacional, os canadenses sonham em superar a fase de grupos pela primeira vez.

Quem comanda?
Jesse Marsch transformou rapidamente a identidade da equipe. O treinador americano implementou um estilo agressivo, de pressão alta e transições rápidas, características que ajudaram o Canadá a ganhar competitividade contra seleções mais qualificadas.

Ponto forte
A velocidade pelos lados do campo e a capacidade de acelerar os jogos em poucos toques. Conta também com uma defesa sólida e trabalha na pressão alta. 

Ponto fraco
A falta de profundidade do elenco. Fora dos principais nomes, o nível técnico cai consideravelmente em algumas posições.

Cara do time
Jonathan David é a principal esperança de gols do Canadá na Copa de 2026. Atacante da Juventus chega em grande fase após marcar duas vezes contra a Islândia e soma 13 gols nas últimas 29 partidas pela seleção. Nascido no Haiti, tornou-se um dos principais finalizadores do futebol canadense. Expectativa
Avançar ao mata-mata é um objetivo ainda não conquistado pelo Canadá, que quer buscar esse feito inédito. Em casa, o Canadá acredita que pode ir além e se tornar uma das surpresas do torneio.

➡️Guia completo do Lance! saiba tudo sobre o Canadá na Copa do Mundo 2026

Catar

Afif, astro do Catar, comemorando a classificação para a Copa do Mundo de 2026 (Foto: Reprodução/X)
Afif, astro do Catar, comemorando a classificação para a Copa do Mundo de 2026 (Foto: Reprodução/X)

O que você precisa saber

Quatro anos depois de uma estreia tímida como país-sede, o Catar retorna à Copa do Mundo em um cenário completamente diferente. Se em 2022 os cataris foram eliminados na fase de grupos sem somar pontos, agora chegam ao torneio por mérito próprio, com uma geração mais madura, apesar de ter tido dificuldade para conquistar a vaga para o Mundial. Bicampeã consecutiva da Copa da Ásia, a seleção colhe os frutos de um projeto de longo prazo que transformou o país em uma das principais forças do continente. A missão em 2026 é clara: conquistar os primeiros pontos da história em Copas e provar que o fracasso na edição passada ficou para trás.

Quem comanda?
Julen Lopetegui assumiu a seleção em 2025 trazendo ao projeto catari a experiência de quem já comandou a seleção espanhola e grandes clubes europeus. Sua principal tarefa é elevar o nível competitivo da equipe diante das potências do futebol mundial.

Ponto forte
Seleção aposta na experiência e imagem de Lopetegui para absorver a pressão sobre a equipe. O time tentará jogar em transição e em contra-ataques em velocidade.  

Ponto fraco
A falta de experiência contra adversários da elite mundial. Apesar do domínio regional na Ásia, a equipe ainda precisa provar que consegue competir em alto nível fora do continente.

Cara do time
Akram Afif. Melhor jogador da Ásia e principal referência técnica da seleção, o atacante combina criatividade, drible e capacidade de decisão. Aos 29 anos, chega à Copa no auge da carreira e como a principal esperança catari para fazer história.

Expectativa
Em um grupo com Suíça, Canadá e Bósnia e Herzegovina, o Catar quer buscar uma classificação histórica, apesar de ser o favorito para avançar. Superar a fase de grupos pela primeira vez já representaria o maior feito de sua história em Copas do Mundo.

➡️Guia completo do Lance! saiba tudo sobre o Catar na Copa do Mundo

Suíça

Apresentação da camisa da Suíça para a Copa do Mundo (Foto: Federação Suíça/X)
Apresentação da camisa da Suíça para a Copa do Mundo (Foto: Federação Suíça/X)

O que você precisa saber

A Suíça desembarca na América do Norte vivendo um dos momentos mais consistentes de sua história. Desde 2006, os suíços disputaram todas as Copas do Mundo, alcançando as oitavas de final em três das últimas quatro edições. A geração atual talvez não tenha o brilho de outras potências do continente, mas compensa com organização, disciplina tática e uma impressionante capacidade de competir contra adversários mais talentosos. A classificação para 2026 veio sem grandes sustos, reforçando a sensação de que a Suíça se tornou uma presença permanente entre as seleções mais difíceis de enfrentar. O desafio agora é superar o trauma das oitavas de final de 2022 e provar que o equilíbrio tático de Murat Yakin pode derrubar gigantes do futebol mundial. 

Quem comanda?
Murat Yakin consolidou uma identidade baseada no equilíbrio entre defesa e ataque. Ex-zagueiro da seleção, conhece profundamente o futebol suíço e foi o responsável por conduzir a equipe a mais uma Copa do Mundo. De contrato renovado após a Euro 2024, Yakin montou uma equipe versátil, capaz de alternar sistemas táticos durante a partida para anular potências. 

Ponto forte
A solidez coletiva. A Suíça raramente perde o controle emocional dos jogos e costuma ser uma seleção muito organizada.

Ponto fraco
A falta de um atacante capaz de decidir partidas sozinho contra as principais potências. Em confrontos equilibrados, às vezes falta um diferencial ofensivo.

Cara do time
Granit Xhaka. Capitão, líder e símbolo desta geração, o meio-campista chega à Copa com a experiência de quem já disputou grandes torneios e continua sendo o principal organizador da equipe dentro de campo.

Expectativa
A classificação para as oitavas de final é vista como obrigação. Se repetir a consistência apresentada nos últimos anos, a Suíça tem condições de sonhar com uma inédita presença entre os oito melhores do Mundial.

➡️Guia completo do Lance! saiba tudo sobre a Suíça na Copa do Mundo

Grupo C

Brasil

Seleção Brasileira de Ancelotti já tem base na cabeça do treinador (Foto: Rafael Ribeiro)
Seleção Brasileira de Ancelotti já tem base na cabeça do treinador (Foto: Rafael Ribeiro)

O que você precisa saber

Nenhuma seleção chega à Copa do Mundo carregando tanta história quanto o Brasil — e talvez nenhuma carregue tanta pressão. Além de um ciclo muito conturbado, marcado por trocas de treinadores, resultados aquém, com desempenho abaixo do esperado e a falta de uma identidade, são vinte e quatro anos de seca na Copa do Mundo. E a busca pelo hexa continua sendo uma obsessão nacional. A boa notícia para os brasileiros é que a equipe desembarca na América do Norte com uma geração que pode não estar entre as principais favoritas, mas que detém muito talento individual e fome de vencer. Liderada por Vinícius Júnior e Raphinha, e cercada de jovens estrelas espalhadas pelos principais clubes da Europa, a Seleção tenta transformar potencial em resultado e encerrar um jejum que já atravessa seis Copas do Mundo.

Quem comanda?
Carlo Ancelotti é a grande aposta para a Seleção Brasileira conquistar a sonhada sexta estrela. Contratado para recolocar o Brasil no topo do futebol mundial, o italiano traz ao cargo uma experiência rara, construída em décadas de sucesso nos maiores clubes da Europa. Sua chegada elevou imediatamente o status da Seleção entre as favoritas ao título.

Ponto forte
O talento ofensivo. Poucas seleções contam com tantas opções capazes de decidir partidas no um contra um, atacar os espaços e ser letais em campo aberto como a Seleção Brasileira.

Ponto fraco
Apesar da qualidade do elenco, o Brasil ainda busca consolidar uma identidade coletiva capaz de resistir aos confrontos mais duros do mata-mata. A equipe também precisa mostrar mais personalidade em campo e que seus jogadores mais decisivos apareçam nos grandes momentos e mostrem o potencial que já demonstraram em seus clubes.

Cara do time
Vinícius Júnior. Depois de anos como promessa, o atacante chega à Copa como protagonista da Seleção e um dos melhores jogadores do mundo. Aos 25 anos, vive o momento mais importante e de temporadas com números muito expressivos. Apesar de ainda não ter demonstrado ser o que ele é com a camisa canarinho, Vinícius carrega boa parte das esperanças do país.Expectativa
O objetivo é claro: conquistar o hexa. Mesmo com um cenário de pouco otimismo, a Seleção Brasileira pode ter um caminho acessível até as quartas de final, o que pode contribuir para o aumento de confiança e superar adversários mais duros, como Inglaterra e Portugal, que estão na mesma chave do Brasil, e chegar à decisão. O Brasil vai ao Mundial ainda entre as cinco ou seis melhores seleções que são consideradas candidatas ao título.

Haiti

Haiti goleou a Nova Zelândia por 4 a 0
Haiti goleou a Nova Zelândia por 4 a 0 (Foto: CHANDAN KHANNA / AFP)

O que você precisa saber

Os Granadeiros estão de volta ao Mundial pela primeira vez desde 1974, encerrando uma espera de 52 anos e devolvendo ao país um dos momentos mais importantes de sua história esportiva recente. Considerado um dos azarões do torneio, o Haiti surpreendeu ao liderar um grupo de Eliminatórias que contava com Honduras e Costa Rica, mostrando uma competitividade que poucos esperavam. Em um país marcado por profundas dificuldades sociais e políticas, a classificação para a Copa se transformou em símbolo de orgulho nacional e esperança para milhões de haitianos.

Quem comanda?
Sébastien Migné foi o arquiteto da classificação histórica. O treinador francês assumiu a equipe em 2024 e conseguiu montar uma seleção competitiva, aproveitando talentos formados tanto no Haiti quanto na diáspora haitiana espalhada pela Europa. Iniciou a carreira de treinador aos 26 anos e acumula passagens por clubes franceses e seleções africanas. Seu maior destaque foi levar o Quênia à Copa Africana de Nações de 2019, antes de assumir o comando dos haitianos. 

Ponto forte
O Haiti costuma ser mais perigoso quando encontra espaços para acelerar suas transições, usando a velocidade no setor ofensivo e a capacidade de explorar contra-ataques.

Ponto fraco
A limitação técnica em comparação com as principais seleções do torneio. Contra adversários de elite, a equipe deve sofrer para manter a posse de bola e controlar o ritmo dos jogos.

Cara do time
Duckens Nazon é o maior artilheiro da história da seleção. O atacante de 32 anos continua sendo o principal símbolo do futebol haitiano. Mesmo já não sendo titular absoluto, sua liderança e capacidade de decidir partidas fazem dele a principal referência da equipe.

Expectativa
O Haiti é o grande azarão do grupo do Brasil, que ainda conta com Marrocos e Escócia. Por isso, qualquer resultado que não seja um último lugar já seria considerado algo positivo. A classificação para o mata-mata aparece como uma missão extremamente difícil e improvável, mas o simples retorno à Copa após mais de cinquenta anos já representa uma grande conquista para o país.

➡️Guia completo do Lance! saiba tudo sobre o Haiti adversário do Brasil na Copa do Mundo

Marrocos

Jogadores do Marrocos comemoram gol em amistoso sobre Madagascar
Jogadores do Marrocos comemoram gol em amistoso sobre Madagascar (Foto: Abdel Majid Bziouat/AFP)

O que você precisa saber

Sensação da Copa do Mundo de 2022, Marrocos, que será o primeiro adversário do Brasil na Copa do Mundo, tenta consolidar sua força após uma grande competição e um surpreendente quarto lugar no Catar. Os Leões do Atlas chegam à Copa do Mundo de 2026 com a lembrança da sensação que foi no Catar, conquistando o feito de terem se tornado a primeira equipe africana a alcançar uma semifinal de Copa do Mundo, em 2022. A campanha histórica no Catar foi seguida por anos de consolidação, com a equipe mantendo sua competitividade, tendo feito uma eliminatória dominante e se firmando entre as principais forças fora do eixo Europa-América do Sul. Com uma geração talentosa, acostumada aos grandes palcos do futebol europeu, os marroquinos desembarcam na América do Norte acreditando que podem voltar a desafiar as principais potências da competição.

Quem comanda?
Mohamed Ouabid, de 49 anos, é o sucessor de Walid Regragui e assumiu o Marrocos a três meses da Copa do Mundo. O jovem técnico tem passagens pelas categorias de base da Bélgica, pelo Maccabi Bruxelas e Anderlecht, e também chegou a comandar a equipe Sub-20 e Sub-23 da Seleção Marroquina entre 2022 e 2026. Oubid foi, inclusive, campeão por Marrocos na Copa do Mundo Sub-20, no ano passado.  

Ponto forte
A solidez coletiva criada por Ouahbi, que valoriza as características de Hakimi, pode ser uma grande arma. Marrocos combina uma defesa muito difícil de ser superada com jogadores capazes de decidir partidas em transições rápidas.

Ponto fraco
A pressão das expectativas adquiridas após o Catar pode influenciar negativamente. Depois da campanha histórica, a seleção sofreu com esse fator durante a Copa Africana de Nações e precisará lidar com essa relevância e, de certo modo, com um protagonismo durante a Copa do Mundo.

Cara do time
Achraf Hakimi é o líder técnico e emocional da equipe. O lateral do Paris Saint-Germain simboliza a ascensão do futebol marroquino. É um jogador incansável pelos lados do campo e peça-chave tanto na defesa quanto na construção ofensiva. A grande questão é como Hakimi chegará para a competição após a lesão na coxa, que o tirou da final da Champions League e preocupa pelo que pode afetar no seu desempenho na Copa.

Expectativa
Se repetir a consistência demonstrada nos últimos anos, Marrocos tem condições reais de voltar às quartas de final e sonhar novamente com uma campanha histórica.

➡️Guia completo do Lance! Saiba tudo sobre o Marrocos na Copa do Mundo

Escócia

Lista de jogadores e técnico da seleção da Escócia
Jogadores e técnico da seleção da Escócia para a Copa do Mundo 2026 (Foto: Fifa/montagem IA)

O que você precisa saber

Foram 28 anos de espera. Ausente das Copas do Mundo desde 1998, a Escócia finalmente está de volta ao maior palco do futebol e chega com o objetivo de quebrar o tabu de nunca ter avançado da fase de grupos. A classificação veio após uma campanha sólida nas Eliminatórias Europeias. Os escoceses apostam em uma combinação de organização, intensidade física e jogadores acostumados às principais ligas da Europa. A meta é tentar apagar a escrita negativa, alcançar o mata-mata e transformar o retorno ao Mundial em algo mais do que uma simples participação.

Quem comanda?
Steven Clarke construiu uma equipe competitiva, disciplinada e fiel à identidade tradicional do futebol escocês. O treinador de 62 anos comanda a Escócia desde 2019 e foi o responsável por recolocar a seleção em grandes torneios ao classificá-la para a Euro 2020 após 23 anos de ausência. Apesar da queda de desempenho nos últimos anos, chega à sua primeira Copa do Mundo como treinador com a missão de buscar a classificação em um grupo difícil, que conta com Brasil e Marrocos. 

Ponto forte
A força coletiva é uma excelente característica da equipe. A Escócia talvez não tenha uma superestrela capaz de decidir sozinha, mas compensa com organização tática, intensidade e um grupo experiente.

Ponto fraco
A limitação ofensiva diante de adversários mais qualificados. Em muitos momentos, a equipe depende de bolas paradas e da chegada dos meio-campistas para criar perigo.

Cara do time
Scott McTominay. O volante do Napoli vive o melhor momento da carreira e se transformou na principal referência da seleção. Presente nas duas áreas, decisivo em bolas aéreas e dono de uma capacidade muito grande de gerar gols, direta e indiretamente. Ele é o jogador que melhor representa esta geração escocesa.

Expectativa
A disputa por uma vaga no mata-mata é bem realista em um grupo com Brasil, Marrocos e Haiti. Quem sabe, com uma boa campanha de terceiro colocado, avançar ao mata-mata pela primeira vez na história seria um feito histórico para uma seleção acostumada a bater na trave nos grandes torneios.

➡️Guia completo do Lance! saiba tudo sobre a Escócia, adversária do Brasil na Copa do Mundo

Grupo D

Austrália

Austrália se classifica para a Copa após vitória sobre a Arábia Saudita (Foto: Mohammed Dabbous / Reuters)
Austrália se classifica para a Copa após vitória sobre a Arábia Saudita (Foto: Mohammed Dabbous / Reuters)

O que você precisa saber

Desde o retorno ao torneio, em 2006, os Socceroos disputaram todas as edições seguintes e chegam a 2026 para sua sexta Copa consecutiva. A classificação, porém, não foi tranquila. Após um início irregular nas Eliminatórias Asiáticas, a troca de comando técnico mudou o rumo da campanha e permitiu que a equipe garantisse a vaga de forma direta. Sem o talento individual de algumas potências do continente, os australianos apostam em intensidade física, disciplina tática, uma base experiente e uma cultura competitiva cada vez mais consolidada. Depois de alcançar as oitavas de final em 2006 e 2022, os australianos vão em busca de alcançar sua melhor campanha na competição e se colocarem em um novo patamar no Canadá, Estados Unidos e México. 

Quem comanda?
Tony Popovic assumiu a seleção durante as Eliminatórias e rapidamente recolocou a equipe nos trilhos. Ex-zagueiro da Austrália na Copa de 2006, ele faz parte de um grupo seleto de profissionais que participarão do Mundial como jogador e treinador.

Ponto forte

A intensidade física e o jogo aéreo. A Austrália continua sendo uma seleção difícil de enfrentar, especialmente em disputas físicas e bolas paradas.

Ponto fraco
A falta de jogadores capazes de desequilibrar partidas individualmente contra adversários de maior nível técnico é algo que pode ser o calcanhar de Aquiles da equipe. Boa parte do sucesso australiano dependerá do funcionamento coletivo.

Cara do time
Jackson Irvine é o capitão e principal liderança da seleção, o meio-campista do St. Pauli é o motor da equipe. Incansável, participa da marcação, da construção das jogadas e ainda aparece com frequência na área adversária para marcar gols.

Expectativa
Em um grupo com Estados Unidos, Paraguai e Turquia, a disputa por uma vaga para o mata-mata promete ser equilibrada. A classificação é um objetivo realista para, quem sabe, surpreender e chegar às oitavas de final, feito conquistado somente em 2006 e em 2022.

➡️Guia completo do Lance! saiba tudo sobre a Austrália, estreante na Copa do Mundo

Paraguai

Paraguai em ação (Foto: Divulgação Paraguai)
Paraguai em ação (Foto: Divulgação Paraguai)

O que você precisa saber

Após 16 anos longe da principal competição do futebol mundial, o Paraguai está de volta à Copa do Mundo. A classificação simboliza a reconstrução de uma seleção que passou boa parte da última década distante do protagonismo sul-americano, mas que recuperou sua identidade sob o comando de Gustavo Alfaro. Durante as Eliminatórias, a Albirroja voltou a exibir as características que marcaram suas melhores gerações: competitividade, intensidade e uma defesa difícil de ser superada. Vitórias marcantes contra Brasil e Argentina reforçaram a confiança de uma equipe que sonha em repetir — ou até superar — a campanha histórica de 2010, quando alcançou as quartas de final.

Quem comanda?
Gustavo Alfaro foi o responsável por transformar o Paraguai em uma das seleções mais competitivas das Eliminatórias Sul-Americanas. Experiente e conhecido por montar equipes organizadas e resilientes, o argentino devolveu à Albirroja a identidade que parecia perdida nos últimos anos.

Ponto forte
A força coletiva. O Paraguai voltou a ser uma seleção extremamente competitiva, sólida defensivamente e capaz de dificultar a vida até das maiores potências. A Albirroja contará com um estilo de jogo físico e intenso para surpreender.

Ponto fraco
A dificuldade de fazer gols. Paraguai teve o terceiro pior ataque das eliminatórias e precisa demonstrar mais poder de fogo se quiser ir longe na Copa do Mundo. Além disso, quando precisa propor o jogo, a equipe costuma render menos do que em cenários de transição e confronto físico.

Cara do time
Miguel Almirón. O meia-atacante do Atlanta United continua sendo a principal referência técnica da seleção. Com velocidade, criatividade e capacidade de acelerar contra-ataques, ele é o jogador que dá ritmo ao setor ofensivo paraguaio e concentra grande parte das esperanças da equipe.Expectativa
Em um grupo com Estados Unidos, Turquia e Austrália, a classificação para o mata-mata aparece como um objetivo alcançável. Se mantiver o nível competitivo apresentado nas Eliminatórias, o Paraguai pode ser uma seleção bem incômoda, que tem a missão de provar que pode bater de frente com as potências globais.

Expectativa
Em um grupo com Estados Unidos, Turquia e Austrália, a classificação para o mata-mata aparece como um objetivo alcançável. Se mantiver o nível competitivo apresentado nas Eliminatórias, o Paraguai pode ser uma seleção bem incômoda, que tem a missão de provar que pode bater de frente com as potências globais.

➡️Guia completo do Lance! saiba tudo sobre o Paraguai na Copa do Mundo

Turquia

Kadioglu e Arda Güler comemoram gol da Turquia sobre a Romênia
Kadioglu e Arda Güler comemoram gol da Turquia sobre a Romênia (Foto: Yasin Akgul/AFP)

O que você precisa saber

Depois de 24 anos longe das Copas do Mundo, a Turquia está de volta — e com motivos para acreditar que pode ser uma das surpresas do torneio. A campanha até as quartas de final da Euro 2024 marcou o renascimento de uma seleção que durante anos conviveu com a irregularidade. Agora, impulsionados por uma geração talentosa espalhada pelos principais clubes da Europa, os turcos chegam aos Estados Unidos, Canadá e México com a confiança recuperada. O objetivo é resgatar o espírito da equipe que encantou o mundo em 2002, quando terminou a Copa na terceira colocação, e provar que a ausência dos últimos Mundiais ficou para trás.

Quem comanda?
Vincenzo Montella é o arquiteto da nova Turquia. O treinador italiano trouxe organização tática, disciplina e equilíbrio a uma equipe tradicionalmente conhecida pela intensidade. Desde que assumiu o comando, conseguiu potencializar os jovens talentos do elenco sem abrir mão da competitividade.

Ponto forte
A qualidade técnica da nova geração pode sobressair e levar a uma grande campanha na América do Norte. A Turquia conta com jovens muito promissores, como Guler e Yildiz, que já figuram em grandes clubes europeus e, juntos com o meia Calhanoglu, podem fazer a seleção crescer no torneio.

Ponto fraco
A falta de experiência em Copas do Mundo e ausência de um artilheiro. Grande parte do elenco disputará o torneio pela primeira vez e ainda precisa provar como reage à pressão dos jogos decisivos. Além disso, a falta de um atacante com poder de decisão pode custar caro na Copa do Mundo.

Cara do time
Mesmo com a ascensão da juventude, o veterano Hakan Çalhanoğlu segue sendo a referência da equipe. Capitão e principal liderança da seleção, o meio-campista dita o ritmo da equipe e segue sendo uma das melhores armas do futebol mundial em bolas paradas. Sua experiência será fundamental para equilibrar um elenco recheado de jovens talentos.

Expectativa
Figura em um grupo que conta com Estados Unidos, Paraguai e Austrália e tem tudo para conseguir uma classificação para a fase de 16 avos. Se a geração liderada por Çalhanoğlu, Arda Güler e Kenan Yıldız confirmar o potencial demonstrado nos últimos anos, a Turquia tem condições de levar muito perigo no mata-mata e surpreender.

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Estados Unidos

Pulisic em ação pela seleção dos Estados Unidos (EFE/EPA/Ali Haider)
Pulisic em ação pela seleção dos Estados Unidos (EFE/EPA/Ali Haider)

O que você precisa saber

Coanfitriões da Copa ao lado de Canadá e México, os americanos chegam ao torneio tentando transformar uma geração considerada a mais talentosa de sua história em uma campanha marcante. As expectativas dos norte-americanos são baixas depois de uma preparação turbulenta, mas há um caminho bem possível para chegar ao mata-mata. A equipe de Mauricio Pochettino aposta em um elenco repleto de jogadores atuando nas principais ligas europeias. O objetivo é aproveitar o fator casa e consolidar o crescimento no futebol para vislumbrar uma semifinal de Copa do Mundo, que só aconteceu uma vez: em 1930. 

Quem comanda?
Mauricio Pochettino assumiu a missão de elevar o teto competitivo da seleção americana. O treinador argentino trouxe experiência internacional e uma mentalidade mais agressiva para um grupo jovem que busca se afirmar entre as principais forças do futebol mundial.

Ponto forte
O dinamismo do elenco. Os Estados Unidos contam com jogadores rápidos, versáteis e acostumados ao futebol de alto nível europeu, o que permite diferentes formas de jogar ao longo da competição.

Ponto fraco
A irregularidade em jogos decisivos e as indecisões de Pochettino sobre qual é o melhor time e a melhor formação tática podem pesar contra os co-anfitriões.

Cara do time
Christian Pulisic é o líder técnico e principal rosto do futebol americano. No entanto, o atacante chega à Copa vivendo após uma temporada em baixa no Milan, da Itália, tendo inclusive a sua titularidade questionada. Espera-se que sua capacidade de decidir jogos e assumir responsabilidades surja, pois é fundamental para as ambições da equipe.

Expectativa
Em um grupo com Turquia, Paraguai e Austrália, os Estados Unidos têm condições de buscar uma classificação e até mesmo em primeiro lugar. Com isso, chegar às quartas pode acabar se tornando algo bem possível. E, caso alcance as semifinais, transformaria esta geração em uma das mais importantes da história do futebol americano.

Grupo E

Curaçao

Jogadores de Curaçao (Imagem: Reprodução/X)
Jogadores de Curaçao (Imagem: Reprodução/X)

O que você precisa saber

A pequena ilha caribenha disputará seu primeiro Mundial após uma campanha histórica nas Eliminatórias da Concacaf, coroando um projeto que há anos aposta na combinação entre talentos locais e jogadores com raízes curazolenhas formados na Holanda. Com pouco mais de 150 mil habitantes, o país se tornou uma das histórias mais improváveis da competição e chega sem a pressão. Para uma seleção que sequer existia de forma independente até 2010, estar na Copa do Mundo já representa uma conquista extraordinária. Agora, o desafio é mostrar que não está apenas de passagem e que pode ser a sensação do torneio.

Quem comanda?
Dick Advocaat é uma das figuras mais experientes entre os treinadores do Mundial. Aos 78 anos, o holandês acumula décadas de carreira, passagens por seleções e clubes importantes da Europa e foi peça fundamental para conduzir Curaçao à classificação histórica.

Ponto forte
O bom momento, embalado após classificação pela Concacaf, e a constância de bons resultados aliados aos ombros leves por não ter o favoritismo, são fatores que podem contribuir para Curaçao na competição. 

Ponto fraco
A falta de profundidade do elenco e o estilo que não se deve ver na Copa. Embora tenha alguns jogadores experientes, Curaçao sofre quando precisa substituir peças importantes ou enfrentar adversários fisicamente mais fortes. Somado a isso, o estilo pautado pela posse de bola em um grupo difícil, que não deve permitir que Curaçao controle o ritmo do jogo pode fazer com que a seleção de Advocaat tenha que se reinventar.  

Cara do time
Leandro Bacuna é o capitão da seleção e um dos principais responsáveis pelo crescimento recente do futebol curazoleño. O veterano meio-campista oferece liderança, versatilidade e experiência acumulada em mais de uma década no futebol europeu, que conta com passagens na Premier League, por Aston Villa, Watford e Cardiff. 

Expectativa
Está um grupo que conta com Croácia, Costa do Marfim e Venezuela. Por isso, uma classificação para o mata-mata seria uma grande surpresa. O objetivo mais realista é competir e bater de frente para conquistar seus primeiros pontos em Copas e continuar escrevendo uma boa história na competição.

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Equador

Seleção equatoriana na Data Fifa (Foto: Divulgação/Equador)
Seleção equatoriana na Data Fifa (Foto: Divulgação/Equador)

O que você precisa saber

O Equador chega à Copa do Mundo de 2026 para se afirmar no grupo das seleções mais competitivas da América do Sul. Depois da melhor campanha em sua história nas Eliminatórias, os equatorianos garantiram presença em seu quinto Mundial apostando em uma geração que combina juventude, intensidade e experiência internacional. Se em 2022 a equipe chamou atenção pelo vigor físico e pela qualidade de seus jovens talentos, agora desembarca na América do Norte mais madura e acostumada aos grandes palcos. Com uma base consolidada e jogadores espalhados pelas principais ligas europeias, La Tri sonha em alcançar pela primeira vez as quartas de final de uma Copa do Mundo.

Quem comanda?
Sebastián Beccacece assumiu a missão de dar continuidade ao crescimento da seleção equatoriana. Beccacece traduziu bem seu jogo sólido defensivo, sofrendo apenas dois gols em 12 partidas nas eliminatórias, e quer potencializar ainda mais uma das gerações mais promissoras da história do país, mas sem abrir mão da organização tática.

Ponto forte
Com Pacho e Hincapié liderando o sistema defensivo, o Equador sofreu apenas cinco gols em 18 partidas das Eliminatórias. Além da solidez na retaguarda, Beccacece implementou uma proposta de jogo baseada em marcação intensa e pressão alta, inspirada nos conceitos de Marcelo Bielsa.

Ponto fraco
O Equador tem uma deficiência muito clara no ataque, o que expôs um desequilíbrio. Foram apenas nove gols marcados, seis deles feitos pelo atacante Enner Valencia, que é a referência de ataque da equipe. É um time difícil de sofrer gols, mas também tem problemas para marcar.  

Cara do time
Moisés Caicedo é considerado um dos melhores volantes do mundo. O jogador do Chelsea é o coração da seleção equatoriana. Capaz de marcar, organizar e acelerar as jogadas, ele simboliza a evolução recente do futebol do país e chega à Copa no auge da carreira.

Expectativa
Passar da fase de grupos é um objetivo claro para essa equipe, que se consolidou entre as forças emergentes do continente. Se mantiver o nível apresentado nas Eliminatórias, o Equador tem potencial para disputar com a Alemanha o primeiro lugar no grupo e incomodar no mata-mata.

➡️Guia completo do Lance! saiba tudo sobre o Equador na Copa do Mundo

Alemanha

Jogadores da Alemanha comemoram gol (Foto: Reprodução Instagram DFB)
Jogadores da Alemanha comemoram gol (Foto: Reprodução Instagram DFB)

O que você precisa saber

A Alemanha chega à Copa do Mundo de 2026 tentando encerrar as frustrações recentes em Copas do Mundo. Tetracampeã mundial e dona de oito participações em finais, os alemães acumulam eliminações ainda na fase de grupos nas últimas duas edições do torneio, apresentando um desempenho aquém para uma das maiores potências do futebol. A classificação para 2026 refletiu bem o momento da equipe: um início instável, seguido por uma recuperação convincente e sinais de que a reconstrução iniciada após o fracasso no Catar começa a dar resultado. O talento continua lá, mas a dúvida permanece: esta geração está pronta para recolocar a Alemanha entre as candidatas ao título?

Quem comanda?
Julian Nagelsmann é o rosto da renovação alemã. Aos 38 anos, tornou-se o técnico mais jovem da história da seleção e assumiu a missão de modernizar o estilo de jogo da Mannschaft. Adepto de pressão alta, intensidade, transições rápidas e flexibilidade tática, chega à sua primeira Copa do Mundo, buscando devolver protagonismo a uma seleção acostumada a disputar títulos.

Ponto forte
A qualidade técnica de jovens promissores em ascensão e dos jogadores experientes e confiáveis pode levar a Alemanha longe dessa vez. Mesmo em um ciclo irregular, a Alemanha conta com jogadores capazes de controlar jogos e acelerar transições em alto nível.

Ponto fraco
As incertezas físicas e técnicas de algumas de suas principais estrelas são aspectos que preocupam. Lesões recentes e temporadas abaixo do esperado levantam dúvidas sobre o verdadeiro potencial da equipe de Nagelsmann. 

Cara do time
Joshua Kimmich é o herdeiro natural da liderança deixada por Toni Kroos. O jogador do Bayern de Munique é o cérebro e homem de confiança da seleção. Seja atuando como lateral ou meio-campista, é ele quem dita o ritmo da equipe, organiza a saída de bola e assume a responsabilidade nos momentos decisivos.

Expectativa
A Alemanha é a favorita natural para liderar o Grupo E, em que enfrentará Equador, Costa do Marfim e Curaçao na primeira fase. Depois disso, pode encontrar, por exemplo, a França nas oitavas de final, mas ficar pelo caminho antes mesmo das quartas poderá ser encarado como frustração. O objetivo é provar que as quedas precoces de 2018 e 2022 ficaram para trás e recolocar a Alemanha na conversa entre as favoritas ao título.

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Costa do Marfim

Doué comemora gol marcado pela Costa do Marfim sobre a França, enquanto Koundé lamenta
Doué comemora gol marcado pela Costa do Marfim sobre a França, enquanto Koundé lamenta (Foto: Franck Fife/AFP)

O que você precisa saber

Atual campeã africana, a seleção chega ao Grupo E com a missão de superar a fase de grupos e honrar o legado de Didier Drogba. Depois do título épico da Copa Africana de Nações em 2024, a equipe consolidou um estilo de jogo físico e resiliente. Sob o comando de Emerse Faé, a seleção fez uma campanha sólida nas Eliminatórias e impressionou em amistosos recentes, como a goleada por 4 a 0 sobre a Coreia do Sul. A conquista marcou o renascimento de uma seleção que passou anos tentando reencontrar o protagonismo dos tempos de Didier Drogba e Yaya Touré. Agora, os marfinenses são apontados como fortes candidatos ao mata-mata e chegam ao Mundial com uma geração talentosa, confiante e determinada a provar que o sucesso recente não foi obra do acaso.

Quem comanda?
Emerse Faé assumiu a seleção em meio ao caos durante a Copa Africana e terminou o torneio como herói nacional ao assumir a seleção depois de uma fase de grupos desastrosa e liderar a equipe em uma recuperação milagrosa. Ex-jogador da Costa do Marfim, ele trouxe estabilidade, confiança e um senso de união que transformou a equipe em uma das mais competitivas do continente.

Ponto forte
O equilíbrio entre talento e força física faz da Costa do Marfim uma equipe perigosa. A seleção possui jogadores capazes de competir em alto nível em praticamente todos os setores do campo, além de uma intensidade que costuma incomodar qualquer adversário. É um time que sofre poucos gols e apresenta variações ofensivas que podem incomodar.

Ponto fraco
A irregularidade. Mesmo durante a campanha do título africano, a equipe alternou atuações brilhantes com momentos de instabilidade, algo que pode custar caro em uma Copa do Mundo.

Cara do time
O "presidente" é o coração da equipe. Ex-Milan e Barcelona, Kessié é o equilíbrio entre a força defensiva e a chegada ao ataque. Sua liderança no vestiário e frieza em momentos decisivos (como nos pênaltis) fazem dele o pilar dessa nova era. Em 2026, ele é o guia de um meio-campo extremamente físico que promete dar trabalho até para as gigantes europeias.

 Expectativa
A classificação para o mata-mata não dá para ser considerada improvável. Em um grupo com Alemanha, Equador e Curaçao, os marfinenses têm condições de disputar uma das vagas e podem ser uma das seleções africanas mais perigosas do torneio caso avancem.

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Grupo F

Japão

Jogadores e técnico da seleção da Escócia Seleção do Japão com técnico e jogadores
Seleção do Japão com técnico e jogadores para a Copa do Mundo de 2026 (Foto: Fifa/montagem IA)

O que você precisa saber

O Japão deixou de ser tratado como uma seleção emergente e já é uma das grandes referências da Ásia. Os Samurais Azuis chegam à Copa de 2026 como uma das forças mais consistentes do futebol asiático e com a sensação de que podem finalmente dar o próximo passo em Mundiais. Depois de surpreender ao liderar um grupo com Espanha e Alemanha em 2022, os japoneses desembarcam na América do Norte com uma geração ainda mais experiente e espalhada pelos principais campeonatos da Europa. A classificação veio sem sustos, reforçando a impressão de que o país vive o melhor momento de sua história no futebol. O desafio agora é transformar regularidade em uma campanha inédita entre os oito melhores do mundo.

Quem comanda?
Hajime Moriyasu segue à frente da seleção após conduzir o Japão à melhor campanha de sua carreira em 2022. Conhecido pela organização tática e pela capacidade de adaptar o time a diferentes adversários, o treinador consolidou uma identidade baseada em intensidade, disciplina e transições rápidas.

Ponto forte
O Japão atua de forma organizada e coletiva, com marcação intensa desde o setor ofensivo dentro do modelo de jogo estabelecido por Moriyasu. Além disso, conta atualmente com um elenco mais qualificado e profundo, capaz de sonhar com campanhas ainda mais longas em grandes torneios.

Ponto fraco
A lesão de Kaoru Mitoma foi um baque para os japoneses. O atacante do Brighton  representa uma das maiores capacidades de desequilíbrio individual do elenco e simboliza a evolução técnica da seleção japonesa. Além disso, falta um centroavante de elite. Embora produza muitas chances, o Japão nem sempre transforma seu volume de jogo em gols diante de adversários mais qualificados.

Cara do time
Capitão do Japão e jogador do Liverpool, Wataru Endo é a principal referência do meio-campo graças à sua liderança, capacidade de marcação e equilíbrio entre defesa e ataque. Fundamental nas transições da equipe, ele dá consistência ao sistema de jogo japonês. No entanto, os problemas físicos enfrentados na última temporada geram preocupação para a Copa do Mundo.

Expectativa
Pelo alto nível apresentado no ciclo e na última Copa do Mundo, o Japão tem totais condições de buscar a primeira colocação no grupo e sonhar com uma grande campanha no mata-mata. O grande objetivo é alcançar as quartas de final pela primeira vez na história e confirmar que o Japão pertence ao grupo de seleções capazes de desafiar as potências tradicionais do futebol mundial.

➡️Guia completo do Lance! saiba tudo sobre o Japão na Copa do Mundo

Holanda

Holanda comemora gol diante da Lituânia (Foto: John Thys / AFP)
Holanda comemora gol diante da Lituânia (Foto: John Thys / AFP)

O que você precisa saber

Três vezes vice-campeã e responsável por algumas das equipes mais marcantes da história do futebol, a Oranje continua perseguindo um título que parece sempre escapar por detalhes. Em 2026, os holandeses chegam novamente entre as seleções mais respeitadas do torneio, impulsionados por uma geração equilibrada que mistura veteranos experientes e jovens talentos. Depois de alcançar as quartas de final em 2022 e fazer uma boa Eurocopa em 2024, a sensação é de que a Holanda tem elenco suficiente para competir com qualquer adversário — mas ainda precisa provar que consegue se impor nos momentos decisivos. Os neerlandeses carimbaram a vaga nas Eliminatórias com tranquilidade e despontam na primeira prateleira de favoritos ao título na América do Norte. 

Quem comanda?
Ronald Koeman está em sua segunda passagem pela seleção e conhece como ninguém o peso da camisa laranja. Ídolo do futebol holandês e conhecido por sua liderança firme e por valorizar as transições rápidas, o treinador busca combinar a tradicional vocação ofensiva do país com uma maior solidez defensiva, algo que tem marcado esta geração.

Ponto forte
O equilíbrio do elenco. A Holanda possui qualidade em praticamente todos os setores do campo, além de diversas opções para alterar o estilo de jogo durante as partidas. Mas é a defesa, comandada pelo capitão Van Dijk, que impressiona e chama atenção e virou uma marca dessa seleção. 

Ponto fraco
A dificuldade de transformar domínio em títulos. Nas últimas décadas, a seleção acumulou boas campanhas, mas frequentemente esbarrou nos momentos decisivos contra as principais potências.

Cara do time
Virgil van Dijk é o líder e principal referência da equipe, o zagueiro do Liverpool continua sendo um dos defensores mais respeitados do futebol mundial. Sua presença transmite segurança a uma seleção que frequentemente constrói suas campanhas a partir da organização defensiva. Ele é dono de uma soberania impressionante nos duelos aéreos e desarmes; o zagueiro do Liverpool dita o posicionamento de toda a equipe a partir de trás. Sua imponência física e frieza para comandar a linha defensiva são os principais trunfos holandeses para travar os grandes ataques do torneio.

Expectativa
Koeman tem como meta chegar às semifinais. Com a qualidade do elenco e a experiência acumulada em grandes torneios, a Holanda tem condições de sonhar com uma vaga entre os quatro melhores e aparece como uma das candidatas a surpreender o grupo de favoritos ao título.

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Suécia

Craque da seleção sueca, Viktor Gyokeres comemora classificação (Foto: Jonathan Nackstrand / AFP)
Craque da seleção sueca, Viktor Gyokeres comemora classificação (Foto: Jonathan Nackstrand / AFP)

O que você precisa saber

A Suécia está de volta à Copa do Mundo após oito anos de ausência, mas o caminho até a América do Norte esteve longe de ser tranquilo. Os suecos terminaram as Eliminatórias de forma decepcionante: lanterna do grupo e sem vencer uma partida sequer. Só permaneceram vivos graças ao desempenho anterior na Liga das Nações. A partir daí, a equipe se reinventou sob o comando de Graham Potter, eliminou Ucrânia e Polônia na repescagem e recuperou a confiança. Com um ataque liderado por Viktor Gyökeres e Alexander Isak, os Blågult chegam ao Mundial apostando em pragmatismo, organização e uma dupla ofensiva capaz de incomodar qualquer defesa.

Quem comanda?
Graham Potter assumiu a seleção em meio à crise e rapidamente mudou o ambiente da equipe. Ex-treinador de clubes como o Chelsea, o inglês tornou-se o primeiro técnico estrangeiro da Suécia em décadas e foi responsável por reconstruir a confiança de um grupo que parecia fadado à eliminação.

Ponto forte
O poder de fogo no ataque. Com Gyökeres em fase artilheira e Isak recuperado fisicamente, a Suécia possui uma das duplas de centroavantes mais interessantes desta Copa.

Ponto fraco
A irregularidade. A campanha nas Eliminatórias expôs problemas de consistência e mostrou que a equipe ainda oscila muito quando enfrenta momentos de pressão.

Cara do time
Viktor Gyökeres. O centroavante foi decisivo na classificação para o Mundial, marcando gols importantes na repescagem. É muito forte fisicamente e extremamente eficiente dentro da área; chega à Copa como a principal esperança sueca.

Expectativa
Em um grupo com Holanda, Japão e Tunísia, a disputa por uma vaga no mata-mata promete ser equilibrada. A classificação aos 16 avos é um objetivo realista e, se sua dupla de ataque mantiver o nível recente, a Suécia pode se transformar em uma adversária perigosa na fase eliminatória.

➡️Guia completo do Lance! Saiba tudo sobre a Suécia na Copa do Mundo 2026

Tunísia

Seleção da Tunísia foi convocada para Copa do Mundo de 2026 (Foto: Divulgação/CAF)
Seleção da Tunísia foi convocada para Copa do Mundo de 2026 (Foto: Divulgação/CAF)

O que você precisa saber

A Tunísia pode não receber a mesma atenção de outras seleções africanas, mas chega à Copa de 2026 sustentada por algo valioso: regularidade. Esta será a terceira participação consecutiva dos Águias de Cartago em Mundiais e a sétima em sua história, reflexo de uma seleção que se acostumou a frequentar os grandes torneios. O problema é que a consistência ainda não se traduziu em campanhas marcantes. Apesar de participações frequentes, os tunisianos jamais avançaram para as oitavas de final. A geração atual vê a Copa na América do Norte como uma oportunidade de mudar esse roteiro e transformar competitividade em um feito histórico.

Quem comanda?
Sami Lamouchi retornou ao comando da seleção com a missão de recolocar a Tunísia entre as principais forças do continente. Ex-jogador e profundo conhecedor do futebol local, aposta em uma equipe organizada, disciplinada e difícil de ser batida.

Ponto forte
A organização defensiva. A Tunísia construiu sua classificação apoiada em uma estrutura sólida, capaz de manter os jogos equilibrados mesmo contra adversários tecnicamente superiores.

Ponto fraco
A produção ofensiva. Em muitos momentos, a equipe encontra dificuldades para criar chances claras e depende excessivamente de jogadas de transição ou bolas paradas.

Cara do time
Hannibal Mejbri é a principal estrela da Tunísia e um dos símbolos da nova geração do país. Revelado pelo Manchester United e atualmente no Burnley, o meio-campista optou por defender a seleção tunisiana, apesar de ter passado pelas categorias de base da França. Talentoso e de forte personalidade, também se destaca pela liderança fora de campo, cobrando evolução do futebol tunisiano e assumindo papel de referência para a equipe.

Expectativa
Em um grupo com Holanda, Japão e Suécia, a Tunísia aparece como azarã na disputa por uma vaga no mata-mata. Ainda assim, sua solidez defensiva pode transformar os Águias de Cartago em um adversário chato para qualquer rival. Avançar à fase de 16 avos de final pela primeira vez seria um marco histórico para o futebol tunisiano.

➡️Guia completo do Lance! saiba tudo sobre a Tunísia na Copa do Mundo 2026

Grupo G

Bélgica

Jeremy Doku em ação pela Bélgica contra o Cazaquistão, pelas Eliminatórias da Europa
Jeremy Doku em ação pela Bélgica contra o Cazaquistão, pelas Eliminatórias da Europa (Foto: Stanislav Filippov/AFP)

O que você precisa saber

A chamada "geração de ouro" ficou para trás, mas a Bélgica segue chegando a uma Copa do Mundo cercada por expectativas. Após anos liderada por nomes como Eden Hazard, Kevin De Bruyne e Romelu Lukaku, a seleção vive uma transição delicada entre passado e futuro. O objetivo em 2026 é provar que os belgas continuam relevantes mesmo sem o elenco que conquistou o terceiro lugar em 2018, a melhor campanha de sua história. A classificação para o Mundial confirmou que a renovação está em andamento, impulsionada por uma nova leva de talentos que busca escrever seu próprio capítulo. Talvez a Bélgica não figure entre as favoritas ao título, mas continua sendo uma adversária que muitos gostariam de evitar.

Quem comanda?
Rudi Garcia assumiu a seleção com a missão de conduzir essa mudança de geração sem abrir mão da competitividade. O francês herdou um grupo em transformação e tenta encontrar o equilíbrio entre veteranos experientes e jovens que começam a assumir protagonismo. Garcia busca entender o DNA belga e guiar a transição competitiva da seleção. 

Ponto forte
A qualidade técnica do elenco. Mesmo em processo de renovação, a Bélgica continua produzindo jogadores de alto nível e possui recursos suficientes para competir contra qualquer seleção.

Ponto fraco
As incertezas da transição. Diferentemente dos últimos ciclos, a equipe ainda busca novas lideranças e uma identidade totalmente consolidada para os grandes jogos. O setor defensivo, com exceção de Courtois, é a principal preocupação. 

Cara do time
Kevin De Bruyne. Aos 35 anos, o meio-campista provavelmente disputará sua última Copa do Mundo e segue sendo o cérebro da seleção. Sua visão de jogo, capacidade de criar oportunidades e experiência em partidas decisivas continuam fazendo dele o jogador mais importante dos Diabos Vermelhos.

Expectativa
A classificação para as oitavas de final aparece como algo que pode ser esperado para a Bélgica. O grande desafio será mostrar que a renovação está madura o suficiente para levá-la novamente às fases mais avançadas do torneio. Uma vaga nas quartas de final também parece um objetivo realista; ir além disso dependerá da evolução da nova geração durante a competição.

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Egito

Salah comemora gol marcado pelo Egito sobre a Costa do Marfim, na Copa Africana de Nações
Salah comemora gol marcado pelo Egito sobre a Costa do Marfim, na Copa Africana de Nações (Foto: Franck Fife/AFP)

O que você precisa saber

O Egito retorna à Copa do Mundo após ficar fora da edição de 2022 e chega embalado pela última oportunidade de sua maior estrela em um Mundial. Os Faraós continuam sendo uma das seleções mais tradicionais da África, mas convivem há décadas com a dificuldade de transformar seu peso continental em campanhas marcantes na Copa. Desde a estreia em 1934, os egípcios jamais avançaram para o mata-mata. Em 2026, a esperança é que uma geração liderada por Mohamed Salah finalmente consiga quebrar essa barreira histórica e recolocar o país em evidência no cenário internacional.

Quem comanda?
Hossam Hassan é um dos maiores ídolos da história do futebol egípcio e assumiu a seleção com a missão de resgatar a competitividade dos Faraós. Ex-atacante e recordista de jogos pela equipe nacional, Hassan se caracteriza muito por sua consistência defensiva e conta principalmente com a liderança e talento de Salah no setor ofensivo. Ele aposta em um futebol mais agressivo e emocional, características que marcaram sua carreira dentro de campo.

Ponto forte
A experiência. O Egito conta com uma base acostumada a disputar grandes competições continentais e possui jogadores que sabem lidar com a pressão de representar uma das torcidas mais apaixonadas do mundo. São coesos, muitas vezes difíceis de serem batidos e emocionalmente comprometidos.

Ponto fraco
A dependência de Mohamed Salah. Embora tenha outras peças importantes, a seleção ainda concentra grande parte de sua criatividade e poder de decisão em seu principal astro, que não vem de uma boa temporada pelo Liverpool. Ele, inclusive, se despediu do clube inglês após o término da Premier League.

Cara do time
Mohamed Salah. Aos 34 anos, o atacante do ex-Liverpool disputa possivelmente sua última Copa do Mundo e continua sendo o maior jogador da história recente do futebol egípcio. Ídolo nacional e referência técnica absoluta da equipe, ele carrega as esperanças de um país que sonha com uma campanha inédita. Salah tem a missão de apagar a campanha frustrante de 2018 e tentar levar o Egito ao mata-mata pela primeira vez. Apesar de uma temporada abaixo do habitual e de conviver com uma lesão na coxa, o atacante segue sendo a principal esperança da seleção, com 12 gols e nove assistências em 40 jogos na última temporada. 

Expectativa
Em um grupo com Bélgica, Uruguai e Jamaica, o Egito chega à Copa como candidato real à disputa por uma vaga aos 16 avos. A classificação para o mata-mata seria um feito histórico para os Faraós e representaria um dos momentos mais importantes da trajetória da seleção em Mundiais.

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Irã

Seleção Iraniana (Foto:Divulgação)
Seleção Iraniana (Foto:Divulgação)

O que você precisa saber

O Irã chega à Copa do Mundo de 2026 como uma das seleções mais consistentes da Ásia nas últimas décadas. Presença constante nos Mundiais desde 2014, a Team Melli disputará sua quarta Copa consecutiva e a sétima de sua história. A classificação veio de forma segura, confirmando o domínio iraniano no continente e a força de uma geração que mistura veteranos experientes com novos talentos. Apesar da regularidade, existe uma barreira que ainda incomoda: o Irã jamais conseguiu avançar para a fase eliminatória. A missão nos Estados Unidos, Canadá e México será finalmente transformar competitividade em um grande feito.

Quem comanda?
Amir Ghalenoei segue no comando da seleção após conduzir o Irã a mais uma classificação para a Copa. Conhecido por valorizar a organização tática e a disciplina defensiva, o treinador montou uma equipe pragmática e extremamente difícil de enfrentar.

Ponto forte
A solidez coletiva. O Irã é uma seleção que raramente se desorganiza, mantém linhas compactas e costuma competir em alto nível, mesmo contra adversários tecnicamente superiores. A seleção se destaca bastante por sua variação tática de muita qualidade.

Ponto fraco
A dificuldade para assumir o controle das partidas. Quando precisa propor o jogo e criar espaços contra defesas fechadas, a equipe tende a perder eficiência. Os iranianos também precisarão lidar com o conflito logístico, visto que ficarão baseados no México, mas disputarão três jogos da fase de grupos nos Estados Unidos.  

Cara do time
Mehdi Taremi é a principal referência ofensiva da seleção nos últimos anos. O atacante chega ao Mundial como o jogador mais decisivo do elenco. Forte fisicamente, inteligente dentro da área e acostumado a grandes jogos, ele continua sendo a principal esperança de gols dos iranianos.

Expectativa
Em um grupo com Portugal, Dinamarca e Nova Zelândia, o Irã aparece como bom candidato para avançar ao mata-mata. A classificação para a fase eliminatória seria algo inédito em sua história e é vista como um objetivo possível para uma geração que já se consolidou entre as mais fortes do futebol asiático.

➡️Guia completo do Lance! saiba tudo sobre o Irã na Copa do Mundo

Nova Zelândia

Seleção da Nova Zelândia contra o Chile (Foto: Divulgação)
Seleção da Nova Zelândia contra o Chile (Foto: Divulgação)

O que você precisa saber

Com a Confederação da Oceania garantindo uma vaga automática para a Copa do Mundo, a Nova Zelândia não deve ter tantas dificuldades para seguir aparecendo nas próximas edições do torneio, visto que é a seleção que toma conta da Oceania. Beneficiada pelo aumento do número de vagas, a seleção oceânica retorna ao Mundial pela primeira vez desde 2010 e apenas pela terceira vez em sua história. Os All Whites carregam uma curiosidade que ainda orgulha seus torcedores: na África do Sul, foram a única equipe invicta do torneio, empatando os três jogos da fase de grupos. Dezesseis anos depois, a missão é muito mais ambiciosa. Com uma geração mais qualificada e jogadores atuando em ligas competitivas, os neozelandeses querem deixar de ser apenas uma boa história e sonhar com uma classificação inédita ao mata-mata. Os australianos são a equipe com a pior classificação no torneio, mas o elenco evoluiu de jogadores amadores para profissionais. 

Quem comanda?
Darren Bazeley assumiu a seleção em meio ao processo de renovação do futebol neozelandês e foi o responsável por conduzir a equipe à classificação. O treinador aposta em uma mistura de disciplina tática, intensidade física e desenvolvimento de jovens talentos.

Ponto forte
A organização defensiva. Historicamente, a Nova Zelândia constrói suas campanhas a partir da solidez sem a bola e da capacidade de manter os jogos equilibrados.

Ponto fraco
A limitação técnica em comparação com as seleções mais fortes do torneio. Em muitos momentos, a equipe depende de bolas paradas e transições rápidas para criar oportunidades.

Cara do time
Chris Wood. Líder e maior referência da história recente da seleção, o atacante chega à Copa, aos 34 anos, vivendo um ano de 2026 marcado por lesões. Isso é um grande problema, pois Wood é o artilheiro e peça central do ataque e representa a principal esperança dos All Whites para competir em um grupo extremamente desafiador.

Expectativa
Em uma chave com Portugal, Dinamarca e Irã, a Nova Zelândia aparece como azarã. Ainda assim, conquistar pontos e lutar pela classificação até as últimas rodadas já representaria algo positivo para uma seleção que busca consolidar seu crescimento no cenário internacional.

➡️Guia completo do Lance! saiba tudo sobre a Nova Zelândia na Copa do Mundo

Grupo H

Espanha

Lamine Yamal comemora gol marcado pela Espanha sobre a França, na Nations League
Lamine Yamal comemora gol marcado pela Espanha de Luis de la Fuente sobre a França, na Nations League (Foto: Thomas Kienzle/AFP)

O que você precisa saber

Se existe uma seleção que chega à Copa do Mundo de 2026 com status de favorita, essa seleção é a Espanha. Atual campeã da Eurocopa e dona de uma campanha perfeita nas Eliminatórias, La Roja desembarca na América do Norte vivendo uma nova era. A equipe de Luis de la Fuente preservou a tradição espanhola de controle da posse de bola, mas trocou a previsibilidade por velocidade, verticalidade e ousadia. Liderada por uma geração que mistura campeões experientes e jovens fenômenos, a Espanha tenta alcançar algo que não acontece desde 2012: unir os títulos europeu e mundial em um mesmo ciclo.

Quem comanda?
Luis de la Fuente foi o responsável por conduzir a transição pós-Luis Enrique e transformar a Espanha em uma das seleções mais dominantes do futebol atual. Depois de anos trabalhando nas categorias de base, conhece como poucos a nova geração espanhola e conseguiu modernizar o estilo da equipe sem abandonar sua identidade.

Ponto forte
A qualidade técnica e a individualidade de seus pontas. A Espanha talvez tenha o meio-campo mais completo da Copa e consiga controlar partidas de diferentes maneiras, seja por meio da posse de bola, mas é acelerando pelos lados com seus jovens talentos, Lamine Yamal e Nico Williams, que faz a Espanha muito letal e temida. O sucesso dos espanhóis passa muito pelo bom desempenho dessa dupla de ataque. 

Ponto fraco
Dependência de seus dois protagonistas. Yamal e Williams, assim como outros jogadores, disputarão sua primeira Copa, e são eles que carregam o peso de serem as referências absolutas da equipe. Em caso de uma performance apagada de qualquer um dos dois, o favoritismo espanhol sofre sérios riscos.

Cara do time
Lamine Yamal. Aos 18 anos, o atacante do Barcelona já deixou de ser promessa para se tornar a principal estrela da seleção. Dono de um talento raro, ele é capaz de decidir partidas com dribles, assistências ou gols, e chega ao Mundial como um dos rostos da nova geração do futebol mundial.

Expectativa
A Espanha não chega para apenas competir: chega para lutar pelo bicampeonato. Em um grupo com Uruguai, Arábia Saudita e Cabo Verde, a classificação é uma obrigação. A partir do mata-mata, qualquer cenário diferente de quartas ou semifinais seria considerado uma surpresa muito frustrante. Entre as candidatas ao troféu, poucas seleções parecem tão completas quanto La Roja.

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Uruguai

Jogadores do Uruguai nessa Data Fifa (Foto: Divulgação/Uruguai)
Jogadores do Uruguai nessa Data Fifa (Foto: Divulgação/Uruguai)

O que você precisa saber

O Uruguai chega à Copa do Mundo de 2026 tentando encontrar o equilíbrio entre tradição e renovação. Bicampeã mundial e uma das seleções mais respeitadas da história do futebol, a Celeste vive um momento de transição após as despedidas de Luis Suárez e Edinson Cavani. A vaga foi conquistada com autoridade nas Eliminatórias Sul-Americanas, incluindo vitórias marcantes sobre Brasil e Argentina, mas o ciclo também foi marcado por oscilações e turbulências internas. Ainda assim, a sensação é de que a nova geração, liderada por Federico Valverde, tem qualidade suficiente para recolocar o país entre os protagonistas do torneio.

Quem comanda?
Marcelo Bielsa continua sendo uma das figuras mais fascinantes do futebol mundial. Conhecido pelo estilo intenso, ofensivo e por sua influência sobre diversas gerações de treinadores, "El Loco" disputa sua terceira Copa do Mundo como técnico. Desde que assumiu a Celeste, em 2023, promoveu uma renovação profunda e ajudou a construir uma equipe capaz de alternar atuações brilhantes com momentos de instabilidade.

Ponto forte
O meio-campo. Poucas seleções contam com uma combinação tão forte de intensidade, técnica e capacidade física. Com Valverde, Bentancur, Arrascaeta e outros jogadores experientes, o Uruguai consegue competir em qualquer contexto de jogo, pressionando os adversários no campo de ataque e buscando a posse a todo momento.

Ponto fraco
A irregularidade. Ao longo do ciclo, a equipe alternou grandes atuações contra potências sul-americanas com partidas abaixo do esperado. A dificuldade para manter um nível constante segue sendo a principal dúvida antes do Mundial. A dificuldade mais gritante é no ataque. Os uruguaios não possuem mais o mesmo poder de fogo. A grande esperança ofensiva é o atacante Darwin Nuñez, do AL Hilal, que luta para encontrar sua melhor forma.

Cara do time
Federico Valverde. O meio-campista do Real Madrid assumiu definitivamente o papel de líder da nova geração uruguaia. Capaz de marcar, organizar, acelerar transições e aparecer como elemento surpresa no ataque, ele é o jogador que melhor representa a identidade competitiva da Celeste. Aos 27 anos, chega ao torneio no auge da carreira e como uma das referências do futebol mundial.

Expectativa
Em um grupo com Espanha, Arábia Saudita e Cabo Verde, se espera que o Uruguai avance ao mata-mata. O maior desafio será medir forças com os espanhóis pela liderança da chave e provar que esta nova geração pode repetir campanhas históricas.

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Cabo Verde

Cabo Verde antes do confronto contra Camarões (Foto: Reprodução/X)
Cabo Verde antes do confronto contra Camarões (Foto: Reprodução/X)

O que você precisa saber

Cabo Verde é uma das grandes surpresas da Copa do Mundo de 2026. O pequeno país africano, com pouco mais de meio milhão de habitantes, disputará seu primeiro Mundial após uma campanha histórica nas Eliminatórias. Nos últimos anos, os Tubarões Azuis deixaram de ser apenas uma seleção competitiva na África para se tornarem uma equipe capaz de desafiar adversários mais tradicionais. A classificação inédita coroou um processo de crescimento que teve como ponto alto a chegada às quartas de final da Copa Africana de Nações de 2023. Agora, a missão é mostrar ao mundo que a presença na Copa não foi obra do acaso.

Quem comanda?
Bubista. Ídolo do futebol cabo-verdiano, o ex-zagueiro assumiu a seleção em 2020 e foi o responsável por conduzir o país ao momento mais importante de sua história. Seu trabalho é marcado pela organização tática, intensidade física e valorização dos jogadores espalhados pelas ligas europeias.

Ponto forte
A força coletiva. Cabo Verde não possui uma grande estrela mundial, mas compensa isso com uma equipe muito disciplinada, física e bem organizada. A solidez defensiva foi uma das marcas da campanha classificatória.

Ponto fraco
A falta de profundidade ofensiva. Em partidas contra seleções de maior nível técnico, a equipe pode sofrer para criar chances de gol e depender excessivamente de jogadas de bola parada ou contra-ataques. Uma grande perda no setor foi o zagueiro Logan Costa, que sofreu uma lesão de LCA no início da temporada e desfalca a seleção na Copa.

Cara do time
Ryan Mendes. Capitão e maior referência da seleção, o atacante disputará sua primeira Copa do Mundo aos 36 anos. Experiente e decisivo, é o símbolo da geração que colocou Cabo Verde pela primeira vez no mapa do futebol mundial.

Expectativa
Em um grupo com Espanha, Uruguai e Arábia Saudita, o mais provável é ver os caboverdianos buscando, pelo menos, seus primeiros pontos na história da competição. Uma campanha acima da lanterna já seria algo positivo para os estreantes, que figuram em um grupo bem difícil. Veremos se os Tubarões Azuis conseguirão mais do que apenas marcar presença. 

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Arábia Saudita

Jogadores da Arábia Saudita comemorando a classificação para a Copa do Mundo (Foto: Reprodução/X)
Jogadores da Arábia Saudita comemorando a classificação para a Copa do Mundo (Foto: Reprodução/X)

O que você precisa saber

A Arábia Saudita chega à Copa do Mundo de 2026 carregando expectativas maiores do que em edições anteriores. Impulsionados pelos investimentos bilionários realizados no futebol do país e pela histórica vitória sobre a Argentina no Mundial de 2022, os sauditas sonham em voltar a ser protagonistas no cenário internacional. Os Falcões Verdes disputarão sua sétima Copa do Mundo e tentam repetir a campanha de 1994, quando alcançaram as oitavas de final. A classificação veio cercada de oscilações nas Eliminatórias Asiáticas, o que levou a uma troca de comando técnico poucos meses antes do torneio.

Quem comanda?
Georgios Donis. O treinador grego assumiu a seleção em abril de 2026, após a saída de Hervé Renard. Já com experiência no futebol saudita por passagens de sucesso em clubes do país, Donis chegou com a missão de tornar a equipe mais ofensiva após uma preparação caótica e tentará competir em um grupo bastante equilibrado.

Ponto forte
As expectativas são baixas, o que gera menos pressão sobre o time, que pode saber jogar com essa leveza na competição. Se espera que Donis trabalhe especialmente a solidez defensiva. 

Ponto fraco
A dificuldade ofensiva. Apesar da qualidade técnica de alguns nomes, a Arábia Saudita sofreu para transformar posse de bola em gols durante as Eliminatórias e ainda busca maior poder de fogo contra seleções de elite.

Cara do time
Salem Al-Dawsari. Aos 34 anos, o capitão segue sendo a principal referência da seleção. Eleito duas vezes o melhor jogador da Ásia, ficou eternizado pelo golaço na vitória sobre a Argentina em 2022 e continua sendo o cérebro ofensivo dos sauditas.

Expectativa
Em um grupo que conta com Uruguai, Espanha e Cabo Verde, a Arábia Saudita aparece como uma candidata a tentar passar com uma boa campanha de terceiro lugar. Para buscar essa classificação, e surpreender na competição, os sauditas precisarão mostrar que o crescimento do futebol local pode finalmente se traduzir em uma campanha consistente dentro da Copa do Mundo.

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Grupo I

França

Colômbia x França - Copa do Mundo
Seleção da França em ação (Foto: Divulgação)

O que você precisa saber

Poucas seleções chegam à Copa do Mundo de 2026 com tanta profundidade de elenco quanto a França. Campeã em 2018 e vice em 2022, a equipe francesa atravessa um período de impressionante regularidade e continua sendo uma referência quando o assunto é talento. A geração que conquistou o mundo na Rússia foi sendo renovada gradualmente, mas a qualidade permaneceu intacta. Com jogadores de elite em praticamente todas as posições, os Bleus desembarcam na América do Norte mais uma vez entre os principais candidatos ao título. A grande questão não é se a França tem talento para vencer a Copa, mas se conseguirá transformar esse potencial em mais uma campanha vencedora.

Quem comanda?
Didier Deschamps é o grande responsável pelo sucesso recente da França. Campeão mundial como jogador em 1998 e como técnico em 2018, construiu uma trajetória marcada por inteligência tática, liderança e resultados expressivos, incluindo duas finais de Copa do Mundo. A edição de 2026 será sua última à frente da seleção, com a missão de conquistar mais um título antes da despedida. 

Ponto forte
A profundidade do elenco. Poucas seleções conseguem perder jogadores importantes por lesão ou suspensão sem sofrer uma queda significativa de nível. A França possui alternativas de elite em praticamente todos os setores do campo.

Ponto fraco
Em um elenco com tantas peças, nem sempre se encontra a melhor maneira de jogar ou até se encontra, mas abdicando dos "jogadores ideais. São muitas peças para o quebra-cabeça de Deschamps, que precisará encaixar todas aquelas que fazem a engrenagem rodar da melhor forma. Além disso, administrar egos e expectativas em um elenco tão estrelado nunca é uma tarefa simples.

Cara do time
Kylian Mbappé. Capitão, principal estrela e um dos maiores jogadores de sua geração, o atacante chega ao Mundial aos 27 anos no auge da carreira. Já campeão do mundo, vice-campeão e dono de atuações memoráveis em Copas, ele continua sendo o jogador mais capaz de decidir partidas sozinho. O atacante do Real Madrid combina velocidade, poder de decisão e faro de gol, sendo a principal arma ofensiva dos Bleus. Com 12 gols em Copas do Mundo, também busca alcançar marcas históricas entre os maiores artilheiros da competição. 

Expectativa
A França entra na Copa do Mundo com um único objetivo, que não poderia ser outro: disputar o título. Em um grupo com Polônia, Chile e África do Sul, os Bleus são amplamente favoritos à liderança. A partir do mata-mata, qualquer cenário diferente de uma presença entre os principais candidatos ao troféu será visto como uma grande surpresa e encarado com muita frustração pelo favoritismo que a França carrega.

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Iraque

Aymen Hussein marcou o gol da classificação do Iraque à Copa do Mundo de 2026
Aymen Hussein marcou o gol da classificação do Iraque à Copa do Mundo de 2026 (Foto: Azael Rodriguez/Getty Images/AFP)

O que você precisa saber

O Iraque está de volta à Copa do Mundo após uma espera de 40 anos. Desde a única participação, em 1986, a seleção viveu décadas marcadas por instabilidade política, dificuldades estruturais e oportunidades perdidas, tornando a classificação para 2026 um dos maiores feitos de sua história recente. Os Leões da Mesopotâmia chegam ao Mundial impulsionados por uma geração que cresceu sonhando com esse momento e que recolocou o país entre as forças emergentes do futebol asiático. Sem o peso das favoritas, mas carregando enorme apoio popular, os iraquianos desembarcam na América do Norte determinados a mostrar que sua presença não é apenas uma boa história, e isso um merecimento. 

Quem comanda?
Graham Arnold fará história na Copa de 2026 ao comandar o Iraque após ter dirigido a Austrália no Mundial de 2022. Responsável por levar os australianos às oitavas de final no Catar, o treinador assumiu o Iraque em 2023 e ajudou a recolocar a seleção no cenário mundial, encerrando uma espera de quatro décadas por uma vaga na Copa. 

Ponto forte
O espírito coletivo e leveza do "azarão". O Iraque construiu sua classificação apoiado em uma equipe extremamente comprometida, que compete com intensidade e raramente facilita a vida dos adversários. Aliado a isso, a pressão do favoritismo vai estar do outro lado, com o Iraque sem ter muito a perder, o que pode beneficiar os Leões. 

Ponto fraco
A falta de experiência em grandes torneios. Grande parte do elenco disputará sua primeira Copa do Mundo, o que pode pesar nos momentos de maior pressão, que exigirão muita resiliência.

Cara do time
Aymen Hussein. O atacante está entre os cinco maiores artilheiros da história da seleção e foi o herói da classificação para a Copa ao marcar o gol da vitória contra a Bolívia. Aos poucos se consolidou como a principal referência ofensiva da seleção. Forte fisicamente e eficiente dentro da área, ele chega ao Mundial como a maior esperança de gols dos iraquianos.

Expectativa
Em um grupo com França, Senegal e Noruega, uma classificação iraquiana é bastante improvável e daria uma baita história. Fugir do último lugar do grupo I já será uma missão complexa, mas conquistar seus primeiros pontos e sua primeira vitória em Copas representaria um marco histórico para uma geração que recolocou o país no mapa do futebol mundial.

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Noruega

Haaland celebra gol da Noruega sobre a Itália, nas Eliminatórias da Europa
Haaland celebra gol da Noruega sobre a Itália, nas Eliminatórias da Europa (Foto: Alberto Pizzoli/AFP)

O que você precisa saber

Depois de 28 anos longe da Copa do Mundo, a Noruega retorna ao torneio impulsionada pela geração mais talentosa de sua história recente. Os noruegueses atropelaram as Eliminatórias Europeias com uma campanha perfeita: oito vitórias em oito jogos, o melhor ataque da competição e a sensação de que finalmente encontraram uma equipe capaz de transformar potencial em resultados. Liderada por Erling Haaland e Martin Ødegaard, a seleção escandinava deixou de ser uma promessa e passou a ser encarada como uma ameaça real. Agora, o desafio é provar que consegue levar esse talento para o maior palco do futebol mundial.

Quem comanda?
Ståle Solbakken é o arquiteto da volta norueguesa ao Mundial. Integrante da seleção que disputou a Copa de 1998 como jogador, ele assumiu a missão de reconstruir o futebol do país e montou uma equipe que combina organização tática, intensidade física e grande poder ofensivo.

Ponto forte
O ataque. Com Haaland, Ødegaard, Sørloth e Antonio Nusa, a Noruega possui uma das linhas ofensivas mais interessantes entre as seleções fora do grupo de favoritas. Os 37 gols marcados nas Eliminatórias são a principal prova disso.

Ponto fraco
A falta de experiência em grandes torneios. Apesar da qualidade individual, esta geração ainda não foi testada em uma Copa do Mundo e precisará mostrar que consegue lidar com a pressão dos jogos decisivos. Além disso, o goleiro considerado titular, Nyland, quase não jogou na última temporada, pelo Sevilla, da Espanha. 

Cara do time
Erling Haaland. Um dos melhores atacantes do planeta, o camisa 9 chega ao Mundial como artilheiro histórico da seleção e principal símbolo da ascensão norueguesa. Forte, rápido e letal dentro da área, ele foi o goleador das Eliminatórias com 16 gols e carrega a responsabilidade de liderar a campanha dos Leões.

Expectativa
Em um grupo com França, Senegal e Iraque, a Noruega terá um dos desafios mais complicados da primeira fase. Ainda assim, a classificação é um objetivo totalmente plausível. Se a geração de Haaland e Ødegaard confirmar o potencial que mostrou nas Eliminatórias, os noruegueses têm totais condições de avançar e podem se transformar em uma das seleções mais perigosas do mata-mata.

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Senegal

Senegal em ação contra o Sudão (Foto: Reprodução/ X da Federação de Senegal)
Senegal em ação contra o Sudão (Foto: Reprodução/ X da Federação de Senegal)

O que você precisa saber

O Senegal chega à Copa do Mundo de 2026 como uma das referências do futebol africano. Os Leões da Teranga disputarão seu terceiro Mundial consecutivo e carregam a ambição de elevar o próprio patamar no cenário internacional. Embalados por uma campanha invicta nas Eliminatórias Africanas e por uma sequência impressionante de resultados positivos ao longo do ciclo, os senegaleses desembarcam na América do Norte com um elenco que mistura veteranos experientes e uma nova geração cada vez mais protagonista. O sistema ofensivo se renovou, renovou, enquanto a defesa permanece muito sólida. A lembrança das quartas de final de 2002 ainda inspira o país, e a sensação é de que esta equipe tem qualidade suficiente para sonhar novamente com uma grande campanha.

Quem comanda?
Pape Thiaw representa a continuidade da identidade competitiva construída por Senegal nos últimos anos. Ex-jogador da seleção e integrante da campanha histórica de 2002, assumiu o comando após trabalhar como auxiliar e rapidamente consolidou uma equipe intensa, agressiva e extremamente perigosa nas transições ofensivas. Sob sua liderança, os Leões da Teranga desenvolveram um estilo baseado em pressão alta, força física e velocidade para atacar os espaços.

Ponto forte
Os equilíbrios entre experiência e juventude. Senegal combina lideranças consagradas com uma geração talentosa e atlética, capaz de competir fisicamente contra qualquer adversário e acelerar o jogo com muita qualidade pelos lados do campo.

Ponto fraco
A dependência de momentos individuais no ataque. Embora tenha várias opções ofensivas, a equipe ainda concentra boa parte de sua capacidade de decisão em seus principais nomes, especialmente quando enfrenta seleções de elite.

Cara do time
Sadio Mané. Maior artilheiro da história da seleção e principal símbolo do futebol senegalês, o atacante disputa possivelmente sua última Copa do Mundo. Mesmo aos 34 anos, continua sendo a referência técnica e emocional da equipe, capaz de decidir partidas com sua velocidade, inteligência tática e experiência em grandes competições.

Expectativa
Em um grupo com França, Noruega e Iraque, Senegal terá uma das chaves mais competitivas da primeira fase. A classificação para o mata-mata não será fácil, mas é um objetivo totalmente realista, especialmente para uma seleção que chega em grande momento. Se repetir a consistência apresentada nas Eliminatórias e encontrar sua melhor versão nos jogos decisivos, os Leões da Teranga têm condições de se transformar em uma das surpresas nas fases eliminatórias.

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Grupo J

Argélia

Mahrez pela Argélia (Foto: Gabriel BOUYS / AFP)
Mahrez pela Argélia (Foto: Gabriel BOUYS / AFP)

O que você precisa saber

A Argélia retorna à Copa do Mundo após ficar fora da edição de 2022 e chega aos Estados Unidos, Canadá e México com a sensação de que a reconstrução finalmente deu resultado. Os Guerreiros do Deserto encerraram a era de Djamel Belmadi e encontraram um novo equilíbrio sob o comando de Vladimir Petković, combinando a experiência de veteranos consagrados com uma geração de jogadores formados entre a França e a Argélia. A classificação foi conquistada com autoridade nas Eliminatórias Africanas, reforçando a impressão de que os argelinos podem voltar a ser uma das seleções mais perigosas fora do grupo das favoritas e tentarão desafiar a atual campeã Argentina no grupo J.

Quem comanda?
Vladimir Petković trouxe peso internacional ao projeto argelino. Ex-treinador da Suíça, com quem alcançou grandes campanhas em torneios internacionais, o bósnio implementou um modelo de jogo mais organizado, intenso e equilibrado, corrigindo fragilidades defensivas que acompanharam a seleção nos últimos ciclos.

Ponto forte
O talento ofensivo. A Argélia possui jogadores criativos e rápidos pelos lados do campo, além de um grupo acostumado a atuar em ligas de alto nível na Europa. As transições ofensivas seguem sendo uma das principais armas da equipe, que pode causar estragos às principais seleções estando no seu melhor dia.

Ponto fraco
A dificuldade de manter regularidade contra adversários de elite. Embora tenha qualidade para competir em jogos equilibrados, a seleção ainda precisa provar que consegue sustentar o mesmo nível e a pressão diante das principais potências do torneio.

Cara do time
Riyad Mahrez. Aos 35 anos, o ex-jogador do Manchester City continua sendo o cérebro da equipe. Mesmo atuando no futebol saudita, mantém a capacidade de decidir partidas com sua técnica refinada, visão de jogo e qualidade nas bolas paradas. A Copa de 2026 pode representar seu último grande torneio pela seleção.

Expectativa
Em um grupo com Argentina, Áustria e Jordânia, a disputa pela segunda vaga parece totalmente aberta. Os argelinos sabem que o favoritismo é argentino, mas enxergam o mata-mata como uma meta clara e alcançável. Avançar às oitavas pela segunda vez na história e repetir — ou até superar — a campanha de 2014 é o grande objetivo desta geração.

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Argentina

Lionel Messi antes de Argentina x Bolívia. (Foto: ROBAYO / AFP)
Lionel Messi antes de Argentina x Bolívia. (Foto: ROBAYO / AFP)

O que você precisa saber

A Argentina chega à Copa do Mundo de 2026 leve e sem fantasmas para exorcizar. O título conquistado no Catar encerrou uma espera de 36 anos e transformou a equipe de Lionel Scaloni em uma das seleções mais dominantes do futebol mundial. Desde então, a Albiceleste manteve a base campeã, conquistou mais uma Copa América e liderou as Eliminatórias Sul-Americanas com autoridade. Agora, a missão é ainda mais ambiciosa: defender o título e se tornar a primeira seleção desde o Brasil de 1962 a conquistar Copas do Mundo consecutivas. O cenário, porém, é tão desafiador quanto em 2022. Mas dessa vez o ciclo não foi tão forte e pode cobrar caro nessa Copa do Mundo.

Quem comanda?
Lionel Scaloni é o grande responsável pela transformação da Argentina. Contratado inicialmente sob desconfiança, construiu uma das equipes mais consistentes do futebol internacional ao combinar disciplina tática, flexibilidade estratégica e um ambiente de grupo extremamente forte. A "Scaloneta" deixou de depender exclusivamente do brilho individual de Messi para se tornar uma máquina coletiva.

Ponto forte
O entrosamento. Nenhuma seleção chega ao Mundial com uma base tão consolidada. A Argentina manteve boa parte do grupo campeão de 2022 e reúne experiência, confiança e uma identidade de jogo muito clara.

Ponto fraco
A passagem do tempo. Embora a espinha dorsal continue extremamente qualificada, algumas das lideranças da conquista no Catar chegam mais veteranas. A Argentina precisará equilibrar experiência e renovação para sustentar o ritmo exigido por uma Copa com oito jogos em alto nível.

Cara do time
Lionel Messi. Não poderia ser outro. Aos 39 anos, o maior jogador da história da seleção argentina disputará sua sexta Copa do Mundo e, provavelmente, seu último Mundial. Livre da pressão de buscar o título que já conquistou, Messi continua sendo o jogador capaz de decidir partidas com um passe, uma cobrança de falta ou um momento de genialidade. Sua presença transforma qualquer ambição argentina em algo plausível.

Expectativa
Atual campeã, a Argentina entra na Copa como uma das grandes favoritas ao título. Em um grupo com Argélia, Áustria e Jordânia, a liderança da chave é vista como obrigação. A partir do mata-mata, o objetivo é claro: defender a coroa conquistada em 2022 e colocar esta geração ao lado das maiores da história do futebol argentino.

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Áustria

Alaba pela seleção da Áustria (Foto: AFP)
Alaba pela seleção da Áustria (Foto: AFP)

O que você precisa saber

A espera foi longa, mas a Áustria finalmente está de volta à Copa do Mundo. Após 28 anos longe do torneio, os austríacos chegam a 2026 embalados por uma geração que devolveu relevância internacional ao país. O desempenho na Euro 2024, quando terminaram à frente de França e Holanda na fase de grupos, foi o sinal mais claro de que esta seleção está pronta para competir novamente entre as principais forças do futebol europeu. A classificação para o Mundial veio com emoção, mas também com a certeza de que a equipe de Ralf Rangnick possui identidade, intensidade e ambição suficientes para sonhar alto. O objetivo é reviver as glórias do século passado e mostrar que a escola austríaca tem força para encarar qualquer gigante de igual para igual. 

Quem comanda?
Ralf Rangnick é o grande responsável pela transformação recente da seleção austríaca. Conhecido por ser um dos "pais" do futebol de pressão moderno, o alemão implementou um estilo agressivo, intenso e altamente organizado, tornando a Áustria uma equipe desconfortável para qualquer adversário.

Ponto forte
A intensidade coletiva. Poucas seleções pressionam tanto sem a bola e atacam os espaços com tanta velocidade quanto a Áustria. O time joga em alta rotação durante os 90 minutos e consegue competir fisicamente contra qualquer rival. Tudo isso se dá graças à continuidade de um trabalho consolidado de Rangnick.

Ponto fraco
Se a estrutura ceder ou errar, um contragolpe adversário com a equipe exposta pode ser fatal. Além disso, a lesão de Christoph Baumgartner tira uma das peças mais importantes do setor ofensivo.

Cara do time
David Alaba. O capitão segue sendo a grande referência do futebol austríaco. Mesmo aos 33 anos, o defensor do Real Madrid continua exercendo papel fundamental dentro e fora de campo, oferecendo liderança, versatilidade e experiência internacional a uma seleção que mistura juventude e maturidade.

Expectativa
Em um grupo com Argentina, Argélia e Jordânia, a Áustria entra como forte candidata à segunda vaga. Os austríacos acreditam que podem avançar ao mata-mata e encerrar um jejum ainda mais antigo: a seleção não vence um jogo eliminatório em grandes torneios desde 1954. Se repetir o nível mostrado na Eurocopa, pode ser uma das surpresas da Copa.

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Jordânia

Jordânia irá disputar a Copa do Mundo pela 1ª vez
Jordânia irá disputar a Copa do Mundo pela 1ª vez (Reprodução/Fifa)

O que você precisa saber

A Jordânia chega à Copa do Mundo de 2026 como uma das estreantes mais improváveis e inspiradoras do torneio. Poucos anos atrás, a classificação para um Mundial parecia um sonho distante, mas o crescimento acelerado do futebol jordaniano culminou na histórica vaga para a primeira Copa da história do país. O vice-campeonato da Copa da Ásia de 2023 já havia mostrado que os Nashama estavam prontos para competir em outro patamar, e a campanha nas Eliminatórias confirmou essa evolução. Sem o peso da tradição e sem grandes estrelas globais, a Jordânia desembarca na América do Norte disposta a aproveitar cada minuto de sua estreia no maior palco do futebol.

Quem comanda?
Jamal Sellami assumiu a seleção com a missão de consolidar a geração responsável pela classificação histórica. O treinador marroquino encontrou uma equipe organizada, competitiva e acostumada a atuar de forma disciplinada, características que se tornaram a marca registrada dos jordanianos.

Ponto forte
A organização coletiva. A Jordânia se destaca pela disciplina tática, pela capacidade de defender em bloco e pela eficiência nos contra-ataques. É uma equipe que sabe sofrer sem a bola e aproveitar os espaços quando tem a chance de atacar. Vai buscar muito explorar as transições rápidas e a velocidade de Mousa Al-Tamari.

Ponto fraco
A lesão de Yazan A-Naimat deixou uma lacuna no ataque, e a experiência em jogos decisivos é algo que também falta aos jordanianos.

Cara do time
Musa Al-Taamari. Principal jogador da história recente do futebol jordaniano, o atacante é a referência técnica da equipe. Com velocidade, habilidade e capacidade de decidir partidas, ele foi fundamental na campanha que levou o país à Copa do Mundo e será a principal esperança de um brilho individual da equipe no torneio.

Expectativa
Em um grupo com Argentina, Áustria e Argélia, a Jordânia entra como azarã. A missão principal será competir de igual para igual e tentar conquistar os primeiros pontos da história do país em Copas do Mundo. A classificação para o mata-mata seria uma das maiores surpresas do torneio, mas os jordanianos já provaram nos últimos anos que gostam de desafiar previsões.

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Grupo K

Colômbia

James Rodriguez se emociona ao final de Colômbia x Bolívia (Foto: Luis ACOSTA / AFP)
James Rodriguez em duelo entre Colômbia x Bolívia (Foto: Luis ACOSTA / AFP)

O que você precisa saber

A Colômbia chega à Copa do Mundo de 2026 tentando confirmar que o vice-campeonato da Copa América de 2024 não foi um ponto fora da curva. Depois de ficar fora do Mundial do Catar, a seleção cafetera reencontrou seu melhor futebol sob o comando de Néstor Lorenzo e voltou a ser uma das equipes mais competitivas da América do Sul. Com uma geração que combina veteranos experientes e jovens em ascensão, os colombianos desembarcam na América do Norte acreditando que podem repetir — ou até superar — as campanhas de quartas de final que encantaram o mundo em 2014 e 2018. O talento sempre esteve presente; a diferença agora é a consistência.

Quem comanda?
Néstor Lorenzo transformou a Colômbia desde que assumiu a seleção em 2022. Ex-auxiliar de José Pékerman, ele resgatou a identidade competitiva da equipe, montando um time equilibrado, intenso e difícil de ser derrotado. Seu trabalho foi fundamental para recolocar os cafeteros entre as principais forças do continente. No entanto, a queda de rendimento nas Eliminatórias aumentaram as críticas ao treinador, que chega pressionado para a disputa da Copa do Mundo. 

Ponto forte
O equilíbrio entre defesa e ataque. A Colômbia consegue alternar momentos de controle da posse com transições rápidas, além de contar com jogadores decisivos em praticamente todos os setores do campo.

Ponto fraco
A dependência de inspiração individual nos jogos mais fechados. Quando enfrenta adversários muito organizados defensivamente, a equipe ainda pode ter dificuldades para criar espaços e transformar domínio em gols. A inconsistência colombiana também deixa um alerta. A Copa do Mundo não costuma perdoar dias ou momentos ruins.

Cara do time
Luis Díaz. O atacante do Bayern de Munique é o principal símbolo da atual geração colombiana. Rápido, habilidoso e decisivo, ele se tornou a referência ofensiva da seleção e chega ao Mundial vivendo o auge da carreira. Grande parte das esperanças colombianas passa pelos seus pés.

Expectativa
Em um grupo com Portugal, Uzbequistão e RD Congo, a Colômbia entra como forte candidata à classificação ao lado dos portugueses. Chegar aos 16 avos é o objetivo mínimo. Se mantiver o nível apresentado nos últimos anos, os cafeteros têm condições de sonhar com uma vaga entre os oito melhores e se consolidar novamente entre as principais seleções.

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República Democrática do Congo

Seleção da RD Congo comemora classificação para a Copa após vencer a Jamaica.
Jogadores e comissão técnica da RD Congo comemoram classificação para a Copa do Mundo após vencer a Jamaica. (Foto: Ulises Ruiz/AFP)

O que você precisa saber

A República Democrática do Congo é uma das grandes histórias da Copa do Mundo de 2026. Ausente do torneio desde 1974, quando ainda competia sob o nome de Zaire, a seleção congolesa encerrou um jejum de mais de meio século e retorna ao maior palco do futebol impulsionada por uma geração talentosa e cada vez mais conectada ao futebol europeu. A classificação coroou um processo de crescimento que já havia dado sinais na Copa Africana de Nações, quando os Leopardos alcançaram as semifinais. Agora, o objetivo é mostrar que o retorno não é apenas um episódio isolado, mas o início de uma nova era para uma das seleções mais tradicionais do continente.

Quem comanda?
Sébastien Desabre foi o principal responsável pela reconstrução da equipe. O treinador francês organizou uma seleção competitiva, disciplinada e capaz de potencializar jogadores espalhados por diversos campeonatos europeus. Seu trabalho devolveu identidade e confiança aos congoleses.

Ponto forte
A força física e a intensidade. A RD Congo possui atletas rápidos, fortes nos duelos individuais e capazes de transformar recuperações de bola em ataques perigosos em poucos segundos.

Ponto fraco
É uma equipe que dificilmente domina seus jogos e controla o ritmo de jogo. Tem dificuldade para criar jogadas com o campo aberto e ainda tiveram sua preparação prejudicada devido ao surto de Ebola no país.

Cara do time
Yoane Wissa. Após temporadas de destaque no futebol inglês, o atacante se consolidou como a principal referência ofensiva da seleção. Versátil, veloz e com grande capacidade de finalização, chega ao Mundial como o jogador mais capaz de desequilibrar partidas para os Leopardos.

Expectativa
Em um grupo com Inglaterra, Dinamarca e Costa Rica, a missão por uma classificação é complicada. A disputa pela segunda vaga promete ser equilibrada, e a RD Congo tentará surpreender. Avançar à fase de 16 avos já representaria uma das maiores conquistas da história do futebol congolês e confirmaria a ascensão de uma seleção que voltou a sonhar grande.

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Portugal

Cristiano Ronaldo comemora gol em Alemanha x Portugal pela Nations League (Foto: Alexandra Beier/AFP)
Cristiano Ronaldo comemora gol em Alemanha x Portugal pela Nations League (Foto: Alexandra Beier/AFP)

O que você precisa saber

Portugal chega à Copa do Mundo de 2026 carregando uma mistura rara de experiência e renovação. Campeã da Liga das Nações e dona de uma das gerações mais talentosas de sua história, a seleção portuguesa desembarca na América do Norte cercada pela expectativa de finalmente transformar potencial em um título mundial. Nas últimas décadas, o país deixou de ser apenas a terra de Eusébio e Cristiano Ronaldo para se tornar uma potência produtora de talentos. O resultado é um plantel com diversas opções, repleto de jogadores de alto nível que são capazes de competir de igual para igual com qualquer outra seleção do mundo. A grande questão é se esta será a Copa em que Portugal conseguirá dar o passo que ainda falta.

Quem comanda?
Roberto Martínez assumiu a seleção após a Copa de 2022 e rapidamente construiu uma equipe mais ofensiva e versátil. O espanhol encontrou equilíbrio entre os veteranos que marcaram uma era e a nova geração que começa a assumir protagonismo, transformando Portugal em uma das seleções mais completas do ciclo.

Ponto forte
A qualidade do elenco. Poucas equipes chegam ao Mundial com tantas opções em praticamente todas as posições. Portugal consegue mudar esquemas, características e estratégias sem perder competitividade.

Ponto fraco
Em alguns momentos, a seleção também já demonstrou dificuldade para transformar superioridade técnica em domínio absoluto contra adversários mais fechados.

Cara do time
Cristiano Ronaldo. Aos 41 anos, o maior jogador da história do futebol português disputa provavelmente sua última Copa do Mundo. Mesmo sem o protagonismo físico de outros tempos, continua sendo a principal liderança do grupo e uma referência emocional para uma geração que cresceu assistindo aos seus feitos. Nenhum outro nome simboliza tanto a evolução recente do futebol português.

Expectativa
Em um grupo com Dinamarca, Irã e Nova Zelândia, Portugal entra como favorito à liderança da chave. A classificação é o mais esperado para os portugueses. Mas o objetivo vai muito além: o título. Com uma geração madura e um elenco extremamente qualificado, os portugueses chegam ao torneio com ambição real de ser campeão do mundo.

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Uzbequistão

Uzbequistão fez grande campanha nas Eliminatórias Asiáticas e vai à Copa do Mundo pela 1ª vez
Uzbequistão fez grande campanha nas Eliminatórias Asiáticas e vai à Copa do Mundo pela 1ª vez (Reprodução/UFA)

O que você precisa saber

Depois de décadas batendo na trave nas Eliminatórias Asiáticas, a seleção finalmente conquistou sua primeira classificação para um Mundial e chega à América do Norte representando um dos maiores avanços recentes do futebol do continente. A vaga foi construída com organização, regularidade e uma geração que cresceu junta nas seleções de base, incluindo o grupo que conquistou títulos importantes nas categorias inferiores da Ásia. A equipe é uma das novidades do torneio, e a presença dos uzbeques coroa o trabalho do italiano Fabio Cannavaro, que vem acumulando bons resultados desde a base. Sem a tradição de outras equipes presentes no torneio, os Lobos Brancos desembarcam com a confiança de quem acredita que pode surpreender.

Quem comanda?
Fabio Cannavaro foi escolhido para comandar o Uzbequistão na Copa do Mundo de 2026, substituindo Timur Kapadze, que passou a integrar a comissão técnica como auxiliar. Campeão mundial pela Itália em 2006, o ex-zagueiro assumiu a seleção em setembro de 2025 e acumula três vitórias, dois empates, uma derrota e dois títulos amistosos conquistados nos pênaltis. Apesar da carreira vitoriosa como jogador, ainda busca afirmação como treinador após passagens sem grande destaque por clubes e seleções de diferentes países. Agora, tenta liderar a histórica geração uzbeque no Mundial. 

Ponto forte
A classificação para o Mundial foi construída por meio da solidez defensiva dos uzbeques, que conta com a participação fundamental de Khusanov. Foram apenas sete gols sofridos em 10 partidas. 

Ponto fraco
Além da inexperiência em Copas, a irregularidade ainda é algo presente no trabalho de Cannavaro, e isso se dá bastante pela dificuldade ofensiva da equipe. Gols podem ser um problema durante a competição. 

Cara do time
Eldor Shomurodov é o principal nome da história recente do Uzbequistão e chega à Copa do Mundo como maior artilheiro da seleção, com 44 gols em 90 jogos. Com passagens por clubes como Genoa, Roma, Spezia e Cagliari, o atacante atualmente defende o Basaksehir, da Turquia, e é a principal referência ofensiva da equipe uzbeque.

Expectativa
Em um grupo com Portugal, Colômbia e RD Congo, o Uzbequistão sabe que a classificação será um desafio enorme. Ainda assim, a seleção acredita que pode competir por uma vaga. Conquistar os primeiros pontos do país em Copas do Mundo já seria um feito marcante, mas os uzbeques sonham em ir além e se tornar uma das surpresas do torneio.

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Grupo L

Inglaterra

Com gol de Kane, a Inglaterra venceu a Nova Zelândia em amistoso antes da Copa do Mundo (Foto: Rich Storry/Getty Images/AFP)
Com gol de Kane, a Inglaterra venceu a Nova Zelândia em amistoso antes da Copa do Mundo (Foto: Rich Storry/Getty Images/AFP)

O que você precisa saber

A Inglaterra chega à Copa do Mundo de 2026 carregando a mesma pergunta que a acompanha há décadas: será finalmente a hora de voltar ao topo? Campeã mundial em 1966, a seleção inglesa acumulou gerações talentosas, grandes expectativas e algumas frustrações marcantes desde então. Desta vez, porém, há motivos para acreditar. Os Three desembarcam na América do Norte após campanhas consistentes nos últimos grandes torneios. Depois da semifinal em 2018 e do vice da Eurocopa em 2021 e 2024, a sensação é de que a Inglaterra está novamente entre as candidatas reais ao título. Porém, a facilidade nas eliminatórias passa muito pela fragilidade dos adversários. A grande questão é como a equipe de Tuchel se sairá contra equipes mais qualificadas.

Quem comanda?
Thomas Tuchel assumiu a seleção com a missão de dar o passo que escapou aos ingleses nos últimos anos. Campeão da Liga dos Campeões pelo Chelsea e reconhecido por sua capacidade tática, o treinador alemão trouxe novas ideias a uma equipe já extremamente talentosa. Sua chegada aumentou ainda mais a expectativa em torno da campanha inglesa.

Ponto forte
A qualidade do elenco. Apesar de algumas referências terem ficado de fora, a Inglaterra tem um elenco de muitos jogadores de alto nível. Os ingleses combinam talento ofensivo, profundidade de banco e jogadores acostumados a atuar sob pressão nas principais ligas e competições do planeta. O meio-campo estrelado e um grande artilheiro como Harry Kane são trunfos invejáveis. Além disso, as grandes ausências optadas por Tuchel mostram que o treinador tem um plano claro para a competição. 

Ponto fraco
Há uma precaução com relação ao setor defensivo e suas opções. Além disso, existem preocupações com relação às condições físicas de jogadores importantes.  

Cara do time
Maior artilheiro da história da Inglaterra, Harry Kane superou o recorde de Pelé por uma seleção e, em 2025, conquistou finalmente seu primeiro grande título nacional ao vencer a Bundesliga com o Bayern de Munique. Sua trajetória foi marcada por dificuldades em empréstimos no início da carreira, experiências que o inspiraram a criar uma fundação voltada à saúde mental. Fora dos gramados, Kane tem como hobbies o golfe, o xadrez e o colecionismo de relógios.

Expectativa
Em um grupo com Panamá, Croácia e Gana, a Inglaterra entra como favorita à liderança da grupo L. Os ingleses chegam ao torneio acreditando que possuem elenco e treinador para disputar o título até o fim e encerrar um jejum que já dura 60 anos.

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Gana

O que você precisa saber

Gana retorna à Copa do Mundo tentando resgatar o protagonismo que transformou as Estrelas Negras em uma das seleções africanas mais respeitadas do século XXI. A lembrança das quartas de final de 2010 — quando esteve a centímetros de se tornar a primeira seleção africana a alcançar uma semifinal de Mundial — ainda é uma referência para o país. Depois de campanhas irregulares nos últimos anos, os ganeses chegam a 2026 impulsionados por uma nova geração de jogadores formados em grandes centros do futebol europeu. O talento continua presente; a missão agora é transformar potencial em consistência.

Quem comanda?
A seleção é comandada pelo experiente técnico português Carlos Queiroz, de 73 anos. Com passagens marcantes pelo Real Madrid e como auxiliar de Sir Alex Ferguson, ele disputará sua quinta Copa do Mundo, após dirigir Portugal e Irã em edições anteriores. Contratado em abril de 2026, chegou com a missão de dar equilíbrio tático à equipe em um curto período de preparação para o Mundial.

Ponto forte
O setor ofensivo. Gana possui atacantes rápidos, habilidosos e acostumados a atuar em ligas importantes da Europa. Quando encontra espaços para acelerar o jogo, a seleção se torna extremamente perigosa.

Ponto fraco
Dois fatores defensivos preocupam. A falta de zagueiros de elite e inexperiência no gol são fragilidades que podem punir bastante os Black Stars na competição. 

Cara do time
Antoine Semenyo superou diversas rejeições nas categorias de base, chegando a abandonar o futebol por um ano após ser dispensado pelo Crystal Palace. A virada veio em 2017, quando conseguiu uma oportunidade no Bristol City, iniciando uma trajetória de ascensão que o levou ao Bournemouth e, posteriormente, ao Manchester City. Hoje, vê sua carreira como uma prova de perseverança e carrega a palavra "escolhido" tatuada nas costas como símbolo de sua fé e trajetória. 

Expectativa
Ao lado de Inglaterra, Croácia e Panamá, Gana tem condições de fazer grandes atuações e conquistar uma vaga para o mata-mata. Os africanos acreditam que têm qualidade suficiente para avançar. Se confirmarem o potencial do elenco, podem ser um time muito incômodo.

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Panamá

Panama v United States – CONMEBOL Copa America USA 2024
Panamá em ação (Foto: Todd Kirkland / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)

O que você precisa saber

O Panamá chega à Copa do Mundo de 2026 vivendo o momento mais sólido e com o melhor elenco de sua história. Depois da estreia em Mundiais na Rússia, em 2018, a seleção canalera deixou de ser uma surpresa esporádica da Concacaf para se tornar presença constante entre as principais forças da região. Sob o comando de Thomas Christiansen, os panamenhos construíram uma identidade competitiva, alcançaram finais continentais e confirmaram sua evolução com mais uma classificação para a Copa. Sem o peso das grandes seleções, mas com uma estrutura cada vez mais consolidada, o país sonha em conquistar sua primeira vitória em Mundiais e dar um passo além.

Quem comanda?
Thomas Christiansen é o grande responsável pelo crescimento recente da seleção. O treinador espanhol assumiu em 2020 e transformou o Panamá em uma equipe organizada, intensa e extremamente competitiva. Seu trabalho é considerado um dos mais bem-sucedidos da história do futebol panamenho.

Ponto forte
A força coletiva. O Panamá talvez não tenha estrelas globais, mas pode compensar com organização tática, disciplina e com um grupo que atua junto há vários anos. É uma seleção que raramente se entrega e costuma competir até o último minuto. O entrosamento de uma equipe que joga junta há bastante tempo também é um fator positivo. 

Ponto fraco
A limitação técnica em relação aos principais adversários. Em jogos contra seleções de elite, os panamenhos podem ter dificuldades para controlar a posse de bola e criar oportunidades com regularidade. Além da média alta de idade, tendo vários jogadores importantes acima dos 30 anos, quando a equipe começa a trocar de peças, a qualidade também cai ainda mais.

Cara do time
Adalberto Carrasquilla. O meio-campista se tornou o principal jogador da história recente do Panamá. Dono de grande qualidade técnica, visão de jogo e capacidade de condução, é o responsável por dar criatividade e ritmo a uma equipe que depende muito de sua influência para funcionar ofensivamente.

Expectativa
Em um grupo com Croácia, Gana e Inglaterra, o Panamá sabe que terá uma difícil missão para buscar a classificação. Avançar ao mata-mata seria um feito inédito e histórico para o país. Mesmo sem favoritismo, a equipe chega acreditando que pode surpreender e continuar escrevendo os capítulos mais importantes de sua trajetória no futebol mundial.

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Croácia

Modric comemora gol marcado pela Croácia na vitória sobre a Tchéquia, nas Eliminatórias para a Copa do Mundo
Modric comemora gol marcado pela Croácia na vitória sobre a Tchéquia, nas Eliminatórias para a Copa do Mundo (Foto: Damir Sencar/AFP)

O que você precisa saber

A Croácia chega à Copa do Mundo de 2026 já sem o rótulo de surpresa. Vice-campeã em 2018 e terceira colocada em 2022, a seleção balcânica se acostumou a estar entre as protagonistas das últimas edições, mesmo representando um país com menos de quatro milhões de habitantes. Os croatas garantiram vaga com uma campanha invicta nas Eliminatórias Europeias e desembarcam no Mundial apostando mais uma vez na combinação entre a experiência de uma geração histórica e a renovação gradual do elenco.

Quem comanda?
Zlatko Dalić. No cargo desde 2017, o treinador é o maior da história da seleção croata. Foi ele quem conduziu a equipe ao vice-campeonato em 2018 e ao terceiro lugar em 2022, transformando a Croácia em uma seleção que compete de igual para igual com qualquer potência mundial.

Ponto forte
O meio-campo. Mesmo com o passar dos anos, a Croácia continua tendo uma das linhas centrais mais técnicas da Copa. A experiência de Luka Modrić, aliada à qualidade de Mateo Kovačić, Petar Sučić e outros nomes dessa nova geração, mantém o controle de jogo como principal arma da equipe.

Ponto fraco
Com uma equipe mais envelhecida, a Croácia terá que mostrar que ainda assim consegue ser intensa.  

Cara do time
Luka Modrić. Aos 40 anos, o vencedor da Bola de Ouro de 2018 disputará mais uma Copa do Mundo e continua sendo o cérebro da seleção. Mesmo na reta final da carreira, segue ditando o ritmo da equipe e liderando uma geração que já entrou para a história do futebol croata.

Expectativa
Em um grupo com Inglaterra, Gana e Panamá, a Croácia entra como forte candidata à classificação. A classificação para o mata-mata é entendida como algo esperado para uma seleção já acostumada a grandes campanhas recentes.

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