Brasil x Noruega na Copa do Mundo: tudo o que você precisa saber sobre o rival da Seleção nas oitavas
Equipe nórdica tem bom repertório ofensivo, mas sofre defensivamente

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A Noruega será a adversária da Seleção Brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo, neste domingo (5), às 17h (de Brasília), no MetLife Stadium, em New Jersey (EUA). Com a melhor geração de sua história, jogadores de altíssimo nível e bastante repertório ofensivo, o país nórdico tenta fazer frente a um Brasil que evolui a cada jogo desde o início do Mundial.
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Quem são os destaques da Noruega?
Os principais destaques individuais da Noruega nesta Copa do Mundo são do setor ofensivo, cada um com um papel essencial para o funcionamento do time treinado por Stale Solbakken. O maestro é Martin Odegaard, meia do Arsenal, que dita o ritmo de jogo e escolhe quando segurar a bola ou acelerar o ataque com passes verticais. O ponta Antonio Nusa, promessa de 21 anos do RB Leipzig, é quem oferece o diferencial do 1x1, das jogadas individuais desequilibrantes. E o maior astro, claro, é o goleador Erling Haaland, do Manchester City.
Este trio torna a seleção norueguesa letal e versátil. Odegaard, que já distribuiu três assistências no Mundial, é um perigo sempre que tem a bola, seja com ela rolando ou parada. Quando puxa os contra-ataques noruegueses, mapeia as movimentações de Nusa, Haaland e Alexander Sorloth, o outro elemento do quarteto ofensivo.
Nusa é essencial para a Noruega por ser capaz de desequilibrar mesmo quando o futebol coletivo da seleção nórdica não funciona. É o tipo de jogador que requer marcação dupla ou cobertura muito atenta todas as vezes em que recebe a bola na lateral do campo. Assim, inclusive, marcou golaço contra a Costa do Marfim na última fase: balançou para cima do defensor, puxou para dentro e acertou lindo chute na gaveta, tirando o 0 a 0 parcial do placar.
Contudo, é Haaland quem transforma a boa equipe norueguesa em um time temido. Além de oportunista e dono de posicionamento impecável dentro da área, o atacante é muito veloz. Assim, diferencia-se de outros camisas 9 por ser igualmente perigoso em campo aberto e contra defesas posicionadas em bloco baixo.

Martin Odegaard na Copa do Mundo de 2026:
- Três assistências (1º da Noruega, 3º do Mundial)
- 6,94 em nota de criatividade no Power Ranking da Fifa (1º da Noruega, 17º do Mundial)
- Percorre 11,3 km a cada 90 minutos em campo
Antonio Nusa na Copa do Mundo de 2026:
- Um gol
- 6,11 em nota de ataque no Power Ranking da Fifa (2º da Noruega, 31º do Mundial)
Erling Haaland na Copa do Mundo de 2026:
- Cinco gols (1º da Noruega, 3º do Mundial)
- 7,47 em nota de ataque no Power Ranking da Fifa (1º da Noruega, 3º do Mundial)
- Converteu 35,7% das finalizações em gols
- Marcou um gol a cada 54 minutos em campo
- Alcançou velocidade máxima de 35,7 km/h
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Como joga a Noruega na Copa do Mundo?
A Noruega é escalada por Stale Solbakken em um 4-3-3, com uma linha de quatro defensores que sobe ou desce de acordo com o contexto dos jogos, três meio-campistas de muita dedicação nos dois lados do campo e um forte trio de ataque. Apesar de ser um centroavante de área no Atlético de Madrid, Sorloth é deslocado para a ponta direita na seleção e cumpre papel tático importante, também com atribuições defensivas. A última escalação norueguesa teve: Nyland; Pedersen, Ajer, Heggem e Moller Wolfe; Berge, Berg e Odegaard; Sorloth, Nusa e Haaland.
A equipe nórdica precisou transformar a forma de jogar na Copa do Mundo. Nas Eliminatórias, diante de adversários mais fracos, o time tinha postura bastante ofensiva, também adotada na estreia contra o Iraque, em que goleou por 4 a 1 e teve 63% de posse de bola. Na sequência do Mundial, porém, tornou-se um pouco mais cauteloso em determinados momentos.
Noruega recua Nusa e Sorloth para defender em um 4-5-1 após abrir o placar contra a Costa do Marfim 👇

Na vitória por 3 a 2 sobre Senegal, o primeiro tempo foi de alternância de domínio, inclusive com posse de bola igualada, até os noruegueses abrirem o placar nos minutos finais. Logo no início do segundo tempo, ampliaram a vantagem. A partir de então, os senegaleses assumiram as rédeas do confronto e até descontaram, mas não tardou para a equipe europeia marcar outra vez. Por fim, os africanos criaram uma profusão de chances, porém só anotaram o segundo gol já nos acréscimos.
Após derrota atuando com os reservas contra a França, a Noruega repetiu roteiro similar no duelo com a Costa do Marfim pelos 16 avos de final. A partida começou equilibrada, com leve superioridade marfinense em volume de jogo, mas os europeus saíram na frente e recuaram. Contudo, outra vez, buscaram mais um gol logo depois de tomar o empate.
Estatísticas norueguesas no Mundial:
Noruega 4 x 1 Iraque
- Posse de bola: Noruega 63% x 37% Iraque
- Passes: Noruega 530 x 335 Iraque
- Finalizações: Noruega 12 x 11 Iraque
- Chutes a gol: Noruega 6 x 1 Iraque
Noruega 3 x 2 Senegal
- Posse de bola: Noruega 43% x 57% Senegal
- Passes: Noruega 347 x 464 Senegal
- Finalizações: Noruega 12 x 17 Senegal
- Chutes a gol: Noruega 6 x 6 Senegal
Noruega 1 x 4 França - (Noruega jogou com os reservas)
- Posse de bola: Noruega 43% x 57% França
- Passes: Noruega 399 x 536 França
- Finalizações: Noruega 10 x 19 França
- Chutes a gol: Noruega 5 x 10 França
Noruega 2 x 1 Costa do Marfim
- Posse de bola: Noruega 48% x 52% Costa do Marfim
- Passes: Noruega 375 x 481 Costa do Marfim
- Finalizações: Noruega 9 x 14 Costa do Marfim
- Chutes a gol: Noruega 3 x 5 Costa do Marfim
Quando adota postura mais ofensiva, a equipe de Solbakken exerce pressão alta e se aproveita da velocidade de Haaland para colocar os zagueiros em apuros. Foi assim que o centroavante roubou a bola do goleiro do Iraque para marcar na primeira partida. Contra Senegal, a equipe também aproveitou falha na saída de bola para balançar as redes com Pedersen.
Noruega sobe marcação e provoca erro do goleiro do Iraque 👇

Mesmo mais recuada, a Noruega continua perigosa, porque acelera a sua transição ofensiva e sobe também com os meio-campistas e laterais quando vê boa oportunidade. Nesse aspecto, destaque para o meio-campista Patrick Berg, que apareceu dentro da área para servir Haaland em dois gols, contra Senegal e Costa do Marfim.
Berg aparece como elemento surpresa e dá assistência para Haaland contra a Costa do Marfim 👇

Outro trunfo norueguês é a estatura: é uma das seleções mais altas da Copa do Mundo, característica que fortalece a bola aérea defensiva e ofensiva, mas também impacta diretamente no funcionamento da equipe. Os dois atacantes, Haaland e Sorloth, medem 1,95 m e são muito fortes. Por isso, servem como desafogo em lançamentos da defesa, seja para acionar os companheiros com "casquinhas" ou dominar e prender a bola para ganhar segundos preciosos.
Por todos esses motivos, a Noruega é uma equipe ofensivamente versátil, que pode achar soluções na pressão alta, em contra-ataques fulminantes, lançamentos diretos, arrancadas de Haaland em campo aberto ou jogadas individuais de Nusa e Odegaard.
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Sem defensores no mesmo nível de Odegaard ou Haaland e pouco acostumada com a postura mais retraída que passou a adotar na Copa do Mundo, a Noruega está muito longe de ser impenetrável. Foi vazada em todos os jogos do Mundial até aqui. Quando pressionada por Senegal e Costa do Marfim, resistiu enquanto pôde, mas não sem permitir chances claras. Também não é uma seleção que se notabiliza por conseguir esfriar o jogo com a posse de bola.
Os adversários noruegueses já conseguiram marcar em infiltrações na área pela zona central, como Senegal fez no primeiro gol de Sarr, e pelos lados, a exemplo do que a Costa do Marfim fez com Diallo. Além de conceder espaços, é uma zaga suscetível a falhas, vide a hesitação ao cortar cruzamento que gerou o outro gol senegalês.
Se o Brasil repetir a paciência do segundo tempo contra o Japão, a tendência é achar formas de vazar o rival europeu. Penetrações de Bruno Guimarães e de seu companheiro de meio-campo, assim como jogadas individuais de Vini Jr, são bons caminhos.
Defesa da Noruega permite infiltração de Sarr, que desconta para Senegal 👇

A postura do time nórdico contra a Seleção Brasileira desperta curiosidade. Durante o ciclo, a equipe pouco jogou contra potências do nível brasileiro. Talvez, então, adote modelo mais defensivo desde o início da partida e não apenas se conseguir abrir o placar, como fez contra as duas rivais africanas. Mesmo assim, os comandados de Carlo Ancelotti precisam de muita atenção: a Noruega já mostrou que pode "se fazer de morta", mas de repente acelerar um ataque para matar o jogo.

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