Bruno Guimarães promete 'morrer em campo' pelo Brasil por vaga nas quartas
Volante destaca sonho do hexa e vive fase de garçom da Seleção Brasileira

Às vésperas do confronto decisivo contra a Noruega, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, Bruno Guimarães deixou claro o tamanho da importância da partida para a Seleção Brasileira. Em entrevista coletiva concedida neste sábado (4), no MetLife Stadium, palco do duelo deste domingo (5), o volante afirmou estar disposto a fazer qualquer sacrifício para ajudar o Brasil a seguir vivo na luta pelo hexacampeonato.
A declaração mais marcante surgiu quando o jogador relembrou a trajetória até chegar ao Mundial e falou sobre o sonho de conquistar a Copa. Bruno recordou de Mário Jorge, o treinador que mudou sua posição ainda na base, quando deixou de atuar como lateral para se tornar volante, e ressaltou que hoje se sente realizado tanto na vida pessoal quanto na profissional. Ainda assim, acredita que falta justamente o maior título possível.
— Foi um cara que mudou a minha vida. Me dava carona, passava às cinco da manhã na minha casa para me buscar. Eu queria ser lateral e ele me mudou para volante. Deu certo. Hoje me sinto realizado, sou casado, tenho dois filhos. Na minha vida profissional falta essa Copa. Estou preparado para morrer, se precisar, porque esse é um dos maiores sonhos da minha vida.
O discurso reforça o clima de decisão vivido pela Seleção Brasileira. Após eliminar o Japão na segunda fase da Copa, a equipe de Carlo Ancelotti chegou às oitavas de final, em que qualquer erro pode significar a eliminação. Contra uma Noruega que tem em Erling Haaland sua principal referência ofensiva, Bruno acredita que será preciso entrega máxima durante os 90 minutos.
Além da disposição, o volante também chega em grande fase individual. Ele vem se destacando pela capacidade de criar jogadas e distribuir assistências, números que o colocam entre os principais garçons da Seleção Brasileira neste ciclo e um dos líderes no quesito na Copa do Mundo, com quatro. Apesar do reconhecimento, faz questão de destacar que seu papel vai muito além dos passes decisivos.
— Venho desempenhando muito bem o que o Mister tem pedido. Tenho me destacado pelas assistências, mas o meu futebol não é só isso. É ajudar, sair para o jogo, distribuir a bola. Tenho que correr bastante, ainda mais nesse calor. Quero continuar da mesma maneira. Temos um passo muito importante na nossa trajetória e vamos fazer o melhor possível — destacou Bruno.
Bruno Guimarães também comentou a ausência de Lucas Paquetá, que sofreu uma lesão muscular e está fora da partida e, provavelmente, da Copa do Mundo. Segundo o volante, Carlo Ancelotti treinou diferentes possibilidades ao longo da semana, e sua função dependerá da escolha do treinador.
— Muda dependendo de quem for jogar. O Mister treinou todas as possibilidades. Muda a minha função dependendo de quem entrar. Posso ter um papel mais defensivo para recompor, dependendo da opção do Mister — analisou.
Outros trechos da entrevista de Bruno Guimarães
Respeito à Noruega e atenção a Haaland
— Vai ser um jogo truncado. Eles acreditam muito nas bolas levantadas na área. Em qualquer escanteio ou falta, vão dar a vida para fazer o gol. É uma equipe de qualidade. Esperamos um jogo difícil e queremos fazer o nosso melhor futebol para conseguir a classificação. Já joguei muitas vezes contra o Haaland. Para mim, é um dos melhores atacantes do mundo, junto com o Harry Kane. Vamos atacar, mas precisamos ter alguém colado nele, porque uma bola pode decidir o jogo. Temos que impedir que essa oportunidade apareça.
Lições da última Copa
— A última Copa serviu de aprendizado. Queria ter jogado mais e ajudado melhor. Quando tive oportunidade, acho que não respondi à altura. Sempre foi o meu maior sonho representar a Seleção. O Danilo foi muito feliz naquela fala. Tudo na vida é aprendizado e espero estar melhor do que na última Copa.
Como nascem as assistências?
— É difícil explicar. Muitas vezes é improviso. Eu queria chutar aquela bola contra o Japão, mas, quando vi o defensor fechar e dar dois passos, toquei para o Martinelli. Foi questão de segundos. Espero ter a mesma calma durante todo o jogo para tomar as melhores decisões novamente.
O apoio da torcida
— Sabemos que representamos muita coisa. Chegaram vídeos do Brasil e da Índia, isso nos dá muita confiança. Queremos que as pessoas se reúnam com amigos e família para torcer pela Seleção, como eu fazia quando era criança. Nosso objetivo é trazer o hexa para o Brasil. Sabemos que o povo da Índia é apaixonado por futebol. Até mandamos um vídeo para eles agradecendo o apoio.
Calor nos Estados Unidos
— O calor será para os dois lados. Ninguém pode dizer que esse calor não existe. É importante ter um grupo forte, com jogadores que entrem descansados para ajudar. Nossa mentalidade é dar a vida em campo. Se precisar morrer em campo, vamos fazer.
Arbitragem na Copa
— É difícil falar da arbitragem. Vimos algumas decisões recentes, como no jogo entre Croácia e Portugal, em que muita gente não viu o toque, mas o sensor detectou. Espero apenas que a arbitragem não atrapalhe o espetáculo.


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