Análise tática do Guffo: como o Brasil pode vencer a Noruega
Seleção Brasileira precisa de intensidade no meio e velocidade na esquerda

Carregando conteúdo exclusivo...
Quando se fala em enfrentar a Noruega, a primeira imagem que assombra o torcedor do Brasil é Erling Haaland atropelando zagueiros em campo aberto. É natural. Mas o futebol não se resume a um trator camisa 9. A verdade nua e crua é que o jogo deste domingo (05/07) contra os noruegueses oferece um encaixe tático muito mais favorável à Seleção Brasileira do que o xadrez sufocante do Japão. A Noruega tem um soco pesadíssimo, mas carrega uma mandíbula de vidro.
Para vencer, o primeiro passo é desarmar a bomba. Haaland vive de espaços e de gatilhos de pressão. Se a Seleção Brasileira vacilar com passes para trás na saída de bola, ele vai engolir a defesa. Foi assim que a Noruega puniu Iraque, França e Senegal no erro do adversário. A missão de anular o cometa passa pelo duelo individual de Gabriel Magalhães, que já o conhece de cor da Premier League, mas principalmente por cortar a origem da jogada: Martin Ødegaard. E é aqui que a ausência de Lucas Paquetá precisa ser resolvida com inteligência.
🧮 Brasil hexa? Simule todos os resultados da Copa 2026
O reserva que vai melhorar o time
Sem o camisa 10, a escolha óbvia e necessária para o meio-campo é Danilo Santos. O jogador do Botafogo entra para ser o pulmão do time e trazer muita intensidade para a meiuca brasileira. Danilo tem a força física para bater de frente com a trinca da Noruega, fechar o setor de Ødegaard e, com a bola, entregar a progressão e a pisada na área que o Brasil tanto precisa. Num jogo de imposição física, ter um meio-campista que morde na marcação e rompe linhas é questão de sobrevivência.
➡️Análise Tática do Guffo: leia todas as colunas

A presença de Danilo Santos também resolve um problema defensivo grave. A Noruega ataca de forma assimétrica: Alexander Sørloth, um centroavante de ofício, joga improvisado na ponta direita. Com a bola, ele corta para dentro para fazer dupla com Haaland, arrastando Douglas Santos e abrindo o corredor para a ultrapassagem do lateral norueguês. Danilo será vital para fechar esse lado esquerdo, dobrar a marcação com Douglas e impedir que o Brasil fique em inferioridade numérica no setor.
Mas se Sørloth é um perigo no ataque, ele é a grande falha estrutural da Noruega sem a bola. Como não tem o cacoete de ponta, ele simplesmente não recompõe. Ele "dorme" na marcação e abandona o lateral direito à própria sorte. É um erro crônico no sistema tático deles. E deixar um lateral exposto no mano a mano no setor esquerdo do ataque brasileiro é, basicamente, assinar a própria sentença de morte. Veja no mapa de calor de Sørloth contra a Costa do Marfim como ele pouco ocupou o setor defensivo (arte abaixo).
➡️Siga o Lance! no WhatsApp e acompanhe em tempo real as principais notícias do esporte
((Arte BraxNor 001))

Malvadão é a solução
Esse é o caminho para a vitória: o corredor de Vinícius Júnior. Com Sørloth desconectado da defesa, Vini terá o cenário dos sonhos. Um contra um isolado ou, melhor ainda, um dois contra um com as ultrapassagens de Douglas Santos. A Noruega até tenta se fechar num 4-5-1, mas as linhas são frouxas. O espaço nas costas dos volantes (o famoso entrelinhas) é um latifúndio. Matheus Cunha, fazendo aquele papel de falso 9 que brilhou nos últimos jogos, terá liberdade para flutuar ali, girar e acionar Vini em velocidade.
Os vídeos não mentem: a Noruega sofre gols de dentro da área mesmo quando tem superioridade numérica. Eles olham para a bola e perdem a referência dos infiltradores. Se o Brasil rodar a bola com rapidez, tirar o jogo da zona de pressão e inverter para o lado esquerdo, vai encontrar uma defesa desorganizada e pronta para ser castigada.
O cenário é de um jogo tenso, mas taticamente desenhado para o Brasil. A Noruega vai tentar impor um jogo físico e punir qualquer erro na nossa saída de bola. O risco é claro: um vacilo atrás, e Haaland não perdoa. Mas se a Seleção mantiver a concentração na base da jogada, usar Danilo Santos para equilibrar o meio e explorar a avenida deixada por Sørloth no lado esquerdo, a classificação é o destino natural. A Noruega é mortal quando ataca, mas é ingênua quando defende. E em Copa do Mundo, a ingenuidade costuma cobrar uma conta bem cara.
ARTES E DADOS: SportsBase
Análise Tática do Guffo: leia mais colunas ⌨️
Gustavo Fogaça escreve sua coluna no Lance! nas noites de segunda e quinta-feira. Leia outras publicações do colunista nos links abaixo:
➡️ Sem Paquetá, como o Brasil pode enfrentar a Noruega?
➡️ O nascimento de um Brasil diferente
➡️ Quatro destaques da Copa até aqui
Tudo sobre

Futebol Internacional
Após Copa do Mundo, Al Ahli anuncia renovação de Roger Ibañez até 2030
Há 20 horas
Seleção Brasileira
Com gol de joia do Palmeiras, Brasil Sub-20 vence a Bolívia sem sustos
Há 1 dia
Futebol Internacional
Trio brasileiro 'desafia' fala de Ancelotti e movimenta mais de R$ 1 bilhão na janela
Há 1 dia
Fora de Campo
Bárbara Coelho e Ana Thaís analisam o que Ancelotti deve mudar para 2030
Há 2 dias
Seleção Brasileira
Cinco anos após o ouro olímpico, Jardine relembra final contra a Espanha
Há 2 dias
Seleção Brasileira
Seleção ganhava Ouro olímpico há cinco anos; veja destino dos atletas
Há 3 diasMais LANCE!

Corinthians decide não liberar Dieguinho para Seleção Brasileira Sub-20

Corinthians tem dois convocados para a Seleção Brasileira Sub-15

Seleção Brasileira Sub-20 inicia preparação na Granja Comary com foco no Sul-Americano

Pai não descarta Neymar na Seleção, e jogador responde; veja

Romário tenta reverter penhora de valores a receber da CazéTV

20 anos de Rayan: o que mudou em um ano para o prodígio brasileiro

10 ou ponta: Gabriel Mec enfrenta dilema que impacta a Seleção

Estrangeiros são sinceros sobre Endrick: 'Real não valoriza'

Veja gols em Real Madrid x Fiorentina: Endrick abre o placar

Recuperado de lesão, Estêvão marca e vira assunto: 'Fez falta'

Arsenal fecha a contratação de Bruno Guimarães, diz jornal

Endrick x Carlos Espí: compare os concorrentes por vaga no ataque do Real Madrid

Sem europeus, simulação aponta Brasil na final da Copa do Mundo de 2030



