Messi x Cristiano Ronaldo: interminável rivalidade abrilhanta mais uma Copa do Mundo
Um dia após argentino balançar as redes duas vezes, português repete o feito

Carregando conteúdo exclusivo...
A Copa do Mundo repetiu o previsível, mas sempre fascinante roteiro. Em um dia, Messi faz dois gols e bate recorde. No outro, é Cristiano Ronaldo quem marca duas vezes e alcança marca histórica. Um torneio que parecia despedida simbólica dos dois craques mostra que, mesmo no último capítulo, a rivalidade Messi x CR7 ainda é a grande história do futebol.
O Mundial começou com o argentino protagonista aos 39 anos: foram três gols contra a Argélia e mais dois diante da Áustria, tornando-se o maior artilheiro da história da competição. Já o português teve atuação bem apagada no primeiro jogo, contra a República Democrática do Congo. Mas ninguém gosta tanto de calar críticos: aos 41 anos, CR7 marcou dois na goleada sobre o Uzbequistão e passou a ser o único a balançar as redes em seis edições diferentes.
Após semana marcada por especulações de vestiário insatisfeito e críticas de torcedores e da imprensa, o português fez o Estádio de Houston inteiro gritar "SÍÍÍ!" em uníssono. Temporariamente afastado dos holofotes da Copa do Mundo de 2026, voltados para Messi, Mbappé e outros craques, Cristiano Ronaldo fez questão de desafiar a lógica de quem já o descartava.

➡️ Siga o Lance! no WhatsApp e acompanhe em tempo real as principais notícias do esporte
Jogar por Messi, jogar para Cristiano Ronaldo
O começo de Copa do Mundo brilhante de Messi contrastou com o início apagado de Cristiano Ronaldo e levantou o debate: os portugueses não jogam em prol de seu craque como os argentinos?
O questionamento ganhou força entre fãs de CR7 após declarações controversas dos jovens João Neves e Francisco Conceição. O meio-campista do PSG afirmou que o capitão era "mais um no grupo", enquanto o atacante da Juventus disse que "não era obrigado a passar para Cristiano". Nenhum dos dois quis menosprezar o ídolo português, mas reforçar a força da seleção como conjunto. No entanto, ambos foram duramente criticados nas redes sociais, não só por fãs, mas até pela irmã do veterano, Elma Aveiro.
— Todos sabemos o que Cristiano Ronaldo fez por nós, pela seleção portuguesa e pelo mundo do futebol, mas, neste momento, ele sabe, assim como nós, que não é diferente dos outros. É mais um jogador da equipe que ajuda o grupo, exatamente como todos os outros jogadores fazem. Ele está aqui para contribuir e apoiar a seleção, assim como todos os demais — falou João Neves.
Do outro lado, viralizam imagens de uma Argentina que espera o aval de Messi até para se movimentar no túnel do vestiário. Desde o ciclo para a Copa anterior, o elenco argentino não esconde que joga em função de seu ídolo. O plano de jogo é muito claro: disputar cada lance, controlar a posse e, claro, fazer a bola chegar a quem melhor trata a redonda no planeta.
Mas talvez a aparente diferença de tratamento também passe pelas características de cada um dos craques. De fato, Messi sempre foi menos dependente dos companheiros para criar os seus gols, como exemplifica o primeiro de seus tentos nesta edição do Mundial. Ou seja, sim, faz todo sentido um plano de jogo que se baseie em fazer Leo receber a bola onde deseja.
Cristiano Ronaldo participa do jogo mais próximo à grande área, sem a mesma capacidade de construção. Então, como o técnico da seleção portuguesa, Roberto Martínez, bem definiu, CR7 é a peça final do modelo de jogo de Portugal. Assim aconteceu no duelo com Uzbequistão, quando o veterano mostrou a espetacular capacidade de posicionamento e finalização.
— Ele é um jogador que tem essa movimentação para criar espaço e o toque final. É como se fosse a peça final dentro do modelo de jogo que temos em Portugal — disse o técnico.
Voto de confiança em CR7
A transição do primeiro para o segundo jogo da seleção portuguesa mostrou um claro voto de confiança no artilheiro. Na Copa do Mundo de 2022, o ídolo do Real Madrid perdeu a titularidade no mata-mata. Em 2026, a primeira exibição apagada abriu debate se o mesmo aconteceria. Mas o treinador espanhol não só bancou o seu capitão, como promoveu mudanças táticas em seu benefício. Contra a equipe congolesa, Portugal foi mais lento, controlador, e CR7 ficou isolado entre os três zagueiros rivais. Já diante dos uzbeques, o técnico abriu Pedro Neto e João Félix, deixou o time mais leve e voltado a criar para o camisa 7.

A idade avançada de seus craques requer mais adaptações de Portugal do que da Argentina. Nenhum dos dois contribuirá tanto defensivamente, claro. Mas o argentino depende menos da parte física: seu diferencial é a velocidade de raciocínio e capacidade de, mesmo sem correr, achar espaços livres no campo. Apesar do vigor impressionante aos 41 anos, Cristiano Ronaldo precisa brigar com os zagueiros o jogo todo e dar mais piques para se desvencilhar da marcação. Com isso, cenários como o da estreia portuguesa não o favorecem.
Tudo isso pode ajudar a explicar a facilidade dos argentinos em jogarem "por Messi", em contraste a um elenco luso que prefere ressaltar CR7 como "mais uma peça". O português pode fazer a diferença, claro. Mas o argentino é a diferença entre os atuais campeões e qualquer outra seleção, entre o comum e o extraordinário nos ataques da Albiceleste.
Messi x CR7 na Copa do Mundo de 2026:
- Gols: Messi 5 x 2 Cristiano Ronaldo
- Minutos para participar de gols: Messi 34 x 90 Cristiano Ronaldo
- Grandes chances criadas: Messi 2 x 0 Cristiano Ronaldo
- Passes decisivos: Messi 2 x 0 Cristiano Ronaldo
- Dribles certos por jogo: Messi 1,5 x 0 Cristiano Ronaldo
- Duelos ganhos por jogo: Messi 6 x 2,5 Cristiano Ronaldo
- Faltas sofridas por jogo: Messi 2,5 x 0,5 Cristiano Ronaldo
- Ações com a bola por jogo: Messi 64 x 29,5 Cristiano Ronaldo

+ Aposte em diversos jogos da Copa do Mundo!
*É preciso ter mais de 18 anos para participar de qualquer atividade de jogo de apostas. Jogue de forma responsável.
Duas formas de liderar
A construção da rivalidade entre Messi e Cristiano Ronaldo passa pelas personalidades absolutamente diferentes. De um lado, timidez e humildade. Do outro, paixão pelos holofotes. Por muitos anos, a apatia do argentino diante de recorrentes frustrações com sua seleção foi questionada em seu país. Enquanto isso, a liderança do português era elogiada e tratada como fundamental até quando não estava em campo, como na final da Eurocopa vencida por Portugal em 2016.
O ótimo trabalho de Lionel Scaloni e um elenco que tinha Messi como ídolo ajudaram a despertar uma versão mais ativa de Leo desde a Copa do Mundo de 2022. Ainda assim, em entrevistas, sempre manteve a humildade. Como nesta semana, quando fez pouco caso do recorde individual de maior artilheiro de Copas.
Cristiano Ronaldo, por sua vez, nunca escondeu a obsessão por recordes. E foi assim que se tornou um dos jogadores mais vitoriosos e goleadores da história, com capacidade física impressionante aos 41 anos. E a postura, claro, também se reflete em exigência por dedicação dos companheiros.
As mesmas características que fizeram CR7 ser considerado um líder melhor do que Messi durante anos, hoje são apontadas para justificar a maior comoção do elenco argentino por seu craque. O que para alguns é ego, para outros é exemplo. Quando para alguns sobra humildade, para outros falta carisma. No fim, há quem se identifique mais com um ou com outro. E lá se vão 20 anos do mesmo debate. Em um dia, o genial Messi brilha. No outro, o incansável Cristiano Ronaldo decide.

Fora de Campo
Romário tenta reverter penhora de valores a receber da CazéTV
Há 1 hora
Fora de Campo
Sensação da Copa, atleta marca em sua estreia por novo time
Há 2 horas
Futebol Internacional
Terremoto atinge o Egito, e jogador faz reflexão nas redes sociais
Há 8 horas
Fora de Campo
Vozinha desembarca para se apresentar no Colo-Colo e viraliza: 'Impressionante'
Há 9 horas
Palmeiras
Copa impulsiona destaques do Palmeiras em sequência decisiva por títulos
Há 2 dias
Futebol Internacional
Autorizado a usar apelido na camisa, Vozinha pode desistir de atuar no Colo-Colo; entenda
Há 2 diasMais LANCE!

Fifa anuncia desistência de plano de Infantino para vender parte da Copa

Arsenal fecha a contratação de Bruno Guimarães, diz jornal

Conmebol se posiciona sobre plano de vender ações da Fifa: 'Futebol primeiro'

Possível mudança na Copa do Mundo divide opiniões: 'Muitos jogos'

Sem europeus, simulação aponta Brasil na final da Copa do Mundo de 2030

Movimento da Fifa prevê Copa do Mundo de 2030 com 64 seleções

Assessor de Infantino renuncia após plano polêmico para Copa do Mundo

Lúcio de Castro: Infantino, o refém, e o capitão Renault

Boicote ao plano da Fifa já reúne quase cem países contra Infantino

Programa da ESPN debate futuro do futebol brasileiro; confira

Companheira de Mbappé tomará medidas judiciais sobre boatos do relacionamento

De Nyland a Salah: 61 jogadores que estiveram na Copa do Mundo continuam sem clube

'Não era assim': Michael Olise quebra o silêncio após eliminação da França na Copa



