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Conmebol se posiciona sobre plano de vender ações da Fifa: 'Futebol primeiro'

Entidade ficou em cima do muro e não se posicionou de forma contrária ou favorável

PorAbner ReyRio de Janeiro (RJ)
31/07/2026 19:28
Atualizado há 42 minutos
Presidente da Fifa, Gianni Infantino discursa durante evento nos Estados Unidos antes da final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina
Presidente da Fifa, Gianni Infantino discursa durante evento nos Estados Unidos antes da final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina (Foto: Mandel Ngan/AFP)

A Conmebol decidiu se posicionar publicamente sobre a proposta do presidente Gianni Infantino para a venda de direitos comerciais da entidade a investidores nesta sexta-feira (31) ao publicar uma nota oficial sobre o projeto Fifa Forward Enterprise (FFE). No entanto, a confederação sul-americana evitou adotar uma postura contundente, não deixando claro se é contra ou a favor da iniciativa.

No comunicado, a entidade adotou um tom mais diplomático, afirmando que consultou membros e deve realizar uma reunião com associações membro, além de solicitar à Fifa esclarecimentos adicionais sobre a governança e o impacto potencial do projeto.

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"O futebol em primeiro lugar"

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Presidente da Conmebol, Alejandro Dominguez. (Foto: DANIEL DUARTE / AFP)

O posicionamento da Conmebol sobre o plano de Infantino com a Fifa é baseado na premissa de que o esporte deve prevalecer sobre interesses financeiros. A entidade destacou que, embora o desenvolvimento do futebol exija decisões de caráter comercial, estas "jamais devem se sobrepor à sua essência".

Diferente de outras confederações que rejeitaram o plano de imediato, como a Conmebol e a Concacaf, a organização sul-americana afirmou que continuará agindo com "prudência e responsabilidade", convocando uma reunião de seu conselho para avaliar a matéria com o rigor necessário. A entidade sul-americana foi a última entre todos os continentes a se posicionar publicamente sobre a proposta.

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Plano de Infantino teve oposição e ameaça de boicote da Uefa

Enquanto o posicionamento da Conmebol sobre o plano da Fifa se esquiva de uma definição, outras potências do futebol mundial já manifestaram forte rejeição. A Uefa, representando o futebol europeu, lidera a oposição e anunciou um boicote às competições da Fifa, incluindo a Copa do Mundo, caso o plano não seja completamente abandonado. Na América do Norte, a Concacaf rejeitou o projeto por unanimidade, citando preocupações com a falta de transparência e o prazo curto imposto para a análise.

A Confederação Asiática de Futebol (AFC) também se posicionou de forma contrária, considerando que a proposta FFE dificilmente alcançaria a unidade necessária para prosperar. Já as confederações da África (CAF) e da Oceania (OFC) adotaram posturas mais próximas à da Conmebol, indicando que ainda estão realizando reuniões internas e consultas para definir seus posicionamentos finais.

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Entenda a proposta da Fifa e as repercussões

O projeto liderado por Gianni Infantino prevê a criação de uma subsidiária comercial (FFE) para gerir os direitos de torneios como a Copa do Mundo e o Mundial de Clubes. Isso permitiria que 20% das ações da Fifa fossem vendidas para investidores privados, que poderiam se tornar donos de uma fatia da entidade.

Como atrativo financeiro, a Fifa projeta elevar o repasse anual do programa FIFA Forward para cada federação nacional de US$ 8 milhões para US$ 20 milhões (aproximadamente R$ 102 milhões) no ciclo 2027-2030. Cada federação poderia solicitar mais outros U$ 20 milhões por meio do programa Fifa Fast Forward, e o investimento poderia chegar até mesmo a U$ 40 milhões.

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As repercussões da proposta têm sido negativas entre várias federações e figuras relevantes. O ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter, foi um dos críticos, afirmando que o dinheiro não pode se tornar o único objetivo da entidade. Além disso, rumores indicam que a batalha política pode escalar a ponto de a Uefa cogitar a criação de uma Copa do Mundo própria, o que fragmentaria o cenário do futebol global.

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