Com força pelas pontas, Holanda cresce na Copa e acende alerta ao Brasil
Equipe de Koeman amplia repertório ofensivo e controla jogos pelos lados do campo

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Com o andamento da segunda rodada da Copa do Mundo, as equipes começam a mostrar suas fragilidades e forças na disputa do torneio. No Grupo F, a Holanda, um dos possíveis adversários do Brasil na próxima fase, é a líder e conquistou sua primeira vitória ao golear a Suécia por 5 a 1.
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A Holanda tem mostrado um padrão claro na Copa do Mundo: organização em bloco médio, construção apoiada e forte exploração dos lados do campo. Sob o comando de Ronald Koeman, o desenho mais utilizado é o 4-2-3-1, que em diversos momentos varia para o 4-3-3, sem perder a ideia central de amplitude e chegada rápida à área.
Mesmo com meio-campo técnico e dinâmico, formado por Frenkie de Jong, Tijjani Reijnders e Ryan Gravenberch, o principal impacto ofensivo do time está nas extremidades do campo. É ali que o jogo se acelera e onde os gols têm surgido com mais frequência.

Pontas e laterais como motor ofensivo
Na goleada sobre a Suécia, esse padrão ficou evidente. O primeiro gol nasceu em jogada de circulação rápida pela esquerda, com Cody Gakpo cruzando na diagonal para a direita e Brian Brobbey finalizando. No segundo, Denzel Dumfries apareceu em profundidade e cruzou rasteiro, novamente para a conclusão de Brobbey. Já o terceiro repetiu o roteiro: Brobbey acionou Gakpo, que fechou do lado oposto para marcar.
As jogadas têm um elemento em comum: a bola sai de um corredor lateral, atravessa a área e encontra um atacante em movimento no lado oposto. Essa variação constante de lado, com inversões rápidas e ocupação agressiva da área, tem sido uma das principais armas da equipe holandesa.
Para a Seleção Brasileira, esse padrão exige atenção especial. O sistema defensivo brasileiro ainda passa por ajustes, especialmente nas laterais. Pela direita, houve testes com Ibañez improvisado e depois Danilo, que assumiu a titularidade após mudanças durante a competição.
Do outro lado, Douglas Santos e Alex Sandro seguem como opções, mas ainda sem uma consolidação definitiva. Essa instabilidade pode ser explorada justamente pelo tipo de ataque que a Holanda vem apresentando.
Fragilidades defensivas e oportunidades brasileiras
Se ofensivamente o time de Koeman funciona com fluidez, defensivamente ainda há pontos de vulnerabilidade. Em dois jogos, a equipe sofreu três gols e não conseguiu manter uma partida sem ser vazada.
O goleiro Bart Verbruggen foi criticado no empate com o Japão, em 2 a 2, por não ter reagido bem em finalizações consideradas defensáveis. Contra a Suécia, no entanto, respondeu com sete defesas e teve atuação mais segura.

Outro ponto de atenção está na defesa central. Virgil van Dijk também foi questionado após falha no jogo contra o Japão em jogada aérea, um raro momento de desatenção do líder defensivo que pode fazer sua última Copa do Mundo.
Essa oscilação pode ser um caminho para o Brasil explorar, principalmente em bolas paradas e cruzamentos direcionados às costas dos zagueiros, setor em que a Holanda ainda não mostrou consistência total.
Holanda na Copa do Mundo 2026
- 2 jogos
- 1V | 1E
- 67% de aproveitamento
- 7 gols marcados (3.5 p/ jogo)
- 3 gols sofridos (1.5 p/ jogo)
- 0 jogos sem sofrer gol (0%)
- 3 grandes chances
- 100% de conversão em grandes chances
- 2 grandes chances cedidas
- 2.9 finalizações p/ marcar
- 8.7 finalizações p/ sofrer gol
- 55.5% de posse de bola
Destaques individuais explicam força ofensiva
O desempenho ofensivo da Holanda passa diretamente pelos seus principais nomes. Cody Gakpo soma dois gols e uma assistência em dois jogos, participando de um gol a cada 58 minutos. Ele registra ainda 3,5 finalizações por partida, com 2,5 no alvo, além de 1,5 dribles certos e nota média de 8,50, sendo um dos jogadores mais influentes do torneio até aqui.
Brian Brobbey também vive fase decisiva: são dois gols em dois jogos, com conversão de 100% das grandes chances (2/2). O atacante participa de um gol a cada 42 minutos, com média de 1 finalização por jogo, todas no alvo, além de 60% de eficiência nos duelos e nota 7,40. É o finalizador mais "cirúrgico" do sistema ofensivo.
Chris Summerville acrescenta profundidade e imprevisibilidade pelo outro lado. Em dois jogos, marcou dois gols e deu uma assistência, com participação em gol a cada 38 minutos. Ele soma 1 finalização por partida (todas no gol), 67% de eficiência nos dribles e 4 duelos ganhos por jogo, além de nota 8,45, mostrando impacto mesmo com menor volume.
Denzel Dumfries completa o quarteto ofensivo mais importante da equipe. O lateral-direito tem duas assistências em dois jogos, com 2 passes decisivos por partida e 2 grandes chances criadas. Apesar de 29% de acerto nos cruzamentos, sua presença constante no último terço e a capacidade de atacar o espaço fazem dele peça-chave na construção das jogadas pela direita.

E o Memphis?
Na Copa do Mundo, Memphis Depay ainda busca ganhar espaço na equipe da Holanda, entrando como opção no banco de reservas. Em dois jogos, o camisa 10 soma participações discretas, mas já contribuiu com uma assistência, mantendo impacto direto em gol a cada 38 minutos. Ao todo, são 19 minutos em campo por partida, com nota média de 6,55 no Sofascore.
Mesmo com pouco tempo em campo, o atacante apresenta números eficientes no passe, com 11 acertos em 12 tentativas, além de média de 1 passe decisivo por jogo. Também registra 0,5 duelos ganhos e 0,5 faltas sofridas por partida, em uma atuação mais pontual dentro do sistema ofensivo.
A utilização reduzida está diretamente ligada ao contexto físico. Memphis chegou ao torneio após se recuperar recentemente de lesão e sem uma sequência ideal de jogos, o que levou a comissão técnica a administrar sua minutagem neste início de competição.
Na trajetória pela seleção, no entanto, o atacante tem peso histórico. São 55 gols e 33 assistências em 110 partidas, com participação direta em gol a cada 93 minutos. Maior artilheiro da história da Holanda, o camisa 10 também já recebeu elogios do rei do país, reforçando sua importância dentro do ciclo da equipe.
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