Adenízia supera drama familiar e lidera o Praia Clube rumo à final da Superliga
Central relembrou adoção e infância humilde após a classificação para sua 15ª final

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Com vibração contagiante a cada ponto e estilo de jogo agressivo tanto no bloqueio quanto no ataque, Adenízia foi uma das responsáveis por conduzir o Praia Clube a mais uma final de Superliga Feminina nesta sexta-feira (24), na vitória sobre o Sesc RJ Flamengo no tie-break pelo jogo 3 da semifinal. A postura característica adotada pela central de 39 anos tem como combustível as batalhas da vida pessoal, como a morte da mãe, o abandono do pai biológico e a adoção.
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A capitã da equipe de Uberlândia não escondeu a emoção ao relembrar o drama familiar. Ela também demonstrou gratidão pelo vôlei, de onde extraiu forças para superar as dificuldades impostas pela vida e se tornar um maiores nomes de sua posição no Brasil, agora com 15 finais de Superliga no currículo.
— O meu voleibol é o amor que eu tenho por esse esporte que me deu tanta coisa. Eu sou de uma família humilde, eu sou adotada, perdi meus pais cedo. Então, tudo que o voleibol me deu, eu jogo ali dentro (da quadra). Se eu vibro muito, se eu corro, é porque eu amo o voleibol e sou grata a tudo que ele me deu. Eu honro a minha história aqui dentro. O dia que acabar isso aqui, eu aposento.

Natural de Ibiaí, cidade do Norte de Minas Gerais com pouco mais de seis mil habitantes, Adenízia tinha menos de dois anos quando sua mãe morreu vítima de um aneurisma. Sem contato com o pai biológico, a atleta passou pelo processo adotivo e encontrou uma nova família no município de Governador Valadares, se tornando a caçula de quatro irmãos e quatro irmãs.
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Além da superação individual, Adenízia destacou que o elenco do Praia Clube precisou passar por cima de críticas, dores e sentimentos como insegurança e medo para buscar a classificação. A experiente jogadora explicou ainda a importância do seu papel de liderança em quadra para motivar as companheiras de time a enfrentar situações adversas no placar, com o intuito de impedir uma nova derrota na semifinal.
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— Soubemos suportar juntas todas as derrotas, todos os fracassos, e por isso nós somos coroadas com essa final. Hoje passou um filme na nossa cabeça quando perdemos o terceiro set, quando ficou 2 a 2 e foi pro tie-break. Ninguém vê as nossas dores, nossas faltas de confiança, o medo. Nós só somos criticadas. Eu falo para as meninas: 'Pode vir, eu aguento. Mas vocês têm que jogar soltas e felizes, porque esse grupo é especial'.
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Nesta sexta-feira (24), o Maracanãzinho estava lotado de torcedores do Sesc Flamengo que tinham a esperança de ver o time de volta à final da Superliga Feminina. Mas o Praia Clube estragou a noite dos rubro-negros. A equipe mineira venceu por 3 sets a 2 (25/23, 36/34, 22/25, 11/25 e 15/13) e confirmou sua vaga na decisão. O jogo foi o terceiro e decisivo da série melhor de três válida pela semifinal.
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