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Técnico do Praia Clube exalta evolução de time 'desacreditado' na Superliga

Na temporada de estreia, português Rui Moreira leva equipe mineira de volta à final

Supervisionado porThiago Fernandes,
Dia 25/04/2026
09:30
Rui Moreira orienta jogadoras do Praia Clube à beira da quadra na semifinal da Superliga Feminina 25/26 (Foto: Paula Reis/CRF)
imagem cameraRui Moreira orienta jogadoras do Praia Clube à beira da quadra na semifinal da Superliga Feminina 25/26 (Foto: Paula Reis/CRF)

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Do quarto lugar na fase classificatória à final da Superliga Feminina 2025/26. O Praia Clube do técnico português Rui Moreira tem a chance de coroar no próximo dia 3 de maio, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, uma temporada que antes era dada como perdida por muitos torcedores aurinegros. Sob constante pressão, o primeiro comandante estrangeiro da história da equipe de Uberlândia levou o time de volta à decisão do torneio depois de dois anos.

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Segundo Rui Moreira, o aspecto mental foi determinante para que as jogadoras soubessem lidar melhor com os cenários desfavoráveis no terceiro jogo da semifinal contra o Sesc RJ Flamengo, evitando uma nova derrota de virada no tie-break. O treinador português destacou o senso de coletividade criado em prol da evolução de um time tido como 'desacreditado'.

— Mentalmente, este time é muito forte, cresceu muito. Foi um time sempre desacreditado, e nós sempre tivemos a capacidade de nos fecharmos, de nos unirmos e de trabalhar para dentro. Eu acho que isso deu maturidade, uma mentalidade forte, criou casca no time e ajudou-nos a passar por estes momentos. Depois de estar a ganhar por 2 a 0, tomar uma virada e ir para um tie-break, nós podíamos ter olhado para este playoff e dizer: 'Perdemos a chance'. Chegar aqui frustrados, desmotivados, desacreditados. Mas não, acho que toda a gente viu da forma que nós entramos. Um pouco intranquilos, mas a querer competir. Ganhamos os dois primeiros sets, vimos o filme do jogo anterior a passar-nos à frente e tivemos a maturidade de jogar ponto a ponto. Tivemos a frieza suficiente para fazer o que era preciso.

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Rui também comentou sobre os desafios que teve para encontrar o sistema de jogo ideal do Praia Clube. O técnico citou o crescimento da oposta americana Morgahn Fingall, que teve atuações decisivas nos playoffs, mas oscilou ao longo da temporada, deixando muitas vezes a ponteira e compatriota Payton Caffrey sobrecarregada no ataque.

➡️ Em jogo dramático, Praia Clube bate Sesc Flamengo e é finalista da Superliga

— A verdade é que nós, no fundo, não tivemos oportunidade de ter uma pontuadora junto à Caffrey. Nós tivemos que encontrar uma nova forma de jogar e demoramos em conseguir dar estabilidade à Fingall. Não tenho dúvida nenhuma que esta Fingall que vocês estão vendo agora nesses playoffs, se tivesse uma performance igual desde setembro ou outubro, nós teríamos resultados melhores e, se calhar, uma época (temporada) mais tranquila. Não estou a pôr a responsabilidade na Morgahn Fingall. Estou a dizer que, se nós todos tivéssemos conseguido dar-lhe um pouquinho mais de estabilidade, confiança e consistência, não teríamos sofrido tanto, mas isso faz parte do trabalho.

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'Não caí de paraquedas': Rui Moreira sabia o que o aguardava no Brasil

Rui Moreira comemora ponto com jogadoras do Praia Clube na semifinal da Superliga Feminina 25/26 (Foto: Bruno Cunha)
Rui Moreira comemora ponto com jogadoras do Praia Clube na semifinal da Superliga Feminina 25/26 (Foto: Bruno Cunha)

Sobre a pressão exercida em seu trabalho de estreia na Superliga, Rui Moreira reconhece que o ambiente no Brasil tende a ser de maior tensão para os profissionais da sua área. Porém, o português conta que já estava preparado para administrar as consequências que um 'carrossel de emoções' como o vôlei pode trazer.

— Quem não aguenta a pressão e este 'carrossel de emoções', não pode estar no desporto, não pode ser técnico, porque o técnico é sempre o alvo, aqui no Brasil mais. Porque além do país ser muito grande, o vôlei feminino é muito forte e as pessoas vivem apaixonadamente a modalidade. Quando se ganha, nós estamos loucamente apaixonados e todos somos os maiores. Quando perdemos, não servimos. Eu, quando vim, sabia que era assim. Eu não caio na Superliga de paraquedas.

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Em jogo dramático, Praia Clube bate Sesc Flamengo e é finalista da Superliga

Praia Clube comemora ponto durante semifinal da Superliga contra o Sesc Flamengo
Praia Clube comemora ponto durante semifinal da Superliga contra o Sesc Flamengo (Foto: Vitoria Antunes/ Sesc Flamengo)

Nesta sexta-feira (24), o Maracanãzinho estava lotado de torcedores do Sesc Flamengo que tinham a esperança de ver o time de volta à final da Superliga Feminina. Mas o Praia Clube estragou a noite dos rubro-negros. A equipe mineira venceu por 3 sets a 2 (25/23, 36/34, 22/25, 11/25 e 15/13) e confirmou sua vaga na decisão. O jogo foi o terceiro e decisivo da série melhor de três válida pela semifinal.

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