Brasil oscila, mas termina etapa da VNL Brasília com saldo positivo
Seleção venceu os quatro jogos que disputou na primeira semana da Liga das Nações 2026

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BRASÍLIA - A primeira semana da Liga das Nações 2026 terminou neste domingo (7), e o Brasil sustentou o patamar de quatro vitórias em quatro partidas disputadas. Na Arena Nilson Nelson, em Brasília (DF), a Seleção Brasileira feminina de vôlei bateu a Holanda, a República Dominicana, a Bulgária e a Itália. Apesar dos resultados positivos e da liderança da tabela do campeonato, a campanha da equipe foi marcada por altos e baixos.
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As comandadas de José Roberto Guimarães chegaram à VNL sem ter disputado nenhum amistoso preparatório. Assim, o ritmo de jogo e o entrosamento nas partidas foram reconquistados à prova de fogo, na fase classificatória da competição. Já seleções como Holanda e Itália fizeram partidas amistosas e estrearam na Liga das Nações com mais conhecimento das atuais situações dos times na temporada.
Para esta primeira semana, o Brasil não contou com a ponteira Gabi. A segunda melhor jogadora do mundo em 2025 foi poupada por conta da temporada desgastante que viveu no Conegliano, da Itália. A expectativa era que ela fosse relacionada para o último jogo, contra a seleção italiana, mas a atleta sentiu incômodo na lombar, derivado de uma lesão sofrida em março, e ficou novamente fora da lista.
Brasil x Holanda: o 'apagão'
A equipe holandesa chegou à VNL em boa fase. O time venceu, de forma invicta, o torneio amistoso "Four Nations", disputado também por Ucrânia, Alemanha e França. Apesar de o nível da competição não ter sido alto, a campanha sem derrotas da Holanda chamou a atenção. E, com essa moral, a equipe enfrentou o Brasil na estreia da Liga das Nações 2026.
Em uma Arena Nilson Nelson praticamente lotada, as atletas brasileiras pareceram ter sentido a pressão e iniciaram o jogo abaixo do ritmo. No entanto, este contexto foi superado, e a Seleção deslanchou, vencendo os dois primeiros sets. Porém, em cena que viria a se tornar comum na semana 1 da Liga das Nações, a amarelinha pareceu tirar o pé do acelerador e viu a adversária levar o terceiro set, ainda que pese a pane na rede elétrica do ginásio, que paralisou a partida por 11 minutos. Mais uma vez, as jogadoras correram atrás e fecharam a quarta parcial em um apertado 25 a 23.

A principal pontuadora da partida foi a ponteira Julia Bergmann, que teve 24 acertos, entre 21 de ataque, dois de bloqueio e um de saque. Mas o destaque também vai para Julia Kudiess, central que colocou a bola no chão 20 vezes. A jogadora brilhou tanto no ataque (8), quanto no bloqueio e no saque (4) - o fundamento que mais vem se esforçando para melhorar.
- Brasil 3 x 1 Holanda (25/17, 25/15, 25/27 e 25/23)
O '8 ou 80' contra a República Dominicana
Brasil x República Dominicana foi um duelo característico de uma partida de altos e baixos da Seleção Brasileira. A equipe pareceu ter entrado na quadra sem energia, apesar do calor dos 8956 torcedores, e deu espaço para as dominicanas, de Brenda Castillo e Yonkaira Peña, vencerem o primeiro set em um apertado 25 a 23.
Para mostrar que a derrota parcial havia ficado para trás, as comandadas de Zé Roberto entraram, de fato, no jogo e viraram a partida em três sets imponentes, incluindo um 25/11 no terceiro. No que pese o mérito dominicano na primeira parcial, a Seleção tinha capacidade de ter vencido a partida por 3 sets a 0, Na partida, a oposta Tainara chamou a responsabilidade e virou bolas importantes, pontuando 20 vezes.
- Brasil 3 x 1 República Dominicana (23/25, 25/18, 25/11 e 25/15)

Brasil x Bulgária e 'os 100' de Julia Kudiess e Diana
Na partida contra a Bulgária, novamente a mesma tônica: a Seleção começou mal e foi encontrando seu caminho ao longo da partida. Mas, desta vez, ganhou o confronto sem perder sets (25/23, 25/17 e 25/13). Mais de nove mil torcedores, no último sábado (6), acompanharam a chegada de Julia Kudiess e Diana à marca de 100 bloqueios cada no total de edições da VNL.
O saque - fundamento que vem sendo muito cobrado por Zé Roberto nos treinos - fez a diferença no confronto. A Seleção marcou 10 aces, sendo três de Tainara, um de Ana Cristina e dois de Julia Bergamnn, Kudiess e Macris. A oposta também foi muito bem nos ataques, novamente, somando 14 pontos desta forma.
- Brasil 3 x 0 Bulgária (25/23, 25/17 e 25/13)

O apogeu contra a Itália
A seleção italiana chegou ao duelo contra o Brasil, neste domingo (7), com a moral de estar sem perder desde o dia 1º de junho de 2024, acumulando uma sequência de 39 jogos invictos. Isso foi combustível para os torcedores que lotaram a Arena Nilson Nelson e pareciam estar em quadra com as comandadas de Zé Roberto.
A Seleção Brasileira começou a partida em um ritmo fulminante e não deu chances para as atuais campeãs olímpicas, mundiais e da VNL no primeiro set (25/15). A equipe levou também o segundo, mas de forma mais apertada, e a Itália começou a fazer frente, no momento em que a ponteira Antropova, mal no primeiro set, começou a entrar na partida. Ainda assim, parecia que o Brasil ia vencer a partida por sets diretos. Mas o jogo foi para o tie-break e quase virou.
A ótima distribuição de Macris, aliada a uma tarde estrelada das centrais - Diana com 15 pontos, e Kudiess, 13 -, levou o Brasil à vitória no quinto e decisivo set. O feito quebrou a sequência invicta da Itália e deu um saldo positivo para o Brasil na primeira semana da VNL, ainda que a equipe italiana estivesse com um time jovem e sem suas principais estrelas, como Alessia Orro e Paola Egonu.
- Brasil 3 x 2 Itália (25/15, 25/22, 22/25, 24/26 e 15/12)

O que vem por aí?
Agora, a equipe de Zé Roberto direciona o foco para os treinamentos, visando à segunda semana da Liga das Nações. Confira a agenda do Brasil na semana 2 da VNL feminina, na Turquia:
- Quarta-feira, dia 17 de junho (10h) - Brasil x França
- Quinta-feira, dia 18 de junho (10h) - Brasil x Bélgica
- Sábado, dia 20 de junho (10h) - Brasil x China
- Domingo, dia 21 de junho (10h) - Brasil x Alemanha
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Entenda a Liga das Nações
No formato atual, a fase classificatória é disputada em três semanas. Em cada uma delas, as 18 seleções são divididas em três grupos e sedes diferentes, onde cada time faz quatro jogos, totalizando 12 ao fim da primeira fase. Os oito melhores colocados avançam para o mata-mata, que acontece a partir das quartas de final em sistema de jogo único.
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