Caribé e Nicholas Santos protagonizam duelo entre gerações nos 50m borboleta
Nadadores de 24 e 46 anos disputaram a final dos 50m borboleta no Troféu Maria Lenk

A final dos 50m borboleta do Troféu Maria Lenk, disputada neste sábado (23), no Rio de Janeiro, reuniu duas gerações da natação brasileira em uma mesma prova. De um lado, Guilherme Caribé, de 23 anos, principal nome da velocidade no país atualmente. Do outro, Nicholas Santos, de 46, referência histórica da prova e de volta às piscinas após a aposentadoria. Separados por 23 anos, os dois compartilham agora o mesmo objetivo: os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.
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Dentro d'água, Caribé levou a melhor. O nadador venceu os 50m borboleta com 23s01, abaixo do índice de 23s12 exigido para o Pan-Pacífico, em Irvine, nos Estados Unidos. Nicholas terminou em segundo lugar, com 23s19.
De ídolo a adversário
Mais do que uma disputa por medalha, a prova simbolizou um encontro entre passado, presente e futuro da natação brasileira. Caribé cresceu assistindo Nicholas competir e agora divide a mesma piscina que o veterano:
— Eu assistia muito o Nicholas competir. Torci muito por ele. Tê-lo de volta agora vai ser sensacional. Com certeza, a gente vai estar junto em grandes competições. Vai ser muito especial escutar um pouco de tudo o que ele já viveu, das experiências dele. Acredito que a gente vai se ajudar muito nessa nova jornada — afirmou Caribé.
O nadador também destacou a importância da convivência com atletas mais experientes neste novo ciclo olímpico:
— Eu fico muito feliz em ter esse pessoal mais velho voltando para as piscinas. O pessoal da minha idade tem muito o que aprender com eles — disse.
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Los Angeles 2028 no horizonte
A inclusão dos 50m borboleta no programa olímpico de Los Angeles 2028 aproximou ainda mais os dois nadadores. A prova, que marcou a carreira de Nicholas Santos ao longo dos últimos anos, passou a ganhar ainda mais relevância no planejamento de Caribé.
— Os 50m borboleta estão no meu radar, especialmente agora que entraram nos Jogos Olímpicos e tendo o Nicholas como amigo e mentor nadando essa prova também — declarou o jovem nadador.

A troca entre experiência e juventude
Para Nicholas Santos, a diferença de idade deixa de importar quando o assunto é evolução dentro do esporte. Aos 46 anos, o veterano vê a convivência com atletas mais jovens como uma troca constante:
— Eu estou com 46 anos, mas a sensação de estar competindo com atletas com metade da minha idade é muito boa. Existe uma troca. Cada um ajuda da forma que pode.
Nicholas também destacou a importância de contribuir para o crescimento da nova geração da natação brasileira:
— O Caribé já é um dos maiores nomes do Brasil e do mundo. Poder contribuir com esses atletas é muito importante. A gente cresce junto, independentemente da idade.
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