Caribé mira recorde mundial nos 50m livre: 'Quero buscar de volta'
Marca é ambição do brasileiro, mas não altera o planejamento visando Los Angeles 2028

O ciclo de preparação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 agora tem um combustível a mais para Guilherme Caribé, vice-campeão mundial dos 100m e 50m livre. Enquanto busca se classificar para sua segunda Olimpíada da carreira, a jovem promessa da natação brasileira sonha em trazer de volta para o Brasil o posto de recordista mundial nos 50m livre, tomado de Cesar Cielo após 16 anos.
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Em entrevista exclusiva ao Lance!, o baiano de 23 anos garantiu que esse é um de seus objetivos pessoais. Segundo ele, o planejamento não sofreu alterações por consequência da nova marca estabelecida pelo australiano Cameron McEvoy, de 20s88, mas a afeição pela prova o faz se sentir motivado para recuperar o recorde no futuro.
— Realmente, esse recorde eu quero buscar de volta. Não é a minha prova principal, mas o 50m livre com certeza está ali. É uma prova que eu quero nadar muito, e eu gosto de nadar nessa prova. É uma prova em que eu me sinto bem. A preparação continua a mesma, mesmo com o recorde mundial sendo quebrado. E a gente vai em busca desse recorde aí de volta — reforçou.
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Nesta sexta-feira (22), Caribé alcançou o 10º melhor tempo do mundo em 2026 na final dos 50m livre do Troféu Maria Lenk, no Rio de Janeiro. O velocista venceu a prova com tempo de 21s75, menos de meio segundo acima de sua melhor marca pessoal (21s28).
Caribé também disputou e ganhou os 100m livre, concluindo a final em 47s60, sexto melhor tempo mundial no ano. Com os resultados, o nadador bateu os índices para o Pan-Americano Pacífico, que será realizado entre 12 e 15 de agosto nos Estados Unidos.
Inclusive, é por lá que o atleta deve continuar enquanto se prepara para Los Angeles 2028. Caribé se formou recentemente em Comunicação pela Universidade de Tennessee, instituição que representou brilhantemente ao longo dos últimos quatro anos na National Collegiate Athletic Association (NCAA), o principal campeonato universitário norte-americano. Para fazer a transição ao profissional, ele planeja participar mais vezes de competições no exterior, como na Europa.
— Meu plano é continuar nos Estados Unidos. Moro lá já tem quatro anos, vou continuar esses dois anos lá até 2028. Acabei de terminar a faculdade, né? Nesses quatro anos, foquei mais nas competições universitárias. Agora eu estou mais no lado profissional, então temos alguns planos de ir para a Europa mais vezes e competir em campeonatos internacionais por mais tempo. Então, eu acredito que a preparação está bem alinhada — analisou.
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50m borboleta no radar com 'mentoria' de Nicholas Santos
A pouca idade e a aptidão física permitem que Guilherme Caribé se arrisque em outras provas além da sua área de especialidade, o nado livre. Ainda no Troféu Maria Lenk, neste sábado (23), o atleta vai se aventurar nos 50m borboleta. Para se aprimorar na prova de estilo, nada melhor que ter um 'mentor' como Nicholas Santos. Com o dobro da idade de Caribé, o tetracampeão mundial do tiro curto de borboleta ficará lado a lado com o jovem velocista na eliminatória — Caribé estará na raia 4, e Nicholas na raia 5.
— Os 50m borboleta é uma prova que está no meu radar, especialmente agora que entrou nos Jogos Olímpicos e tendo o Nicholas Santos como um grande amigo e mentor nadando nessa prova também. Vai ser interessante, vou aprender bastante com ele. E ter ele ali do lado, com certeza, vai me deixar bem animado. Assisti o Nicholas nadar bastante quando eu era mais novo — contou Guilherme, demonstrando admiração pelo ídolo e agora adversário.
Junto com Etiene Medeiros (50m costas) e João Gomes Júnior (50m peito), Nicholas Santos integra o grupo de experientes nadadores brasileiros com participações em Jogos Olímpicos que estavam aposentados ou pausaram a carreira, mas voltaram em 2026 para tentar vaga em Los Angeles 2028. Para Guilherme Caribé, tê-los competindo é importante para o aprendizado e a troca com a nova geração da modalidade.
— Eu fico muito feliz em ter esse pessoal mais velho, com mais experiência, voltando para as piscinas. Eu acredito que eles têm bastante a trazer para essa juventude. O pessoal da minha idade, acredito que tem muito o que aprender com eles. Então, tô bem animado em poder viajar com essa galera, escutar as histórias e ver o que eu posso aprender com eles — destacou.
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