Zagueiro da Seleção detalha relação com a fama após convocação: 'Você que é o Ibañez?'
Atualmente no Al-Ahli, defensor tem passagem pelo Fluminense, mensagem especial de José Mourinho e novas dinâmicas após a convocação para a Copa

A Seleção Brasileira é composta por astros e por nomes bilionários, acostumados com a fama e com a dificuldade de, muitas vezes, sair de casa para fazer uma simples compra com tranquilidade. Mas essa não era a realidade do zagueiro Roger Ibañez, antes de ser convocado para a Copa do Mundo.
Atualmente, na equipe saudita Al-Ahli, o defensor vem se tornando uma peça importante para o técnico Carlo Ancelotti por conta de sua versatilidade e capacidade de desempenhar diferentes funções no elenco brasileiro.
➡️ Sabe todos os camisas 9 do Brasil em Copas do Mundo? Teste seus conhecimentos
A mudança pós-convocação
Em entrevista ao canal do Duda Garbi, Ibañez comentou que, após a convocação, algumas coisas em sua rotina sofreram mudanças que ele demorou um pouco para entender. A principal delas é o aumento nos pedidos por fotos. Uma simples ida ao mercado, antes rotina para o jogador, que muitas das vezes passava sem ser reconhecido, ficou mais complicada após ser convocado para a Copa.
— O meu normalzinho, que eu acordava de manhã, ia comprar uns pães, isso eu não posso mais fazer. Eu fui no primeiro dia (depois da convocação) no mercado, comprar o café da manhã. Daqui a pouco estou ali no mercado e vem uma pessoa perguntar: "Você que é o Ibañez?". Depois veio à cabeça: "Cara, tu foi convocado, o que tu tá fazendo?". Não dá mais. Depois desse dia, eu já não saí mais — declarou o zagueiro ao canal.
A história de Ibañez
O começo da carreira e a revelação no Fluminense
Atuando fora do país desde 2019, Ibañez teve uma passagem curta pelo futebol brasileiro profissional. O zagueiro, que começou a carreira no PRS, equipe do Rio Grande do Sul, teve uma trajetória importante por outro time brasileiro: o Fluminense. Foi no Rio de Janeiro, no ano de 2018, que o defensor foi considerado uma revelação e abriu novas oportunidades no mercado.
O clube carioca adquiriu o passe do jogador em definitivo junto ao PRS. Com um contrato de cinco anos, o zagueiro vinha sendo uma peça importante para a equipe. Por conta disso, no ano de 2019, Ibañez se tornou um ativo valioso para o Fluminense e se transferiu para a Atalanta, da Itália, pelo valor de € 4,15 milhões.
A importância da curta passagem pela Atalanta
A partir dessa transferência, o jogador, que na época tinha apenas 20 anos, não voltaria mais para o Brasil. Ele passaria mais de quatro anos no futebol italiano, com passagens marcantes também pela Roma. A trajetória pela Atalanta foi curta, durou pouco mais de um ano, somando apenas 22 minutos em campo pelos nerazzurri.
O zagueiro prefere não detalhar o porquê de não ter tido tantas oportunidades no clube de Bérgamo, definindo o assunto como "sensível", e completa que alguns imprevistos dentro do clube foram as causas da pouca minutagem.
Mas foi justamente nessa curta passagem pela Atalanta que o jogador teve a primeira oportunidade para defender a camisa da Seleção Brasileira, na categoria Sub-23. Foi por meio de vídeos gravados em DVD, com lances dos jogos amistosos que Ibañez fez pela Atalanta, que seu empresário conseguiu reunir o material e enviar para a CBF. Com isso, a seleção de base, na época comandada por André Jardine, o chamou para fazer parte do elenco pré-olímpico. Detalhe que o zagueiro recordou no bate-papo com Duda Garbi.
— Um ano na Atalanta em que eu não joguei quase. Fiz uma pré-temporada onde eu joguei os amistosos e, ali, desses amistosos, fiz um DVD dos lances, e o meu empresário mandou para a seleção de base Sub-23. No que manda, eu sou chamado para a Seleção Pré-Olímpica. Então, na minha época na Atalanta, eu joguei mais pela seleção de base do que pela Atalanta. Esses jogos pela seleção me ajudaram muito com questão de visibilidade e, saindo da Atalanta, eu fui para a Roma — disse Ibañez.

Roma e a pandemia
Com as boas exibições pela seleção de base, a Roma adquiriu o passe de Ibañez pelo valor de € 10 milhões, em janeiro de 2020. Mas o jogador não esperava que, duas semanas depois de desembarcar na capital italiana, a pandemia de Covid-19 iria fechar toda a Itália e mudar a dinâmica mundial. Na mesma entrevista para Duda, ele relembrou o impacto daquele momento:
— Escolhi ir para a Roma e aconteceu tudo muito rápido. Porque eu chego na Roma e, duas semanas depois, foi a época de Covid e a Itália fechou, parou. Ninguém entrava, ninguém saía, só podia sair para ir ao mercado e voltar para casa. Foi um momento que era irreconhecível — afirma o zagueiro.
O Campeonato Italiano ficou paralisado por cerca de 40 dias. Por isso, o jogador ficou treinando em casa, sem frequentar o centro de treinamento do clube no início de sua trajetória na Roma. Na volta do futebol após as restrições, o zagueiro assumiu a condição de titular da equipe logo no seu primeiro ano.

A relação com a Seleção principal e a ida para o mercado saudita
Iniciando sua preparação para a Copa do Mundo no Catar, o técnico Tite convocou o jogador pela primeira vez para a Seleção principal em 2022, reflexo de seu maior tempo de jogo na Roma. A estreia do zagueiro aconteceu na vitória contra a Tunísia por 5 a 1. O defensor não foi convocado para a Copa de 2022, mas voltou a defender as cores verde e amarela logo no ano seguinte, sob o comando de Ramon Menezes, sendo titular no confronto diante do Marrocos.
A mudança de ares veio em 2023. Com o vice-campeonato na Europa League, o zagueiro começou a entender que era o fim de sua caminhada na Roma. Campeão da Conference League em 2022 e finalista europeu no ano seguinte.
— Acho que ali (na perda do título da Europa League) foi um dos pontos em que eu senti que era o fim da caminhada na Roma. Já tinha sido campeão da Conference, chegamos na final da Europa League. E perder aquela final foi muito dolorido — declarou o zagueiro na entrevista ao Duda Garbi.
Com o começo da temporada seguinte, o defensor tomou a decisão de se transferir. A despedida foi comentada até mesmo pelo técnico da Roma na época, José Mourinho, em uma publicação que demonstrou a importância do atleta para o treinador.
— Seja feliz, "Garoto". Eu sei que você vai sentir minha falta. Obrigado por sua última camisa. Agora você pode pagar um bom jantar para microfone e meus "funcionários". Aproveite a Arábia Saudita — declarou Mourinho nas redes sociais.
A escolha de Ibañez foi pelo mercado saudita. Mesmo com uma proposta do Nottingham Forest, da Premier League, o zagueiro optou por uma equipe que tinha um brasileiro especial: Roberto Firmino. O atacante, que já estava no Al-Ahli, foi um dos motivos principais para a transferência.
— Surgiu a proposta do Nottingham Forest, da Premier League, e eu estava quase acertado. Uma noite antes de eu fechar com o Nottingham, o meu empresário me liga e avisa que chegou uma proposta da Arábia. E nisso o Firmino tinha me mandado mensagem, ele estava nesse time, no Al-Ahli — afirma o zagueiro na entrevista ao canal do Duda Garbi no YouTube.
Partindo para o momento atual com a Amarelinha, o defensor conversou com a imprensa em entrevista coletiva oficial nesta terça-feira (9). Já vestido o uniforme de treino do Brasil, o zagueiro reforçou que a adaptação ao novo país e o crescimento do futebol saudita mostraram que a decisão foi acertada:
— Acredito que a Arábia me fez crescer muito na parte profissional e de liderança (...) Quando me transferi para lá, acreditei muito na liga e no quanto ela poderia crescer. Hoje temos vários jogadores de seleções disputando a Copa do Mundo — completou o zagueiro na coletiva da Seleção.

👥 Indique amigos para apostar na BR4Bet e ganhe até R$30 em saldo
É preciso ter mais de 18 anos para participar de qualquer atividade de jogo de apostas. Jogue de forma responsável.
Tudo sobre
Sugerida para você!






Mais LANCE!













