Sabe todos os goleiros titulares do Brasil em Copas do Mundo? Teste seus conhecimentos

Mais uma vez devemos repetir o goleiro da Copa passada

PorAndré CarboneSão Paulo (SP)
12/06/2026 06:49
Camisa 1 de goleiro da Seleção Brasileira é pesadíssima (Foto: Lance!/ChatGPT)
Camisa 1 de goleiro da Seleção Brasileira é pesadíssima (Foto: Lance!/ChatGPT)

Ser goleiro da Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo não é uma tarefa fácil. Nas 22 disputadas até 2022, tivemos 16 nomes titulares. Os goleiros costumam ficar mais de um Mundial no posto, tendência que deve seguir na edição de 2026.

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Dica: goleiros da Seleção que nunca foram a uma Copa do Mundo

Vários goleiros brasileiros acabaram sendo chamados para a Seleção Brasileira, mas nunca estiveram em um Mundial. Um dos exemplos mais emblemáticos é o de Hélton. O arqueiro, que fez história e virou capitão e ídolo incontestável no Porto, foi chamado de forma consistente ao longo dos anos 2000, integrando o elenco campeão da Copa América de 2007 e participando de vários ciclos, mas acabou preterido nas listas finais dos Mundiais de 2006 e 2010.

Outro nome que frequentou assiduamente a Granja Comary sem nunca pisar nos gramados de uma Copa é Diego Alves. Famoso mundialmente por sua impressionante capacidade de pegar pênaltis no futebol espanhol e, mais tarde, por sua fase multicampeã no Flamengo, ele acumulou dezenas de convocações desde as categorias de base até o time principal. Diego Alves defendeu o Brasil nos Jogos Olímpicos de 2008, jogou partidas de Eliminatórias e foi titular em diversos amistosos, além de ter sido convocado para a Copa América Centenário em 2016. No entanto, entre uma lesão grave às vésperas da Copa América de 2015 e as escolhas técnicas da época, o goleiro acabou assistindo aos Mundiais de 2014 e 2018 de longe, apesar de ser presença carimbada nos anos que antecederam os torneios.

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Diego Alves, goleiro da Seleção Brasileira (Lucas Figueiredo / MoWA Press)
Diego Alves foi goleiro da Seleção Brasileira por um bom período, mas nunca foi para uma Copa (Lucas Figueiredo / MoWA Press)

Não se pode falar desse grupo de "frequentes na Seleção, mas ausentes em Copas" sem mencionar Fábio, o maior símbolo de longevidade e regularidade do futebol brasileiro neste século. O lendário goleiro começou a ser lembrado para a Seleção Principal ainda jovem, integrando os elencos oficiais da Copa das Confederações de 2003 e da Copa América de 2004, além de receber uma nova sequência de convocações anos mais tarde sob o comando de Mano Menezes. Mesmo mantendo um nível espetacular por Cruzeiro e Fluminense e acumulando convocações na bagagem, Fábio nunca recebeu a oportunidade de compor o trio de arqueiros em um Mundial, provando que estar constantemente no radar da Amarelinha não é garantia de realizar o sonho de disputar uma Copa do Mundo.

Olhando para o passado mais distante do nosso futebol, o nome de Oberdan Cattani surge como o exemplo mais clássico de um gigante das traves que colecionou convocações, mas nunca disputou um Mundial. Ídolo incontestável do Palmeiras nas décadas de 1940 e 1950, Oberdan era considerado o melhor goleiro do país e foi o dono absoluto da posição na Seleção Brasileira durante os anos 1940, sendo convocado e jogando como titular em várias edições do Campeonato Sul-Americano (atual Copa América). O grande drama de sua carreira internacional foi o hiato provocado pela Segunda Guerra Mundial, que cancelou as Copas de 1942 e 1946; quando o torneio finalmente retornou em 1950, no próprio Brasil, divergências políticas e escolhas do técnico Flávio Costa o deixaram de fora da lista final, privando uma lenda amplamente convocada de jogar o torneio.

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Nos anos 1970, o destino foi igualmente irônico e cruel com Wendell, arqueiro histórico do Botafogo. Ele não era apenas um nome frequente nos treinos da Seleção; Wendell conquistou a camisa 1 do Brasil e foi o titular absoluto durante praticamente todo o ciclo de preparação para a Copa do Mundo de 1974, na Alemanha. Sendo o homem de confiança da comissão técnica e acumulando dezenas de convocações e jogos seguidos na fase preparatória, sua ida ao Mundial era dada como certa por toda a imprensa. No entanto, uma grave lesão muscular sofrida em um amistoso contra o Chile, pouquíssimo tempo antes do embarque, o cortou da delegação de forma trágica. Embora tenha sido convocado novamente em anos posteriores, o goleiro nunca mais teve a chance de ir a uma Copa.

Avançando para a virada dos anos 1970 para os 1980, João Leite viveu uma sina parecida na Seleção de Telê Santana. O emblemático e seguro goleiro do Atlético Mineiro era figura carimbada na Granja Comary, chegando a ser o titular do Brasil na Copa América de 1979 e no Mundialito do Uruguai, em 1980. Com uma vasta bagagem de convocações e atuando no auge técnico de um dos maiores times da história do Galo, João Leite disputava a titularidade da Seleção jogo a jogo.

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