Camisa vermelha da Seleção será vendida? Lance! apura situação do uniforme
Cor estará no uniforme de goleiro da Canarinho no Mundial

A Seleção Brasileira utilizará uma camisa vermelha durante a Copa do Mundo deste ano. A peça, destinada aos goleiros, será usada na partida contra a Escócia, pela fase de grupos, e pode reacender um debate que causou polêmica em 2025. Em meio à curiosidade sobre o novo uniforme, surge uma pergunta: a camisa será vendida nas lojas e no site? O Lance! apurou a situação e explica o cenário envolvendo a comercialização da peça, além de contextualizar a repercussão em torno do modelo.
A camisa, que traz uma estrela estampada ao longo de seu desenho, será utilizada por determinação da Fifa. A entidade é responsável por definir a combinação de uniformes de cada partida e, entre as opções disponibilizadas pela Seleção Brasileira, escolheu o modelo vermelho para ser usado pelos goleiros contra os escoceses.
A reportagem visitou lojas da Nike, fornecedora de material esportivo da Seleção Brasileira, para verificar se a camisa estaria disponível para venda ao público. Em duas unidades consultadas, vendedores informaram que não havia peças disponíveis e que consideram improvável uma futura comercialização nas lojas.

Camisa vermelha não está à venda
Segundo apuração, a camisa vermelha, neste momento, não está à disposição dos torcedores. Procurada pela reportagem para comentar a comercialização do uniforme vermelho de goleiro e os planos para o produto, a Nike não se manifestou até o momento da publicação desta matéria.
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Nike foi surpreendida pela divulgação da Fifa
A divulgação do uniforme ocorreu após a própria Fifa apresentar as combinações oficiais que serão utilizadas pelo Brasil nos três jogos da fase de grupos da Copa do Mundo. A Nike, segundo apuração, foi surpreendida pela divulgação antecipada das peças.
Visualmente, a camisa vermelha segue o mesmo padrão gráfico adotado nos demais uniformes de goleiro da Seleção para o Mundial. O desenho estrelado presente no modelo também aparece nas versões preta e verde. A camisa verde, inclusive, já pode ser encontrada tanto no site da fornecedora de material esportivo quanto nas lojas físicas da marca.

Como funciona a divisão de uniformes de goleiro da Seleção
A utilização da camisa vermelha não significa, necessariamente, a criação de um terceiro uniforme de goleiro para a Seleção Brasileira. Na prática, esses jogadores contam com diferentes opções de cores, que podem ser utilizadas de acordo com a combinação de uniformes definida para cada partida. A escolha leva em consideração as cores usadas pelos jogadores de linha das duas equipes, dos membros da equipe de arbitragem e precisa ser aprovada previamente pela Fifa para evitar conflitos visuais durante o jogo.
O funcionamento é semelhante ao adotado por clubes ao longo da temporada. Na atual coleção da Copa do Mundo, os goleiros da Seleção possuem cinco opções de uniformes. Quando o Brasil atua com o tradicional uniforme amarelo, os goleiros podem utilizar as versões preta, verde ou vermelha (todas com uma estrela no decorrer do uniforme).
Já quando a equipe entra em campo com o uniforme azul da coleção Jordan, as alternativas para os goleiros passam a ser as versões verde e rosa. Por isso, a camisa vermelha faz parte de um conjunto de opções disponíveis para os goleiros, e sua utilização depende da combinação aprovada para cada confronto.

Por que a cor vermelha gera polêmica na Seleção Brasileira?
A utilização da cor vermelha inevitavelmente remete à polêmica vivida pela Seleção em 2025. Na ocasião, o segundo uniforme dos jogadores de linha, do modelo Jordan, chegou a ser aprovado na cor vermelha durante a gestão do então presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues.
O projeto fazia parte do planejamento conjunto entre CBF e Nike. Pelo contrato entre as partes, os uniformes são definidos com aproximadamente dois anos de antecedência para permitir a produção, eventuais ajustes e a distribuição das peças para atletas e consumidores.
A repercussão negativa, porém, alterou os planos. Muitos torcedores associaram a cor vermelha a questões políticas, especialmente por sua ligação histórica com um dos principais partidos do país. O debate ganhou ainda mais força por acontecer em um período de forte polarização política.

Posteriormente, a decisão foi revista e o uniforme número 2 dos jogadores de linha passou a ser azul, com a marca Jordan estampada no peito. O modelo chegou a ser utilizado pela Seleção, recentemente, no amistoso contra o Egito.

Histórico da camisa vermelha na Seleção, que vestiu Júlio César
Apesar da discussão recente, a presença da cor vermelha nos uniformes brasileiros está longe de ser inédita. Em 2013, por exemplo, o goleiro Júlio César atuou com uma camisa vermelha, da mesma fornecedora de material esportivo, na vitória sobre o Uruguai que garantiu ao Brasil a classificação para a final da Copa das Confederações.

Jogadores de linha já usaram a cor
Entre os jogadores de linha, o primeiro registro ocorreu ainda em 1917, durante o Campeonato Sul-Americano de Futebol, torneio que décadas depois passaria a se chamar Copa América. Como Brasil, Uruguai e Chile possuíam uniformes brancos, um sorteio definiu que a equipe brasileira atuaria de vermelho.
Situação semelhante aconteceu em 1936. Novamente, após perder um sorteio de uniformes, a Seleção precisou recorrer à cor vermelha e utilizou camisas emprestadas do Independiente, tradicional clube argentino, já que a competição era disputada na Argentina.
Confira os jogos do Brasil na fase de grupos da Copa do Mundo
13/06 - Brasil x Marrocos
19/06 - Brasil x Haiti
24/06 - Escócia x Brasil
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