Web reage ao possível aumento de seleções na Copa do Mundo: 'Várzea'

Mudança pode acontecer já nas próximas edições

PorLourenço Cavanellas RebelloRio de Janeiro (RJ)
13/07/2026 07:40
Gianni Infantino e Donald Trump
Gianni Infantinno admitiu que o tema será debatido (Foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP)

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, admitiu que há a possibilidade de um aumento no número de países participantes nas próximas Copas do Mundo, e a ideia repercutiu nas redes sociais. O suíço-italiano afirmou, em entrevista ao portal suíço Bluewin, que o tema será debatido após o encerramento desta edição do mundial.

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O torneio deste ano, sediado nos Estados Unidos, México e Canadá, foi a estreia do campeonato com 48 seleções presentes e, segundo Infantino, existe a possibilidade de mais 16 equipes serem adicionadas, totalizando 64. A iniciativa de ampliação é liderada pela Conmebol.

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Confira a reação de alguns internautas sobre a possibilidade de aumento de seleções na Copa do Mundo:

Presidente da Fifa, Gianni Infantino comemora procura por ingressos para a Copa do Mundo
Copa do Mundo de 2026 foi realizada com 48 seleções em três países (Instagram/@gianni_infantino)

O possível novo Mundial com 64 seleções

Caso o projeto avance, o regulamento da competição sofrerá alterações estruturais. A configuração sugerida prevê 16 grupos de quatro integrantes, com a classificação dos dois primeiros colocados para o mata-mata. Esse arranjo elimina a necessidade de classificar os melhores terceiros colocados — dinâmica utilizada no torneio deste ano e que gerou impasses logísticos e esportivos. Com a mudança, o volume de partidas na fase inicial saltará de 72 para 96 confrontos.

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A iniciativa é capitaneada pela América do Sul. A Conmebol articula o movimento com o objetivo de implementar a alteração já na edição de 2030, que celebrará o centenário do Mundial em seis países: Uruguai, Argentina e Paraguai, na América do Sul; Espanha e Portugal, na Europa; e Marrocos, na África.

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A proposta surgiu em março de 2025, apresentada pelo dirigente uruguaio Ignacio Alonso, e recebeu o aval público de Alejandro Domínguez, presidente da confederação sul-americana. Para a região, o benefício político e financeiro é claro: o continente passaria a sediar 18 jogos, em vez das três partidas agendadas inicialmente. O tema chegou a constar na pauta do Conselho da Fifa no fim do ano passado, mas não avançou para debate na ocasião.

Apesar da pressão sul-americana, o plano enfrenta forte resistência nos bastidores do futebol internacional e divisões internas na própria Conmebol. A Uefa lidera a oposição e aponta que o calendário consolidado inviabiliza o formato devido aos gargalos logísticos. As confederações da Ásia (AFC) e das Américas do Norte e Central (Concacaf) também já manifestaram posicionamento contrário à nova expansão.

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