Copa do Mundo movimenta brasileiros que não consomem futebol; psicóloga explica
Mundial começa a ser disputado na próxima quinta-feira (11)

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Faltam oito dias para o início da Copa do Mundo de 2026. Com a proximidade da competição, o Lance! foi atrás de torcedores que não se identificam com futebol no dia a dia, mas, durante o período, são torcedores de carteirinha da Seleção Brasileira.
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Esses são os casos do tatuador Luckas Borba, de 27 anos, e de Maria Luiza Smith, estudante de psicologia, de 21. Ambos declararam não acompanhar os jogos do futebol nacional e não serem fanáticos por nenhum time.
Contudo, o cenário muda quando se trata da Seleção Brasileira. E, principalmente, durante a Copa do Mundo. Apesar de não serem torcedores e consumidores de futebol ao longo dos anos, o comportamento de Luckas e Maria muda durante o Mundial.
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— Diferente dos campeonatos nacionais, minha família sempre teve o costume de assistir aos jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Em 2002, era novo, mas minha mãe me levou à festa; teve uma carreata aqui na rua (risos). Então, acho que sempre carreguei no meu interior isso. A possibilidade de ver o Brasil ganhar — disse Luckas.
— Não tenho contato com o futebol, mas o cenário muda durante a Copa. Acho que o evento amplia a visão do futebol em relação à comunidade e pertencimento. No dia a dia, cada um tem seu time, mas na Copa não. O Brasil inteiro torce pelo sucesso da Seleção. O que eu gosto, às vezes, não é nem o futebol em si, mas a sensação de pertencimento. É o momento em que o brasileiro tem orgulho de ser brasileiro — disse Maria Luiza.
Especialista opina
— Do ponto de vista psicológico, o ser humano tem uma necessidade natural de pertencimento e conexão social. A Copa do Mundo mobiliza esses aspectos ao criar uma experiência coletiva compartilhada por milhões de pessoas. Mesmo quem não acompanha futebol regularmente pode se interessar pelo evento para participar das interações sociais, sentir-se incluído em um grupo e compartilhar emoções ligadas à torcida, à expectativa e à identidade nacional — analisou Dalila Stalla, psicóloga e coordenadora do Hospital Casa Menssana, no Rio de Janeiro.
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— A faixa etária pode influenciar, mas não é o principal fator. Pessoas mais jovens tendem a ser mais sensíveis à influência dos grupos e das redes sociais, o que pode favorecer a adesão ao clima da Copa. No entanto, em todas as idades, o sentimento de pertencimento e a busca por experiências coletivas costumam ter um papel mais relevante do que a idade em si. Além disso, entre os mais velhos, aspectos como memória afetiva e tradição também podem fortalecer esse interesse — concluiu.
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Audiência da TV aumenta na Copa do Mundo
O retrospecto de audiência das transmissões de futebol dialoga com esse comportamento. O maior índice de um jogo da última Copa, a de 2022, no Catar, foi na partida entre Brasil e Coreia do Sul, pelas oitavas de final. Na ocasião, a TV Globo registrou 53 pontos em São Paulo e 52 no Rio de Janeiro.
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Nos últimos quatro anos, a maior audiência de um jogo do Brasileirão foi entre Flamengo e Palmeiras, no dia 19 de outubro de 2025. Na ocasião, o clube carioca venceu por 3 a 2, no Maracanã, e a partida registrou pico de 22 pontos em São Paulo e 33 no Rio de Janeiro.

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