Giovane Gávio aponta razões para o rebaixamento do Joinville na Superliga Masculina
Bicampeão olímpico e presidente do projeto cita saída de jogador e perda de patrocinadores

O Joinville Vôlei, projeto idealizado pelo bicampeão olímpico Giovane Gávio, está rebaixado para a Superliga B após três temporadas seguidas na elite. Na última sexta-feira (27), com a derrota para Guarulhos por 3 sets 0 e a vitória de São José sobre o Sesi Bauru no tie-break, o time catarinense entrou na zona de rebaixamento na última rodada da fase classificatória da Superliga Masculina 25/26.
Em entrevista concedida nesta quarta-feira (1º), Giovane, que atualmente é presidente do clube, lamentou o retorno para a segunda divisão do voleibol nacional e refletiu sobre o futuro. O dirigente e ex-atleta revelou que o planejamento para a temporada foi adaptado devido a circunstâncias adversas, como a perda de patrocinadores e a saída do experiente levantador Thiaguinho, o que influenciou diretamente no resultado final.
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— Não fazia parte dos nossos planos. A gente vinha de duas temporadas fantásticas, mas como um projeto jovem, sofremos. Ao longo desse ano, perdemos três patrocinadores. Nossa estratégia foi investir em jovens e colocar um levantador bom - no caso, era o Thiaguinho, mas em função de algumas situações, ele saiu logo no começo e a gente se viu numa situação mais desafiadora. Agora é o momento de reconstrução. O grande desafio é não ter previsibilidade de quanto vamos ter de orçamento no ano seguinte, e isso dificulta a contratação de jogadores, mas a ideia é continuar. A gente quer fazer com que a torcida entre no ginásio de novo com orgulho e aquela euforia que sempre teve.
Em junho do ano passado, Thiaguinho foi anunciado como uma das principais contratações do Joinville para a temporada. O jogador de 32 anos vinha do Sesi Bauru, onde havia sido campeão da Superliga e eleito melhor levantador do campeonato em 23/24. Porém, três meses depois, o levantador rescindiu o contrato e acertou transferência para o Cuprum Stilon Gorzów, da Polônia. Com isso, Matheus Winck, a princípio contratado como reserva, se tornou titular do time.
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Um ano para se esquecer no vôlei masculino de SC
Outras duas cidades de Santa Catarina tiveram seus representantes no vôlei masculino rebaixados este ano. As equipes de Blumenau e Chapecó vão disputar a Superliga C na próxima temporada. Giovane Gávio configurou os outros descensos de times vizinhos como uma 'coincidência ruim' e associou ao mesmo problema que prejudicou o Joinville: a falta de investimentos da iniciativa privada na modalidade.
— Lamentavelmente uma coincidência ruim. Blumenau estava na Superliga há muitos anos, um projeto consistente, e esse ano entra nessa situação, a gente e Chapecó também. Por competência, o Brusque (feminino) conseguiu subir. É uma realidade, e olha que Santa Catarina é um estado que se encontra numa situação econômica boa, com pleno emprego e grandes indústrias. É algo que a gente precisa avaliar. É triste, mas pode ter certeza que a gente não vai desistir. A equação é financeira: se conseguimos patrocínio, conseguimos montar times bons.
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A trajetória do Joinville Vôlei

Fundado em 2022, o Joinville Vôlei conseguiu o acesso para a Superliga A no seu primeiro ano em atividade, emendando as conquistas das divisões C e B uma na outra. Na temporada de estreia na elite, foi campeão estadual e avançou até a semifinal da Superliga, forçando o jogo 3 contra o Sesi Bauru.
Em 2025, a equipe venceu mais uma vez o Campeonato Catarinense e chegou à final da Copa Brasil, sendo derrotada pelo Minas no tie-break. Na Superliga, foi eliminada pelo Campinas nas quartas de final.
Neste ano, o time conquistou o tricampeonato estadual, mas terminou a Superliga em 11º lugar com 21 pontos, sendo rebaixado de volta para a segunda divisão. Foram 22 jogos realizados na competição nacional, com sete vitórias e 15 derrotas.
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