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Estêvão analisa opções de tratamento para lesão na coxa; especialistas avaliam

Atacante é o artilheiro da Seleção na "Era Ancelotti"

Márcio Iannacca
Rio de Janeiro (RJ) São Paulo (SP)
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Thiago Braga
Rio de Janeiro (RJ) São Paulo (SP)
Dia 23/04/2026
04:00
Estêvão deixa o campo em Chelsea x Manchester United com a camisa no rosto após sentir nova lesão muscular
imagem cameraEstêvão deixa o campo em Chelsea x Manchester United com a camisa no rosto após sentir nova lesão muscular (Foto: Glyn Kirk/AFP)

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A grave lesão de Estêvão, atacante do Chelsea, colocou em dúvida sua participação na próxima Copa do Mundo e mobilizou especialistas da área médica para avaliar o cenário. A reportagem do Lance! confirmou que o jogador sofreu uma lesão grau 4 nos músculos isquiotibiais da parte posterior da coxa direita — o nível mais severo desse tipo de problema, caracterizado por ruptura total ou quase total das fibras musculares.

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Em situações como essa, o tratamento mais comum costuma ser cirúrgico. Médicos do clube inglês, inclusive, consideram esse o procedimento ideal para o caso do brasileiro. No entanto, o tempo de recuperação, estimado em cerca de três meses ou mais, praticamente inviabilizaria sua presença no Mundial. Diante disso, Estêvão negocia uma liberação para realizar um tratamento conservador no Brasil, apostando em fisioterapia intensiva e recursos tecnológicos para acelerar o processo de recuperação.

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O fisioterapeuta Nilton Petrone, conhecido como Filé, pondera que ainda é cedo para uma avaliação definitiva.

— Muito difícil analisar sem saber exatamente qual músculo foi atingido. A lesão grau 4 tem subdivisões: A, quando afeta apenas o músculo; B, quando envolve a junção miotendínea; e C, quando atinge o tendão. Dependendo do local, o tratamento pode ser cirúrgico ou conservador — explicou.

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Já o médico Gustavo Arliani, que fez a cirurgia e orientou na recuperação do volante Lucas Evangelista, do Palmeiras, ressalta que há margem para um tratamento sem cirurgia em casos específicos, mas faz alertas importantes.

— Se for uma lesão parcial, existe essa possibilidade. Porém, o tratamento conservador pode gerar perda de força e explosão, características fundamentais do Estêvão. O prazo de recuperação pode variar de 10 a 12 semanas, podendo chegar a até quatro meses — afirmou.

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O especialista também chama atenção para o risco de formação de fibrose — uma cicatriz no músculo — que pode comprometer o desempenho do atleta a longo prazo.

Entre os métodos conservadores que podem ser utilizados estão: PRP (Plasma Rico em Plaquetas), que utiliza o sangue do próprio atleta para estimular a regeneração; PRF (Fibrina Rica em Plaquetas), com função semelhante, potencializando a cicatrização; laser de alta potência, que auxilia na recuperação tecidual; ondas de choque, usadas para estimular a regeneração muscular; ozonioterapia, com ação anti-inflamatória; e uso controlado de analgésicos para manejo da dor.

Muitas dessas técnicas já são conhecidas no futebol de alto rendimento e fazem parte, por exemplo, do processo de recuperação de Neymar nos pós-jogos do Santos. Ainda assim, mesmo com evolução clínica, Gustavo Arliani avalia que Estêvão dificilmente atingiria 100% de suas condições físicas antes das fases decisivas do torneio.

— Se o Ancelotti quiser apostar e levá-lo, o Estêvão, dependendo da área afetada, estaria apto a jogar na fase de mata-mata, provavelmente nas oitavas de final. Mas tudo depende se tiver ou não uma cirurgia no local da lesão — explicou.

Entenda a graduação das lesões na coxa:

Gravidade da lesão de Estêvão pode tirá-lo da Copa (Foto: Reprodução)
Gravidade da lesão de Estêvão pode tirá-lo da Copa (Foto: Reprodução)

➡️ Grau 1 (leve): pequenas lesões nas fibras, com dor discreta e recuperação rápida (1 a 3 semanas);
➡️ Grau 2 (moderado): ruptura parcial, dor mais intensa, inchaço e perda de força (4 a 8 semanas);
➡️ Grau 3 (grave): ruptura quase total ou total, dor forte e perda de função (3 a 6 meses, podendo precisar de cirurgia);
➡️ Grau 4 (muito grave): ruptura completa ou avulsão do tendão, com deformidade evidente e quadro mais severo (pode precisar de cirurgia).

Além do tempo de recuperação há o fato de ele precisar estar não apenas recuperado, mas preparado para entrar em campo. Na primeira semana após a lesão é necessário repouso total, com sessões de gelo. A partir da segunda semana, junto com a fisioterapia, é introduzida uma carga leve; da terceira semana em diante já é possível fazer musculação.

Para ser liberado, tem de ter o aval da fisioterapia, ter avaliação positiva da biomecânica do jogador, para então voltar a treinar com bola sem intensidade, e só depois fazer as atividades do treino completas.

Convocação final será no dia 18 de maio

Artilheiro da "Era Ancelotti", com cinco gols em 11 jogos, Estêvão joga contra o calendário. A lista final dos convocados será divulgada no dia 18 de maio pelo técnico Carlo Ancelotti, enquanto a pré-lista precisa ser enviada à Fifa no dia 11. A Confederação Brasileira de Futebol trabalha com prazos apertados para definir os 26 nomes que disputarão a competição.

No dia 27 de maio os jogadores começarão a chegar à Granja Comary para o início da preparação para a Copa do Mundo. Antes do Mundial, a Seleção Brasileira ainda fará dois amistosos: contra o Panamá, dia 31 de maio, no Maracanã, e contra o Egito, dia 6 de junho, em Cleveland, nos Estados Unidos.

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A Seleção Brasileira está no Grupo C e estreia no Mundial no dia 13 de junho, contra Marrocos, em Nova Jersey. Na sequência, encara Haiti e Escócia. Até lá, a corrida contra o tempo será determinante para definir se uma das principais promessas do futebol brasileiro conseguirá se recuperar a tempo de disputar a maior competição do planeta.

Estêvão na Seleção Brasileira
Estêvão em ação pela Seleção Brasileira (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)
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