Vozes da Copa: Juninho Paulista não vê Brasil favorito e cita impacto de Neymar
Comentarista do SBT foi pentacampeão do mundo com a Seleção

Juninho Paulista, comentarista do SBT, ex-jogador e coordenador da Seleção Brasileira, foi o décimo entrevistado da série Vozes da Copa, que traz todos os bastidores das transmissões da Copa do Mundo de 2026 para o leitor do Lance!. Agora ocupando uma função diferente, dentro da cabine, o ex-atleta contou o que espera da Amarelinha e como não ser "favorito" pode ajudar o time.
Para Juninho, a Seleção Brasileira não é a grande favorita para a conquista da Copa do Mundo. No entanto, o pentacampeão do mundo avalia a situação como positiva, já que "transfere" uma boa parte da pressão para outras equipes.
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- Na minha opinião, o Brasil não é o favorito para trazer a taça. Mas, isso pode ser bom para o Brasil. Pode ser bom estar correndo por fora. Eu acho que tem outras seleções com uma pressão maior para ganhar - afirmou.
Ainda assim, o ex-atleta ressaltou que, mesmo não sendo a maior favorita para conquistar o título, a Amarelinha não pode ser considerada como uma carta fora do baralho.
- Mas o Brasil chega com um grande representante, que é o Ancelotti, com excelentes jogadores, e a camisa do Brasil é muito pesada em uma Copa do Mundo, então, independente de como o Brasil chega, sempre vai ser uma das possíves seleções a levantar o "caneco" - finalizou.
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Além disso, Juninho também abordou outros temas durante a entrevista. Entre eles, a figura de Neymar Jr dentro e fora de campo, como o craque e camisa 10 da Seleção pode ajudar o time, especialmente os mais jovens, que o têm como ídolo.
- O Neymar chama muita atenção. É um jogador diferente, um jogador excepcional, um líder dessa geração, então ele vai chamar atenção por si só - começou.
- Mas, eu vejo o Neymar jogando, ele é um líder jogando. Eu não sei como ele se comportaria apenas estando no grupo ou participando do lado de fora. Eu não acho que essa é a intenção dele e nem da comissão técnica - afirmou.
Possível craque
Perguntado se via algum jogador como "o cara da Seleção", Juninho deixou claro que uma Copa do Mundo não pode ser vencida por um homem só.
- Uma Copa do Mundo só se ganha coletivamente. Então, se a equipe do Brasil não estiver forte, pode ter Ronaldo, Romário, Neymar... Hoje em dia, principalmente, um jogador não vai conseguir ganhar sozinho - respondeu.
Grandes responsabilidades
Mesmo acreditando que uma Copa do Mundo precisa ser jogada de forma coletiva, Juninho foi sincero e disse que Vini Jr e Raphinha podem assumir o protagonismo em dados momentos da competição.
- A equipe precisa ser coletivamente muito forte. Dois jogadores que estão se destacando pelos seus clubes, que podem chamar a responsabilidade e serem protagonistas como o Neymar, são Raphinha e Vini Jr - disse.
- São dois jogadores que, pelo talento, todos nós esperamos que eles possam ser importantes na Seleção Brasileira - finalizou o ex-jogador.

De Itu para a Copa
Assim como Juninho Paulista, Gabriel Martinelli, que está na Copa do Mundo pela segunda vez na carreira, foi revelado pelo Ituano, clube da cidade de Itu, no interior de São Paulo. Perguntado sobre o sentimento ao ver um jogador que foi lançado pelo mesmo clube que ele, o comentarista reafirmou a importância da base em times de menor expressão.
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- Pô, é muito legal. O alicerce dos clubes do interior é a base. A gente tem um jogador como o Martinelli, que vai participar pela segunda Copa, campeão da Premier League, é muito gratificante para o clube, para o Ituano, ver o Martinelli nessas condições - afirmou.
Convocação
Coordenador técnico da Seleção na Copa do Mundo de 2022, Juninho enxerga o grupo do torneio passado como o mais "preparado" para vencer a competição, já que teve um ciclo sólido com apenas um treinador. Mas, mesmo assim, afirmou que a parte teórica do futebol nem sempre conta.
- Tivemos um ciclo inteiro com um treinador (em 2022), colhendo bons resultados dentro de campo, até que chegou aquela fatídica partida contra a Croácia e não fomos além - relembrou.
- Então, nem sempre a parte teórica do futebol funciona - concluiu Juninho.
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Vozes da Copa
Além de Juninho Paulista, Nadine Basttos, Mauro Naves, Guilherme Beltrão, Mauro Beting, Galvão Bueno, Cristiane Rozeira, Neguerê, Gabriela Martins e Donan conversaram com o Lance! sobre a Copa do Mundo de 2026. Confira todos os detalhes no Youtube do Lance!
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