Raphinha sobre 2ª Copa: 'Estou mais preparado; era imaturo em 2022'
Atacante do Barcelona é um dos principais nomes do Brasil na Copa do Mundo

MORRISTOWN, NJ (EUA) - Um dos principais nomes da atual Seleção Brasileira, Raphinha se prepara para disputar a segunda Copa do Mundo mais maduro e consciente do papel que tem para a equipe. E é o próprio atacante do Barcelona quem diz que chega para o Mundial que começa esta semana mais pronto do que aquele que disputou há pouco mais de três anos e meio, no Catar.
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— Acho que eu senti mais pressão naquela Copa de 2022 do que nesta. Me vendo com os olhos de hoje, na Copa de 2022 eu cheguei muito imaturo, e não só na Seleção, no Barcelona também. Eu estava chegando, estava no período de adaptação. Sentia que não estava totalmente adaptado à Seleção Brasileira, sobre o que é vestir a camisa da Seleção Brasileira. Na Copa agora eu me sinto muito mais preparado, pelo meu momento no clube, por entender o meu momento na Seleção o meu lugar aqui — disse Raphinha nesta quarta-feira (10), durante entrevista coletiva concedida no Hotel The Ridge, que serve de concentração para o Brasil em Nova Jersey.
Consciente e ponderado em cada resposta, Raphinha também falou sobre as chances da Seleção de conquistar a Copa do Mundo. O atacante se disse confiante e que acredita que o Brasil pode chegar ao Hexa, mas ao mesmo tempo disse entender quem vê a Seleção com poucas possibilidades de levar o título.
— Estamos muito confiantes. Acho que a galera que não acredita muito na Seleção... Eu acredito que não é que eles não acreditam, mas foram tantos anos se frustrando, porque sempre tivemos Seleções que poderiam realmente ganhar a Copa do Mundo e não ganharam, que acaba que o pessoal acha que não quer se frustrar novamente e prefere ir por esse lado de não torcedor. Mas, no fundo, acho que todo mundo está torcendo pela Seleção, e a força do torcedor vai ser muito importante pra gente.

Outros trechos da entrevista de Raphinha
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— Não dá pra dar muita porrada nele, acho que ninguém deu (risos). O corredor é uma coisa que a gente tem costume de fazer no futebol, quando alguém está de aniversário ou quando alguém está machucado e volta a treinar. É mais uma questão de costume do futebol em si.
RAPHINHA É MAIS RECONHECIDO NO EXTERIOR DO QUE NO BRASIL?
— Para ser sincero, sinto que realmente é diferente o carinho do torcedor brasileiro comigo em relação ao pessoal de fora, que me acompanha mais diariamente. Mas eu acredito que se eu tenho que provar para alguém, isso é para mim, para os meus pais, para minha esposa, para o meu filho. Infelizmente eu não posso mudar o gosto das pessoas; eu entendo que tem gente que não gosta do meu futebol, tem gente que gosta, e está tudo bem. Tento dar o meu melhor sempre, e vai ter dias que não vou conseguir entregar um bom futebol. Mas a vontade eu sempre vou entregar.
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