Atlanta 30 anos: Olimpíada histórica para o Brasil completa três décadas
Lance! tem série especial relembrando os grandes momentos da competição a começar pela cerimônia de abertura
Quando Muhammad Ali acendeu a pira olímpica, no dia 19 de julho de 1996, iniciou uma das edições de Jogos Olímpicos mais memoráveis para o Brasil. O país quebrou recordes. Conquistou medalhas antes impensáveis. Teve suas primeiras medalhas conquistadas entre as mulheres. Protagonizou um dos maiores jogos de vôlei da história, que terminou em uma briga histórica. E ainda teve a decepção do time galáctico de futebol.
A partir de hoje, o Lance! relembra os fatos mais marcantes do evento em uma série de dez reportagens que serão publicadas sempre 30 anos exatos após o evento ter acontecido. Veja a lista e não perca:
- A arrancada espetacular de Gustavo Borges para a medalha - 20/7
- Xuxa abre a história de sucesso do Brasil nos 50m livre - 26/7
- Final 100% brasileira marca primeiras medalhas femininas - 27/7
- Torben e Scheidt iniciam geração dourada da vela - 29/7
- Futebol e a decepção com o time galáctico de Ronaldo, Bebeto, Roberto Carlos & cia - 31/7
- Mireya Ruiz relembra jogo e briga contra o Brasil - 1/8
- Marcia Fú e Ana Flávia contam bastidores do bronze e briga com Cuba - 1/8
- Hortência, Paula, Janeth e a prata espetacular no basquete - 4/8

A abertura marcante de Atlanta 1996
Para os fãs de futebol, o dia de hoje é um dos mais importantes do ano: a final da Copa do Mundo. Mas, para os amantes dos Jogos Olímpicos, este 19 de julho tem outro significado. Neste dia, há 30 anos, foi realizada a cerimônia de abertura das Olimpíadas de Atlanta 1996, no Estádio Olímpico do Centenário, construído especialmente para o evento nos Estados Unidos.
Aquela edição de Jogos, como diz o nome do estádio, marcou o centenário da competição esportiva, realizada pela primeira vez em Atenas, na Grécia, em 1896. A cerimônia de abertura foi marcada pela presença de cantores famosos, grandes atletas e inovações tecnológicas aliadas a performances bem ensaiadas de dançarinos.
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Muhammad Ali: emoção e história
O ponto alto da noite ficou por conta, como de costume, do acendimento da pira. E essa responsabilidade ficou por conta de ninguém mais, ninguém menos, que Muhammad Ali, chocando a todos, já que a informação foi guardada a sete chaves. O momento entrou para a história como um dos mais emocionantes da história dos Jogos Olímpicos.
Então com 54 anos, o lendário ex-lutador de boxe já sofria do Mal de Parkinson, mas não deixou de participar do evento. Mesmo com as mãos trêmulas, garantiu o momento mais simbólico da cerimônia de abertura. Foi uma homenagem àquele que é considerado um dos maiores atletas da história. Além dos três títulos mundiais, Ali foi ativista dos direitos humanos.
Celine Dion: a voz da abertura de Atlanta 1996
Na abertura das Olimpíadas de Atlanta 1996, Celine Dion deu voz ao Estádio Centenário e entoou a clássica "The Power Of The Dream". O sucesso foi tanto que a música foi repetida naqueles Jogos, mas, desta vez, em um coral de crianças na cerimônia de encerramento.
A cantora, já aos 56 anos e lutando contra uma doença rara - "Síndrome da pessoa rígida" - voltou aos palcos olímpicos nos Jogos de Paris 2024, também na abertura.
Recordes já na cerimônia de abertura
Atlanta 1996 marcou a edição de Jogos com mais atletas participantes até então. No Estádio Centenário, desfilaram mais de 10.000 atletas de 197 nações. Entre eles, os da Grécia viveram um momento ainda mais especial. Isso porque o espetáculo celebrou os 100 anos da primeira Olimpíada da história, em Atenas.
A caminhada dos gregos foi acompanhada por uma estética de características clássicas, se relacionando ao país grego. E a bandeira do país foi carregada por atletas veteranos, a fim de expressar a relação entre o passado e o futuro do esporte na Grécia.
A delegação brasileira
Joaquim Cruz foi o porta-bandeira da delegação brasileira, formada por 225 atletas, no desfile. No atletismo, ele foi recordista e ouro nos 800m em Los Angeles 1984, e prata em Seul 1988. Além disso, quebrou o recorde mundial em 1981. A passagem dos atletas brasileiros pelo Estádio Centenário foi marcada por muita animação e sorrisos. Eles vestiram ternos que continham azul e amarelo, cores características da bandeira do país.

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