Fundo saudita patrocina Mundial de Clubes e estreita relação com a Fifa
O PIF, que pertence ao governo do país, tem sido ativo em movimentações comerciais que envolvem marcas que estarão no torneio da Fifa

Considerado um dos maiores fundos de investimento estatais do mundo, o Public Investment Found (PIF), também chamado de Fundo Soberano Saudita, se tornou um dos patrocinadores do Mundial de Clubes, que inicia na próxima semana, nos Estados Unidos. A parceria foi anunciada pela própria Fifa em comunicado oficial.
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No texto, a entidade máxima do futebol cita o PIF como uma parceria que expande a imagem do fundo globalmente, o que indica um estreitamento das relações entre a Fifa e o governo saudita. O movimento não é à toa, visto que o país receberá a Copa do Mundo de 2034. O investimento publicitário do país no Mundial já havia acontecido através da Surj Sports Investiment, subsidiária esportiva do governo, que comprou uma parte da DAZN, emissora que comprou os direitos de transmissão da competição. O valor, apurado pela agência internacional Bloomberg, gira em torno de US$ 1 bilhão (R$ 5,6 bi).
- Esta colaboração expande a presença global do PIF no mundo esportivo e demonstra um compromisso conjunto com a Fifa com o crescimento do futebol […] e foca especialmente nos jovens, oferecendo-lhes oportunidades diversas e apoiando os esforços da Fifa para desenvolver o futebol de base - diz o comunicado, que foi reforçado por Romy Gai, diretor de negócios da Fifa.
- Estamos muito felizes em receber o PIF como parceiro da Copa do Mundo de Clubes da Fifa. Juntos, esperamos realizar um torneio que inspire e una torcedores de todo o mundo - completou o executivo.
Outro acordo de parceria entre a Fifa e órgãos relacionados ao governo saudita foi a parceria assinada em 2023 Aramco, petrolífera do país, que se estende até 2034, justamente o ano de realização do mundial. O jornal britânico The Times divulgou à época que o contrato teria sido assinado por cerca de US$ 100 milhões (R$ 560 milhões).]
O chefe da marca do PIF, Mohammed AlSayyad, celebrou mais um acordo entre o país e a Fifa e destacou o movimento do PIF e de outras entidades ligadas ao governo saudita ajudam a criar um legado de impacto da marca e do país e que isso gera resultados em diversos níveis dentro do futebol. O PIF já tem uma colaboração com a Concaf desde 2023.
- Após o anúncio de nossa colaboração com a Concacaf no ano passado, e alinhados com nossos investimentos contínuos em apoio ao futebol, confirmamos nossa posição na vanguarda do desenvolvimento do esporte no mundo. Estamos abrindo caminho para o crescimento do esporte em todo o planeta (...) O PIF está criando um legado de impacto transformador no esporte, inclusive por meio de suas parcerias, gerando resultados positivos e duradouros em todos os níveis, desde jogadores e torcedores até as comunidades anfitriãs - disse.
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Polêmica com o governo Trump
Enquanto a Fifa estreita parceria com o governo de um dos países mais influentes no Oriente Médio, precisa lidar com as polêmicas decisões do governo de Donald Trump de barrar cidadãos de países da região de entrar nos Estados Unidos a partir da próxima semana. O presidente norte-americano assinou uma ordem executiva que proíbe temporariamente a entrada de cidadãos de 12 países, em sua maioria africanos e do Oriente Médio.
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Segundo informações do The Athletic, a medida foi oficialmente justificada como um esforço para "proteger a segurança nacional". Os países afetados com a decisão de Trump são: Afeganistão, Mianmar, Chade, República do Congo, Guiné Equatorial, Eritreia, Haiti, Irã, Líbia, Somália, Sudão e Iêmen. Além disso, Venezuela, Cuba, Laos, Burundi, Togo, Serra Leoa e Turcomenistão.
Apesar da Arábia Saudita não estar inclusa nessa ordem executiva do governo dos EUA, a ação de Trump levanta sérias dúvidas sobre o impacto em eventos esportivos internacionais, como o Mundial de Clubes 2025 e a Copa do Mundo de 2026.
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