A Copa dos recordes
Crescimento nas três principais fontes de receita chancela a mudança de patamar do futebol feminino

A Copa do Mundo 2023 chega em sua final neste domingo, 20, com muito a comemorar. Quando Espanha e Inglaterra entrarem em campo no Accor Stadium, em Sidney, celebraremos o término da maior competição de todos os tempos da modalidade.
Conforme já apresentado aqui no Lance! Biz, esta edição incrementou em 150% o número de patrocinadores, chegando a 30 parceiros comerciais frente aos 12 do Mundial da França. As respectivas receitas deste produto devem passar de R$1 bilhão.
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Nas transmissões no Brasil, Globo e Cazé TV empilharam patrocinadores, com o streamer chegando a 20 marcas.
Ainda aqui no nosso país, foi notada uma mudança de atitude com diversas marcas levando campanhas às ruas, seja para celebrar a competição ou a própria Seleção Brasileira. No nosso caso da Cimed, o sucesso foi tremendo com os conteúdos proprietários alcançando mais de 11,3 milhões de pessoas no período da competição.

Esta foi também a primeira vez que a Fifa vendeu os direitos de transmissão em pacotes separados da Copa masculina. Apesar do objetivo de receitas não ter sido alcançado, o torneio gerou cerca de R$1 bilhão de faturamento.
No Brasil, a Cazé TV atingiu pico de 2,2 milhões de dispositivos simultâneos na partida Brasil x Jamaica, estabelecendo o recorde mundial de uma transmissão de futebol feminino no streaming. Globo e Sportv também bateram os recordes recentes dos respectivos horários nas suas transmissões.
Nos estádios, mais recordes. A Copa da Austrália/Nova Zelândia vendeu 1,38 milhões de ingressos, incremento de 45% em comparação à última edição. O público total (ainda sem incluir a disputa de terceiro lugar e a final), já passa de 1,8 milhões, crescimento de 64%. Já a média de 29.888 espectadores por partida é 37% maior que a da Copa da França.
Esse crescimento exponencial naquelas que são as três principais fontes de faturamento de uma organização esportiva - transmissão, patrocínios e bilheteria - chancela a mudança de patamar do futebol feminino como produto e consagra essa como a maior edição da história da competição.
* Este texto é de inteira responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Lance!

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