Bahia fortalece presença no futebol feminino com planejamento até 2032 e colhe frutos dentro de campo
Gestora Carol Melo detalha estrutura, metas e bastidores do crescimento das Mulheres de Aço em temporada que já é histórica

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O bom início do Bahia no Brasileirão Feminino não é tratado internamente como algo pontual. Após a vitória sobre o Flamengo e a consolidação de uma campanha competitiva nas primeiras rodadas, o clube reforça que o momento vivido é consequência direta de um planejamento a longo prazo.
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À frente da gestão do futebol feminino, Carol Melo aponta a continuidade do trabalho, o investimento em estrutura e o fortalecimento institucional como pilares para explicar a evolução da equipe dentro e fora de campo.
— É um início histórico, mas fruto de muito planejamento, muito trabalho diário e confiança das pessoas envolvidas no projeto — afirma, em entrevista exclusiva ao Lance!.
— Lá em 2023 a gente sentou e fez um planejamento com metas de curto, médio e longo prazo, que entra até 2032, com aquilo que a gente entende para o projeto — relembra a dirigente.
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Bahia e Grupo City
Ao analisar o cenário do futebol feminino no Brasil, Carol Melo pondera que ainda há fragilidades estruturais na modalidade, o que impacta diretamente na continuidade de projetos.
— O futebol feminino ainda é vulnerável. Em muitos lugares ele ainda é uma obrigatoriedade, e isso traz essa vulnerabilidade — afirma.
Nesse contexto, ela destaca que o Bahia busca se afastar dessa lógica por meio de planejamento e investimento.
— Com a chegada do Grupo City, a gente conseguiu reestruturar e fazer um planejamento de curto, médio e longo prazo — completa, indicando que a sustentabilidade do projeto passa pelo compromisso institucional e pela construção a longo prazo.
Planejamento contínuo e metas progressivas
Carol destaca que o Bahia trabalha com metas escalonadas, desde o acesso à elite até a consolidação entre as principais equipes do país. O desempenho recente é visto como parte desse percurso.
— A meta é superar aquilo que a gente conquistou no ano passado. A gente quer entregar mais, seja no Brasileiro ou nas outras competições — diz.
Ela reforça que o foco está em transformar resultados pontuais em consistência ao longo das temporadas.
— Nosso maior objetivo é fazer com que esse desempenho não seja algo pontual, mas sustentável a longo prazo — completa.
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Estrutura e ambiente como diferenciais
Um dos pilares do projeto é o investimento em infraestrutura e condições de trabalho. O Bahia passou a contar com espaços dedicados ao futebol feminino dentro do centro de treinamento, além de suporte em diferentes áreas.
— A gente teve investimento em estrutura, com campo, academia e espaço próprio dentro do CT. Isso faz diferença no dia a dia — afirma.
Para Carol, o ambiente interno é determinante tanto para o rendimento quanto para a permanência das atletas no clube.
— Se você tem um ambiente bom de trabalho e as atletas se sentem bem, fica muito mais fácil buscar resultado dentro de campo — pontua.
Mercado, captação e retenção de atletas
A montagem do elenco envolve análise detalhada de mercado e busca por perfis específicos. O clube aposta em nomes que se encaixem na proposta, mesmo que não sejam os mais conhecidos.
— A gente precisa ser criativo no mercado e buscar quem vai funcionar dentro daquilo que a gente pretende — explica.
Além da captação, a retenção de atletas é tratada como prioridade. O Bahia aposta no ambiente e na estrutura para manter jogadoras importantes.
— É difícil abrir mão de um lugar onde você tem boas condições de trabalho, apoio e uma rotina profissional bem estruturada — avalia.

Base ainda em desenvolvimento
A formação de atletas segue como um objetivo estratégico, mas ainda em construção. O clube tem realizado ações pontuais e integrado jovens ao elenco principal, enquanto busca avançar na estrutura necessária para uma base permanente.
— A gente quer fazer a base, mas com excelência. Hoje ainda temos limitações estruturais, principalmente em relação a logística e suporte — explica.
— Enquanto isso, a gente vem trabalhando com algumas atletas integradas ao profissional e monitorando talentos — completa.
Relação com a torcida e identidade do clube
O perfil institucional do Bahia é apontado como um fator que contribui para o crescimento do futebol feminino dentro do clube. Carol vê uma conexão entre a identidade do Bahia e o engajamento da torcida.
— O clube tem uma consciência muito forte em várias causas, e isso se reflete no apoio ao futebol feminino — afirma.
Ela também destaca o engajamento do público nos jogos e nas redes sociais.
— Existe uma integração maior entre as categorias e isso ajuda o torcedor a se aproximar — diz.

Equilíbrio crescente no Brasileirão
Na análise sobre o campeonato, a dirigente aponta uma tendência de maior equilíbrio entre as equipes, reflexo da evolução da modalidade no país.
— A tendência é que o campeonato seja cada vez mais equilibrado, com menos jogos de placares elásticos — analisa.
— Isso torna as partidas mais competitivas e exige consistência ao longo da competição — completa.
Próximos passos na temporada
Com a campanha em andamento, o Bahia mantém o foco na evolução coletiva e na consolidação entre as principais equipes do Brasileirão Feminino. Internamente, a avaliação é de que o caminho está alinhado ao planejamento traçado.
— Ver esse desempenho dentro de campo é a confirmação de que a gente está no caminho certo — conclui Carol.
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