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Análise: Mudanças na F1 podem ser decisivas para Bortoleto e veteranos

Elite do automobilismo volta no GP de Miami, nos dias 1º a 3 de maio

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Rio de Janeiro (RJ)
Dia 29/04/2026
10:00
Atualizado há 37 minutos
Max Verstappen e Gabriel Bortoleto em coletiva da pré-temporada da Fórmula 1 (Foto: Giuseppe Cacace/AFP)
imagem cameraMax Verstappen e Gabriel Bortoleto em coletiva da pré-temporada da Fórmula 1 (Foto: Giuseppe Cacace/AFP)

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Depois de quatro semanas sem Fórmula 1, a expectativa segue alta para o retorno no Grande Prêmio de Miami neste fim de semana, entre os dias 1º e 3 de maio. Não é apenas a saudade da ação nas pistas, porém, que anima os fãs da categoria. O mês de abril ficou marcado por grandes mudanças que podem ser decisivas para o seguimento da temporada de 2026.

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Por que não teve F1 em abril?

Com um calendário planejado com antecedência, a Fórmula 1 se preparou para a realização de 24 etapas ao longo do ano. Contudo, as primeiras mudanças precisaram acontecer por conta da guerra no Oriente Médio entre Estados Unidos, Israel e Irã.

Para garantir a segurança de todos os envolvidos, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) decidiu adiar os GPs do Bahrein e da Arábia Saudita. A princípio, as etapas não eram dadas como "canceladas", mas a previsão é de que a programação siga com apenas 22 corridas em 2026.

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Da energia a combustão: novas regras da F1

As discussões entre pilotos e dirigentes surtiram efeito, e a Fórmula 1 decidiu mexer em um dos pontos mais complexos do novo regulamento: a gestão de energia dos carros. Com a eletrificação ainda mais presente nas unidades de potência de 2026, o equilíbrio entre desempenho e recarga virou um desafio constante ao longo das voltas.

Depois do acidente envolvendo Oliver Bearman no Japão, a FIA acelerou mudanças para tornar o sistema mais previsível. Uma das principais alterações foi diminuir a quantidade de energia regenerada em voltas rápidas, ao mesmo tempo em que ampliou a entrega de potência em momentos específicos, o que reduz a necessidade de longos períodos de recarga.

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Também foram definidos novos limites para evitar discrepâncias de desempenho. O uso do ganho extra de potência passa a ter um teto padronizado, enquanto o acionamento do motor elétrico (MGU-K) passou a ter restrições mais rígidas ao longo da volta, com foco em limitar sua atuação fora dos trechos de aceleração.

Além disso, a categoria implementou um mecanismo para identificar quedas bruscas de desempenho na saída, especialmente em largadas. Caso o carro apresente aceleração abaixo do esperado, o sistema pode ativar automaticamente o MGU-K para garantir um nível mínimo de movimento e reduzir o risco de colisões traseiras.

Mas, afinal, essas mudanças podem ajudar Bortoleto?

Curiosamente, os resultados nas corridas de domingo não refletem o sucesso nas classificações do dia anterior. Gabriel Bortoleto levou a Audi ao Q3 em duas das três oportunidades na atual temporada da F1. Ainda assim, as largadas custam posições importantes que o tiram da zona de pontuação.

No GP do Japão, por exemplo, o brasileiro largou na nona posição, mas perdeu seis colocações logo no início — um cenário que, segundo ele, não é novidade para a equipe. E qual será o motivo das largadas ruins? Até o momento, o turbocompressor foi apontado como a principal razão para a Audi demorar a ganhar potência no início da prova.

Gabriel Bortoleto, da Audi, no GP do Japão pela F1 2026 (Foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP)
Gabriel Bortoleto, da Audi, no GP do Japão pela F1 2026 (Foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP)

A comparação pode ser feita com a Ferrari, que conta com um turbo menor que o da equipe estreante e, consequentemente, consegue "encher" mais rapidamente na largada. Esse cenário, no entanto, tende a mudar com as atualizações feitas em abril, segundo a jornalista Julianne Cerasoli.

— Uma mudança importante para a Audi de Bortoleto. É a equipe que mais está perdendo posições na largada, nos primeiros metros da corrida, e algo que Mattia Binotto já disse que não dava para resolver facilmente. Até Miami, era só o motor a combustão que fazia a largada, e o motor elétrico entrava depois de 50 km/h. O que eles vão fazer é permitir que o motor elétrico "salve" o motor a combustão se ele estiver para morrer. Isso pode ajudar principalmente a Audi — disse a jornalista no "Canal UOL".

Momento de decisão para veteranos

Enquanto uns, como Bortoleto, buscam se consolidar na F1, outros já começam a pensar em uma possível aposentadoria próxima. E, na tomada de decisão, o novo regulamento surge como verdadeiro divisor de águas. O futuro de Max Verstappen e Fernando Alonso na elite do automobilismo é tratado como incerto.

Embora tenha garantido que se mantém motivado, o espanhol não deu certeza sobre continuar em atividade. A confiança do piloto, porém, ainda não foi capaz de converter o talento em resultados nas pistas. Alonso, ao lado do companheiro Lance Stroll, segue sem pontuar no Mundial de Pilotos após três etapas.

Antes mesmo do início da temporada, o veterano da Aston Martin F1 Team havia colocado as mudanças do regulamento como uma espécie de "teste" para decidir seu futuro na categoria. Contudo, a expectativa de evolução não se confirmou, o que gerou críticas de pilotos.

Entre os principais insatisfeitos está Verstappen, que apontou uma piora na Fórmula 1 ao longo das primeiras etapas da temporada. A insatisfação, aliás, já impacta seus planos: o tetracampeão mundial deixou claro que, caso o cenário não melhore, pode deixar a categoria antes mesmo do fim de seu contrato com a Red Bull, válido até 2028.

Fórmula 1 está de volta para GP de Miami

Para dar sequência a temporada de 2026, a Fórmula 1 volta à ação no Grande Prêmio de Miami, agendado para os dias 1 a 3 de maio. A prova é realizada no Autódromo Internacional de Miami, que receberá a quarta etapa do calendário. Por causa da guerra no Oriente Médio, essa corrida marca o retorno da F1 após uma pausa em todo o mês de abril. Veja programação completa aqui.

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