Cruzeiro mantém escrita na Libertadores com a quarta melhor defesa, mas deixa alerta
A Raposa enfrentará o Flamengo nas oitavas de final

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O Cruzeiro fechou a fase de grupos da Libertadores entre as sete equipes que perderam apenas um jogo. Com isso, manteve a escrita de nunca ter sido eliminado na primeira fase. Porém, a partida contra a Universidad Católica expôs um dos alertas para a equipe para as próximas fases, principalmente contra o Flamengo nas oitavas de final.
A Raposa terminou a primeira fase na segunda posição do Grupo D, com três vitórias, dois empates e apenas uma derrota. Se não tivesse perdido para os chilenos no Mineirão, o Cabuloso não enfrentaria o Rubro-Negro e jogaria contra o Estudiantes nas oitavas de final.
Ponto de atenção para o restante da competição
No 2 a 1 sofrido contra a Universidad Católica, o Cruzeiro sofreu dois gols de cabeça, dificuldade que Artur Jorge tem encontrado nesta temporada. Dos 17 gols sofridos pelo time com o português, 23,53% foram anotados de cabeça. Os tentos anotados pelos adversários com o pé esquerdo são menos frequentes, com 11,76%.
No ataque, seguindo esta questão, os mineiros também não tem sido tão eficientes pelo alto. Apenas três dos 26 gols (11,54%) foram marcados de cabeça. No recorte dos 18 jogos com o comandante, a equipe celeste tem apenas 20,44% de aproveitamento de seus cruzamentos. E o problema não é altura, em nenhum dos seis jogos na Libertadores a média de altura foi menor que a do adversário.
O aproveitamento do Cruzeiro nos duelos aéreos é 7,15% inferior ao desempenho pelo chão. A equipe venceu 253 de 520 pelo alto (48,65%) contra 698 de 1251 pelo chão (55,80%).
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Defesa sólida do Cruzeiro na Libertadores
A Raposa fechou a fase de grupos da Libertadores com a quarta melhor defesa da competição, com apenas três gols sofridos, dois deles, de cabeça. Fora de casa, o time teve a melhor defesa ao lado de Cerro, Rosário Central e Flamengo, com apenas um tento sofrido.
O fator Otávio
Otávio assumiu o gol celeste na terceira rodada, na partida contra o Boca Juniors, no Mineirão. Naquela ocasião, no entanto, ele não foi tão exigido, sem defesas, atuando apenas com cortes e recuperações de bola.
Porém, nos dois jogos seguintes, o camisa 81 manteve a Raposa viva na competição. Contra Boca Juniors e Universidad Católica, ambos jogos fora de casa, ele fez 14 defesas, sendo cinco delas de alta dificuldade.

Ataque do Cruzeiro na Libertadores
Com oito gols marcados, a Raposa terminou a primeira fase da competição como o sexto melhor ataque da competição. Mas muito dessa esta estatística se deu pela goleada por 4 a 0 contra o Barcelona-EQU.
O Cruzeiro chutou menos que seus adversários, com 71 finalizações contra 78. Mas isso mostra que o ataque está com a mira calibrada, já que precisou de menos chances para fazer mais que o dobro de gols que a equipe sofreu.
Seis dos oito tentos foram anotados em lances de jogadas trabalhadas terminadas em uma assistência. Em todas as partidas, o Cabuloso atacou predominantemente pelos lados e menos pelo meio.
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