Por que Nova York ainda ignora a Copa do Mundo? A culpa é dos Knicks
New York Knicks lideram as finais da NBA contra o San Antonio Spurs por 2 a 0

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A cidade de Nova York ainda não entrou no clima da Copa do Mundo, mesmo sendo uma das principais cidades-sede do torneio. Faltando poucos dias para a abertura do principal campeonato de futebol do planeta, quem caminha pelas ruas de Manhattan, circula pelos bares, conversa com nativos ou frequenta pontos turísticos da cidade encontra um cenário bem diferente do esperado.
Na boca do povo, o assunto dominante ainda não é a Copa do Mundo, tampouco as seleções que começam a desembarcar nos Estados Unidos. O coração da cidade está voltado para outro evento esportivo: a decisão da NBA entre New York Knicks e San Antonio Spurs.
A reportagem do Lance! percorreu diferentes regiões de Nova York e ouviu turistas, garçons, motoristas e outros trabalhadores para entender por que a Copa ainda parece tão distante para os nova-iorquinos. A resposta foi praticamente unânime. Antes de pensar em futebol, a cidade quer celebrar um título que não conquista há mais de cinco décadas.
Os olhos estão voltados para o New York Knicks, que lidera por 2 a 0 a série decisiva da NBA contra o San Antonio Spurs. Nesta segunda-feira (8), as equipes voltam a se enfrentar no Madison Square Garden, e uma vitória deixará os Knicks a apenas um triunfo de conquistar um campeonato que escapa desde 1973, quando derrotaram o Los Angeles Lakers por 4 a 1 na final.
🏀 Knicks x Spurs pelo jogo 3 da final da NBA; horário e onde assistir

Moradora da cidade, Yessenia resumiu o sentimento que toma conta dos nova-iorquinos neste momento.
— Todos só falam no Knicks. Muito tempo sem ganhar um título. Após as finais, os olhos se voltarão para a Copa. As pessoas vão assistir aos jogos e acompanhar o Mundial, mas hoje, os olhos de Nova York são para os Knicks.
A percepção é compartilhada por Jay Stanton, que mora nos arredores da Big Apple e foi ouvido pela reportagem. Ao perceber que o Lance! estava nos Estados Unidos para cobrir a Copa do Mundo, o nova-iorquino explicou por que o clima ainda é morno.
— É só esperar os Knicks serem campeões. A partir daí, a Copa começa em Nova York.
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Apesar da atmosfera ainda discreta, alguns pontos da cidade já apresentam sinais da chegada do Mundial. Na Pelé Soccer, tradicional loja especializada em futebol localizada na Times Square, o movimento é intenso. Torcedores procuram camisas de seleções e artigos relacionados ao torneio.
Um dos vendedores explicou que a procura já aumentou, mas acredita que a atenção dos turistas ainda está dividida.
— Todos querem garantir uma camisa para quando a competição começar. Mas a cidade tem muitas atrações, os turistas devem estar espalhados, sem falar na final da NBA. Nova York vai parar nos próximos jogos.
A expectativa é que esse cenário mude rapidamente. Caso os Knicks confirmem o favoritismo e encerrem a série nos próximos dias, a cidade poderá voltar suas atenções para a Copa do Mundo justamente na véspera da abertura do torneio. Até lá, porém, o Madison Square Garden segue sendo o centro das atenções de uma Nova York que sonha em reviver uma glória que não acontece há 53 anos.
Ingressos para jogo 3 chegam a R$ 1 milhão
A procura por ingressos para o jogo 3 das finais entre Knicks e Spurs, que será disputado nesta segunda-feira (8) no Madison Square Garden, tem batido recorde. Na noite de domingo (7), véspera da partida, 500 mil pessoas estavam na fila à procura de um bilhete para a partida no site oficial de revenda. E o ingresso mais barato custava US$ 10.371, cerca de R$ 53,7 mil.
Na manhã desta segunda (8), já era possível achar no site da Ticketmaster, parceira oficial do Knicks e da NBA, ingressos variando entre US$ 4.607 (R$ 23,9 mil), no setor 304, o mais alto do ginásio, e US$ 46.621 (R$ 241 mil), bem próximo da quadra.
No mercado paralelo, o preço é ainda maior. No site Viagogo, o ingresso mais barato aparecia a US$ 18.958 (R$ 98,3 mil). O mais caro, em uma das cadeiras à beira da quadra, posição normalmente destinada a celebridades como o cineasta Spike Lee, o ator Ben Stiller, o rapper Jay Z e o apresentador Jimmy Fallon, o preço alcançava astronômicos US$ 210.506 (R$ 1,1 milhão).

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