Fifa define árbitro para final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina

Wilton Pereira Sampaio estava entre os candidatos para apitar a decisão

PorLourenço Cavanellas RebelloRio de Janeiro (RJ)
16/07/2026 21:22
Atualizado há 42 minutos
Árbitro Slavko Vincic mostrando cartão vermelho na Copa do Mundo
Final entre Espanha e Argentina será no próximo domingo (19) (Foto: Agência Efe/Folhapress)

A Fifa definiu o árbitro esloveno Slavko Vincic como o responsável por apitar a final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina no próximo domingo (19). A equipe contará com os assistentes Tomaz Klancnik e Andraz Kovacic, ambos da Eslovênia, e Adham Makhadmeh e Mohammad Alkalaf, da Jordânia.

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Slavko apitou três jogos desta edição da Copa do Mundo e aplicou um cartão vermelho. O europeu atuou em Brasil x Marrocos, Jordânia x Argélia e México x Equador. A decisão do Mundial será realizada no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos às 16h (de Brasília)

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Veja a publicação oficial da Fifa divulgando a arbitragem da final da Copa do Mundo:

Slavko Vincic apitando México x Equador na Copa do Mundo
Árbitro Slavko Vincic apitou três jogos na Copa do Mundo (Foto: REUTERS/Eloisa Sanchez/Folhapress)

Fifa confirma investigação sobre Argentina por faixa das Malvinas na Copa

A Argentina venceu a Inglaterra por 2 a 1 na quarta-feira (16), pela semifinal da Copa do Mundo de 2026, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta (EUA). Mas, durante a comemoração pela classificação à final, chamou a atenção uma manifestação dos atletas ainda no gramado. Os jogadores argentinos exibiram uma faixa com a mensagem: "As Malvinas são da Argentina". A Fifa confirmou ao Lance! que apura as circunstâncias do episódio antes de definir uma eventual punição.

Nesta edição da Copa do Mundo, já houve intervenção da entidade por conta de questões políticas relacionadas às delegações. A seleção do Haiti, por exemplo, foi obrigada a alterar o seu uniforme de jogo, que trazia uma imagem retratando a Batalha de Vertières, marco da independência do país em 1803.

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— Como é procedimento padrão, o independente Comitê Disciplinar da Fifa está no momento avaliando os relatórios da partida e considerando as circunstâncias relevantes antes de decidir em potenciais passos seguintes baseados no Código Disciplinar da Fifa — disse um porta-voz da entidade.

A manifestação da Argentina pode configurar uma infração ao artigo 34 do regulamento da Copa do Mundo, que estabelece:

A exibição de mensagens ou slogans políticos, religiosos ou pessoais de qualquer natureza, em qualquer idioma ou forma, por jogadores e dirigentes é proibida a qualquer momento antes da partida, durante os hinos nacionais, durante a partida e após o término da partida.

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Punição? 🚨

A Fifa prevê medidas disciplinares que podem variar conforme a gravidade da infração e a análise do caso. As possíveis sanções incluem:

    1.
  1. Aviso;
  2. 2.
  3. Advertência;
  4. 3.
  5. Multa ou outras medidas pecuniárias;
  6. 4.
  7. Devolução de prêmios;
  8. 5.
  9. Retirada de título;
  10. 6.
  11. Ordem para cumprir uma obrigação financeira decorrente ou existente no contexto de um processo judicial.

Em casos envolvendo a exibição de faixas consideradas irregulares, a FIFA prevê multa de R$ 31 mil para infrações leves e de R$ 62 mil para situações consideradas graves em uma primeira ocorrência. Os valores podem dobrar a cada nova infração do mesmo tipo.

Guerra das Malvinas ⚔️

A disputa entre Argentina e Inglaterra pelas Ilhas Malvinas teve seu episódio mais emblemático em 1982. Em 2 de abril daquele ano, tropas argentinas desembarcaram no arquipélago e ocuparam o território, que era administrado pelo Reino Unido.

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Em resposta, a então primeira-ministra britânica Margaret Thatcher determinou o envio de uma força-tarefa naval para retomar o controle das ilhas. O conflito se estendeu por 74 dias e terminou em 14 de junho, com a rendição das forças argentinas e a retomada da administração britânica sobre o arquipélago. Segundo registros históricos, 649 militares argentinos, 255 militares britânicos e três civis das ilhas morreram durante a guerra.

Desde então, o Reino Unido mantém o controle administrativo das Ilhas Malvinas. A Argentina, por sua vez, continua reivindicando a soberania do território por meio de vias diplomáticas e classifica a presença britânica como uma consequência do colonialismo. A Organização das Nações Unidas (ONU) reconhece a existência da disputa territorial e recomenda que os dois países busquem uma solução negociada, mas não estabelece a soberania sobre as ilhas.

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