Expulsão de Montes causou polêmica, mas regra dá razão a Wilton; entenda
Lance em México x África do Sul gerou polêmica, mas especialistas explicam decisão

A atuação do árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio na partida de abertura da Copa do Mundo de 2026, entre México e África do Sul, gerou questionamentos após a expulsão do zagueiro mexicano César Montes aos 47 minutos do segundo tempo.
O defensor recebeu cartão vermelho depois de cometer uma falta na entrada da área que interrompeu um ataque promissor da seleção sul-africana. O lance resultou no terceiro cartão vermelho da partida, fato inédito em jogos de abertura da história do torneio.
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Diante da repercussão do lance, o Lance! ouviu especialistas em arbitragem para entender se a decisão do árbitro brasileiro estava de acordo com a regra. O ex-árbitro Sálvio Spinola confirmou a correção da expulsão com base na interpretação atual do protocolo.
— Sim, está na regra. Hoje o texto da regra considera a posição dos atacantes.
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A comentarista de arbitragem da "ESPN" e ex-árbitra Renata Ruel também confirmou a interpretação adotada por Wilton Pereira Sampaio na partida da última quinta-feira.
A decisão, no entanto, dividiu opiniões nas redes sociais e entre torcedores. Parte das críticas se baseou no entendimento de que o lance não atendia aos quatro critérios tradicionalmente utilizados para caracterizar uma oportunidade clara de gol, os chamados quatro "D"s: defensores, direção, domínio e distância. Além disso, o VAR optou por não intervir, mantendo a interpretação de campo do árbitro brasileiro.
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Mas o que diz a regra?
Segundo Sálvio Spinola e Renata Ruel, a regra do DOGSO (impedir uma oportunidade clara de gol) passou por uma atualização para lances com essas características. Além dos quatro "D"s, a análise agora leva em conta o posicionamento dos companheiros de equipe do jogador que conduz a bola.
No lance em questão, o zagueiro mexicano estava entre o atleta que carregava a bola e outro atacante que avançava em direção à área. Esse cenário configurava uma oportunidade clara de gol e uma situação de superioridade numérica para a África do Sul.
Dessa forma, ao impedir uma jogada em que havia uma possibilidade evidente de passe decisivo para um companheiro em condição favorável de finalização, a expulsão do infrator é considerada correta pela regra. Assim, tanto Wilton Pereira Sampaio quanto a equipe do VAR acertaram na decisão.
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