Costa do Marfim impõe desafio à Alemanha, que tenta espantar trauma na Copa
Alemães amargam duas eliminações seguidas na fase de grupos e podem garantir vaga no mata-mata neste sábado (200

Após golear Curaçao na estreia da Copa do Mundo, a Alemanha encara a Costa do Marfim neste sábado (20) com o objetivo de espantar um "fantasma" da eliminação na fase de grupos, que ronda a seleção nos dois últimos Mundiais. Mas o adversário da segunda rodada vai exigir do elenco alemão muito mais que o primeiro confronto do torneio, principalmente pelo que se viu diante o Equador, o que ainda deixa vivo parte do trauma da queda precoce.
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A Costa do Marfim impõe uma dificuldade defensiva à Alemanha, que terá pela frente um adversário que ataca muito pelos lados de campo, ao contrário da forma como a equipe de Julian Nagelsmann costuma atacar e como aconteceu diante de Curaçao. Contra o Equador, os marfinenses finalizaram 15 vezes ao longo do jogo, quase o dobro do que o rival alemão na estreia, o que indica que Manuel Neuer será muito mais testado neste jogo da segunda rodada.
Os principais jogadores do ataque marfinense estão pelos lados. A referência técnica é o jovem Diomande, que atua pelo RB Leipzig, do Campeonato Alemão, e é o rosto mais conhecido do elenco de Nagelsmann. Na outra ponta, Bazoumana Touré também é um jogador de velocidade, enquanto Elye Wahi e Nicolas Pepé jogam por dentro, formando um time que ataca no 4-2-4.
Apesar das dificuldades, a Alemanha ainda entra em campo como favorita e mantém a expectativa de sair da partida com a vitória. O fato de ter vencido o jogo de estreia também traz um cenário de alívio para a equipe dentro de campo, já que nas duas últimas Copas a equipe entrou para a segunda rodada sob a pressão de precisar do resultado para não ser eliminada. Em 2018, os alemães venceram a Suécia e ainda mantinham uma esperança pela vaga nas oitavas. Já na edição de 2022 a seleção empatou com a Espanha e entrou no terceiro jogo com chances mínimas de se classificar.
As duas seleções venceram nos jogos de estreia e, qualquer uma das duas que vença o duelo deste sábado, garante vaga no mata-mata da Copa do Mundo. A disputa ainda fica aberta pela liderança do grupo, que será definida na rodada final. A Alemanha ainda enfrenta o Equador, enquanto a Costa do Marfim terá Curaçao no terceiro jogo.
Alemanha terá força máxima para a partida
Sem problemas com suspensão por cartão ou lesões, Nagelsmann terá 100% do seu elenco à disposição para a partida. A expectativa é que ele repita o time titular, apesar do bom desempenho de alguns reservas no jogo contra Curaçao, como Deniz Undav, que marcou um gol e deu duas assistências na segunda etapa.
O centroavante concedeu entrevista coletiva na sexta-feira, véspera da partida, e falou sobre a obrigação de entregar nas partidas, mesmo saindo do banco de reservas, e se colocou à disposição para cumprir outras funções em campo com a mudança dos adversários ao longo da Copa.
- Trata-se de liderar pelo exemplo, com intensidade nos treinos e bons jogos. Mostrar que todo mundo que entra, seja como titular ou vindo do banco, precisa ir até o limite para o time vencer - destacou Undav, que vê o lado mental dos jogadores como um aliado fundamental para se manter forte durante a disputa do Mundial.
- Fiz gols a minha vida inteira. No começo, claro, não era em ligas de elite, mas é ali que você aprende a jogar, e o princípio é o mesmo. Como homem de frente ou centroavante, você nunca pode entrar na neura de pensar: 'Por que estou há dois jogos sem marcar?' ou 'Por que perdi três chances claras?'. A mentalidade tem que ser sempre a mesma: 'Tranquilo, eu guardo a próxima'. Se você começar a pensar demais, aí é que erra de vez - explicou.
Undav vem de uma temporada de alto nível na Bundesliga, com 19 gols e seis assistências pelo Stuttgart. O centroavante chega ao Mundial como um dos jogadores mais "low profiles" do elenco alemão, fora dos grandes holofotes da mídia global do futebol. E por mais que seja um dos jogadores mais queridos pela torcida, o atacante garante que não se sustenta na seleção por esse motivo.
- Sinto que tenho muito apoio da torcida, e claro que isso faz bem. Mostra que estou fazendo algo certo. Mas, primeiro, não adianta nada só ficar de resenha para ser o queridinho da torcida. O mais importante é dar resultado em campo, senão eu nem estaria aqui. Agora é a hora de justificar a minha convocação - desabafou Undav.
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