Lúcio de Castro: Brasil estreia na Copa e a sorte está lançada!
O ciclo foi eliminando jogadores fundamentais para um time que já tinha carências

Chegar a uma Copa do Mundo desacreditada em seu país está longe de ser novidade na história da Seleção Brasileira. Mesmo nas cinco vezes em que saiu campeã da Copa, a "Amarelinha" deixou o Brasil dessa forma.
Porém, dessa vez parece um pouco diferente. No ciclo entre Copas (que talvez tenha sido o mais tumultuado da história da CBF ou da antiga CBD, rivalizando apenas com 1966, o caos total da preparação para a Inglaterra), a Seleção finalmente estreia. Em meio a vários escândalos da cartolagem. Carlo Ancelotti e suas imensas costas largas no futebol deram um pouco de paz. Mas talvez seja pouco. Até aqui, vimos uma equipe sem identidade. Pior: sem ser um time. Menos mal que a história mostra ser possível ganhar até assim. Até duas semanas atrás, o treinador ainda cogitava um flácido esquema com 4 atacantes. Ao que parece, ficou para trás, talvez sendo utilizado apenas em jogos como Haiti, na segunda rodada da Copa do Mundo, no próximo dia 19.

Como problema pouco é bobagem, o ciclo foi eliminando jogadores fundamentais para um time que já tinha carências. Rodrygo, Éder Militão, depois um forte lado direito inteiro com Wesley e Estevão. Melhor bater na madeira. E do outro lado tem um adversário absolutamente capaz de fazer frente. Um Marrocos que aprendeu desde a última Copa que pode não ser apenas figurante. Com jogadores de primeira prateleira como o infernal Hakimi. Ou Brahim Diaz. Para ajudar um pouquinho, a cartolagem de lá também não colabora muito. Faltando três meses para o Mundial, demitiu Walid Regragui, o técnico que tinha operado essa transformação no status marroquino. Enfim, como diria aquele outro… a sorte está lançada. Vamos depender dela mesmo.
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