Lúcio de Castro: Brasil estreia na Copa e a sorte está lançada!

O ciclo foi eliminando jogadores fundamentais para um time que já tinha carências

PorLúcio de Castro
Colunista
Rio de Janeiro (RJ)
13/06/2026 18:05

Autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, esse texto não reflete necessariamente a opinião do Lance!
Treino da seleção brasileira nos Estados Unidos
Sessão de treinamento da Seleção Brasileira no CT do New York Red Bulls

Chegar a uma Copa do Mundo desacreditada em seu país está longe de ser novidade na história da Seleção Brasileira. Mesmo nas cinco vezes em que saiu campeã da Copa, a "Amarelinha" deixou o Brasil dessa forma.

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Porém, dessa vez parece um pouco diferente. No ciclo entre Copas (que talvez tenha sido o mais tumultuado da história da CBF ou da antiga CBD, rivalizando apenas com 1966, o caos total da preparação para a Inglaterra), a Seleção finalmente estreia. Em meio a vários escândalos da cartolagem. Carlo Ancelotti e suas imensas costas largas no futebol deram um pouco de paz. Mas talvez seja pouco. Até aqui, vimos uma equipe sem identidade. Pior: sem ser um time. Menos mal que a história mostra ser possível ganhar até assim. Até duas semanas atrás, o treinador ainda cogitava um flácido esquema com 4 atacantes. Ao que parece, ficou para trás, talvez sendo utilizado apenas em jogos como Haiti, na segunda rodada da Copa do Mundo, no próximo dia 19.

Wesley durante treino da Seleção às vésperas da Copa do Mundo
Wesley vivia sonho na Seleção, mas lesão musculou adiou a chance da disputar a primeira Copa do Mundo com a camisa do Brasil (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

Como problema pouco é bobagem, o ciclo foi eliminando jogadores fundamentais para um time que já tinha carências. Rodrygo, Éder Militão, depois um forte lado direito inteiro com Wesley e Estevão. Melhor bater na madeira. E do outro lado tem um adversário absolutamente capaz de fazer frente. Um Marrocos que aprendeu desde a última Copa que pode não ser apenas figurante. Com jogadores de primeira prateleira como o infernal Hakimi. Ou Brahim Diaz. Para ajudar um pouquinho, a cartolagem de lá também não colabora muito. Faltando três meses para o Mundial, demitiu Walid Regragui, o técnico que tinha operado essa transformação no status marroquino. Enfim, como diria aquele outro… a sorte está lançada. Vamos depender dela mesmo.

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