Análise tática do Guffo: precisamos prestar atenção no Athletico-PR
Furacão alia organização e eficiência para surpreender no campeonato

Carregando conteúdo exclusivo...
Olhar para a tabela do Brasileirão e ver o Athletico-PR dentro do G4 não deveria surpreender, mas ainda surpreende. E isso fala mais sobre a nossa dificuldade de enxergar além dos gigantes do que sobre o que o Furacão está construindo. A campanha é sensacional e tem um nome responsável por ela: Odair Hellmann.
O treinador encontrou no sistema de três zagueiros a identidade que faltava e transformou um elenco questionável em um dos times mais difíceis de ser batido do país. É hora de prestar atenção no Furacão.
O mecanismo do sucesso rubro-negro
O mecanismo do sucesso rubro-negro passa por uma escolha tática que Odair abraça de forma inegociável: a construção com três zagueiros. Não importa se ele tem ou não três zagueiros de ofício para escalar, ele coloca um lateral na zaga, improvisa e mantém o sistema funcionando.
Com a bola, a saída em três dá equilíbrio e permite ter um atacante de contra-ataque solto na frente. Sem a bola, a linha vira cinco e o time fica blindado. É simples, mas executado com uma disciplina que faz falta em muitos clubes maiores.
Um time que pressiona em todo o campo
E aqui está o ponto que mais me impressiona: o Athletico é um time que morde em todos os setores do campo. Não é apenas a última linha que defende. Mendoza pressiona. Viveiros pressiona. A primeira linha de pressão é tão agressiva quanto a última linha de cobertura.
O resultado é que é praticamente impossível encontrar o Athletico desorganizado. Você raramente chega em cenário de 3 contra 3 ou 4 contra 4 contra eles, porque a compactação é absurda, independente da altura em que o bloco está marcando.
A limitação do elenco, paradoxalmente, é o que torna o trabalho de Odair ainda mais meritório. O meio-campo é uma telenovela: Zapelli se machuca, João Cruz não se acerta, Dudu ainda é cru demais, e mesmo assim o time compete.
Quando Leozinho, um ex-futsal que muitos duvidavam, entra e decide o jogo contra o São Paulo com dois gols, é a prova de que Odair está extraindo o máximo de peças que não seriam titulares em nenhum outro time do G6.
O trabalho com Leozinho mostra um jogador que foi reeducado: de extremo fixo na ponta direita, passou a jogar por dentro, pisar na área e finalizar.
O paralelo com 2013
O paralelo com 2013 é inevitável. Naquele ano, o Athletico voltou da Série B, terminou em terceiro no Brasileirão e foi à final da Copa do Brasil. Tinha um goleiro identificado com o clube, um centroavante artilheiro do campeonato e um zagueiro experiente.
Mas o que fez a diferença foi o encaixe tático. O time de hoje não tem o mesmo talento individual, mas tem algo que aquele time também tinha: um sistema que protege as deficiências e potencializa as virtudes.
Odair e um recorde incômodo
E há um dado extra campo que precisa ser destacado. Odair Hellmann pode ser o primeiro treinador desde 1983 (sim, 43 anos) a completar um ano inteiro no comando do Athletico.
Não um ano corrido qualquer, mas começar em 1º de janeiro e terminar em 31 de dezembro. Num clube que devora técnicos como ninguém, isso não é apenas uma curiosidade estatística.
É a prova de que o Athletico, enfim, encontrou estabilidade na bancada. E estabilidade, no futebol brasileiro, vale mais que dinheiro.

A grande questão para o segundo turno
A grande questão para o segundo turno é a profundidade. O elenco é curto e a janela de transferências não garantiu reposições de qualidade.
Outros times vão se reforçar; o Athletico precisa torcer para não perder peças-chave. Se Kevin Vargas chegar em agosto e somar, ótimo. Mas se o time continuar dependendo de improvisos no meio-campo e do brilho individual de Viveiros, o desgaste físico do calendário pode cobrar a conta.
A sustentabilidade dessa campanha depende diretamente de quanto o clube vai investir na janela.
O Athletico-PR de Odair Hellmann é o time mais bem treinado do Brasileirão que ninguém está comentando. Tem sistema definido, pressão coordenada, defesa sólida e um treinador que sabe extrair leite de pedra.
Se terminar o campeonato no G4, será mérito puro. Se cair, será falta de elenco, não falta de ideia.
O recado está dado: quem subestimar o Furacão neste Brasileirão vai tropeçar em Curitiba.
➡️Siga o Lance! no WhatsApp e acompanhe em tempo real as principais notícias do esporte

Futebol Nacional
Cruzeiro x Botafogo: onde assistir, horário e escalações do jogo pelo Brasileirão
Há 44 minutos
Futebol Nacional
Campeões da Libertadores utilizarão patches com anos dos títulos
Há 1 hora
Futebol Nacional
Cruzeiro x Botafogo tem arbitragem definida
Há 2 horas
São Paulo
São Paulo negocia com Ticketmaster; acordo divide opiniões
Há 3 horas
Futebol Nacional
Palmeiras e Flamengo 'invertem papéis', mas ampliam distância em Brasileirão equilibrado
Há 3 horas
Atlético Mineiro
Retornos: As opções de Domínguez para escalar o Atlético contra o Palmeiras
Há 3 horasMais LANCE!

Inspirado em finalistas da Copa, Corinthians de Diniz dobra aproveitamento e salta no Brasileirão

Danilo, do Botafogo, fecha primeiro turno do Brasileirão como destaque

Jogos de hoje: quem joga no futebol e onde assistir ao vivo – sábado (25/07/2026)

Por onde anda Anderson, meia ex-Grêmio e Internacional?

Vasco dá spoiler sobre novo patrocinador master nas redes

Segundo turno vem aí: quem vai ser rebaixado no Brasileirão? Vote

Astro do Milan, Rafael Leão treina no CT do Corinthians

Perto de anúncio de Zé Lucas, Cruzeiro publica foto de Pedrinho com presidente do Sport

Carregal e Silvio Almeida são exonerados do Conselho de Governança do Vasco

Arroyo volta a treinar com o grupo do Cruzeiro e manda recado

Corinthians recusa proposta do futebol espanhol por Gui Negão

Vasco reencontra o Mirassol com novo técnico, sem Coutinho e dúvida no ataque

