Brasil falha muito e sofre a primeira derrota na Copa do Mundo feminina
Seleção feminina de vôlei contou com dia inspirado da Holanda nesta segunda-feira

Sloetjes imparável e o Brasil inconstante na recepção, mal nas viradas de bola e tomando uma aula de defesa das adversárias. Com esse cenário, a Seleção Feminina de vôlei sofreu sua primeira derrota na Copa do Mundo, na madrugada desta segunda-feira, para a Holanda, por 3 sets a 0, parciais de 25-23, 25-21, 25-22, na cidade japonesa de Hamamatsu, pela terceira rodada da competição.
O time do técnico José Roberto Guimarães, que derrotou a Sérvia na estreia, por 3 a 2, e a Argentina, no domingo, por 3 a 0, voltará à quadra na próxima quarta-feira para enfrentar o Quênia, às 6h (horário de Brasília).
Zé Roberto escalou o Brasil com a mesma formação da estreia, com Macris, Lorenne, Fabiana, Bia, Gabi, Drussyla e Léia (líbero). Entraram: Roberta, Sheilla, Carol e Amanda.
A oposto holandesa Sloetjes foi a maior pontuadora do jogo, com 25 pontos. Anne Bujis foi outro destaque europeu, com 13 pontos. Pelo Brasil, Lorenne pontuou 13 vezes, Gabi e Drussyla, 12.
A Holanda dominou o jogo praticamente do começo ao fim, com raros lampejos brasileiros de reação, como no terceiro set, quando chegou a abrir quatro pontos de vantagem (14 a 10), mas não conseguiu segurar a boa frente por muito tempo.
A Holanda deu uma verdadeira aula de defesa. E, com Sloetjes e Buijs em dia inspirado no ataque, o Brasil não conseguiu se impor. Gabi, Drussyla e Lorenne alternaram bons e maus momentos, sentindo dificuldade em passar pelo bloqueio e pela defesa adversária. Léia não fez a diferença no fundo de quadra e errou passes nos momentos decisivos dos sets. E o bloqueio verde-amarelo, que tinha funcionado muito bem nos dois primeiros jogos, marcou apenas quatro pontos, todos no primeiro set, e depois passou em branco nas duas parciais seguintes.
Zé Roberto mexeu pouco no time, mas sem efeito. Chegou a colocar Carol no terceiro set, no lugar de Bia, para tentar melhorar o bloqueio, o que não aconteceu. O Brasil seguia sem conseguir encontrar as atacantes adversárias tanto no bloqueio quanto na defesa. Sheilla entrou bem nas inversões. Mas, ainda está muito longe da forma física ideal. Faltam potência e força nos ataques.
Macris e Roberta não fizeram uma boa partida. Foram imprecisas em vários momentos, falhando na altura da bola para as companheiras e também fazendo opções equivocadas na distribuição, sem jogar nas maiores distâncias, facilitando a marcação adversária. Em defesa delas, sofreram com o passe nem sempre ideal e com a irregularidade das atacantes de segurança, que erraram nos momentos decisivos.

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