Paquetá sofre com pressão, Danilo estabiliza defesa: análise da dupla do Flamengo na estreia na Copa
Dupla rubro-negra esteve em campo no empate pela primeira rodada do Mundial

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A estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, no empate por 1 a 1 com o Marrocos, deixou impressões bastante distintas sobre os dois jogadores do Flamengo que estiveram em campo. Lucas Paquetá e Danilo viveram roteiros opostos: enquanto o meia, titular, passou por momentos de enorme dificuldade antes de crescer na partida, o experiente defensor entrou no intervalo e rapidamente mudou a dinâmica do lado direito da defesa canarinha.
Paquetá sofre com pressão, Danilo estabiliza defesa: análise da dupla do Flamengo na estreia da Seleção na Copa
Se Alex Sandro e Léo Pereira permaneceram no banco, Paquetá e Danilo saíram do primeiro jogo na Copa do Mundo em lados praticamente opostos da avaliação técnica.
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Paquetá parece sentir o jogo e sofre com marcação marroquina
Mesmo já tendo disputado uma Copa do Mundo, a sensação transmitida por Lucas Paquetá foi a de um jogador que demorou a entrar no jogo. O principal problema apareceu justamente na região mais congestionada do campo. Cercado por uma marcação intensa do meio-campo marroquino, o camisa do Flamengo teve dificuldade para acelerar as ações e, principalmente, para proteger a posse de bola.
Não por acaso, o gol do Marrocos nasce justamente após um erro de passe do brasileiro, lance que mudou completamente o panorama do início da partida.
Em diversos momentos, a impressão era de que Paquetá estava sendo surpreendido pela velocidade da pressão adversária. O torcedor tinha a sensação de que o meia "estava dando mole" justamente na zona mais perigosa do gramado, onde qualquer erro custava caro.
A visão dos torcedores refletiu na mídias intercional, que não poupou as críticas. O jornal espanhol AS, por exemplo, classificou atuação de Paquetá de forma bem dura:
"Sua função era jogar entre as linhas e tocar para os lados, onde Vini e Raphinha aguardavam. Ele não fez nenhuma das duas coisas. Errático, displicente e, para completar, constantemente colocando seus próprios companheiros em perigo."
Crescimento antes da saída mostra outra versão do meia
Se o início foi ruim, seria injusto resumir a atuação apenas pelos erros. Ainda na reta final do primeiro tempo, Paquetá começou a encontrar espaços, mostrou mais personalidade e apresentou justamente a qualidade técnica que o credenciou como um dos homens de confiança de Carlo Ancelotti.
Nos acréscimos, deu um bonito chapéu sobre o marcador e, na sequência, quase marcou um golaço de voleio.
Além disso, defensivamente entregou números importantes:
- nove contribuições defensivas;
- quatro desarmes (um vencido);
- três cortes;
- uma interceptação;
- 10 duelos vencidos em 17 disputados.
No geral, a avaliação da partida de Paquetá pode ser resumida em duas partes: um começo que impactou diretamente o resultado da partida e um crescimento que indica que o problema esteve mais ligado ao contexto emocional e ao encaixe do jogo do que propriamente à falta de qualidade.
Danilo entra e dá exatamente o que o Brasil precisava
Se Paquetá viveu altos e baixos, Danilo foi praticamente o oposto. Cotado para começar como titular improvisado na lateral direita após o corte de Wesley, o jogador iniciou no banco, mas a atuação insegura de Ibañez obrigou Ancelotti a mudar ainda no intervalo.
Antes mesmo de a bola voltar a rolar, uma imagem chamou atenção: Danilo já organizava posicionamentos e conversava longamente com Bruno Guimarães, demonstrando uma liderança que vai muito além da braçadeira. Dentro de campo, resolveu rapidamente um problema que o Brasil apresentava desde os primeiros minutos.

Seguro defensivamente, não deu espaços para os atacantes marroquinos e venceu disputas importantes, além de participar da construção pelo lado direito, formando boa parceria com Luiz Henrique e relembrando seus tempos de lateral.
Os números podem não impressionar pelo volume, mas refletem eficiência.

A atuação também deixa um recado para Ancelotti
Mais do que os números, Danilo foi talvez o jogador mais lúcido ao analisar o desempenho brasileiro. Além disso, resumiu a diferença dos dois tempos.
"Acho que a ansiedade foi um fator importante no primeiro tempo, mas temos que rever isso. Numa competição como a Copa do Mundo, se a gente faz um tempo tão abaixo como foi o primeiro tempo, o preço é caro. No primeiro tempo tivemos um pouco de sorte de não sair perdendo. No segundo tempo conseguimos acalmar um pouco os ânimos e ocupar melhor os espaços do campo."
Pensando posição por posição, poucos jogadores deixaram a estreia tão valorizados quanto Danilo. Sua entrada estabilizou um setor que apresentava dificuldades claras.
Jogos da Seleção Brasileira na Copa de 2026
- 13/06 - Brasil 1x1 Marrocos - 19h
- 19/06 - Brasil x Haiti - 21h30
- 24/06 - Escócia x Brasil - 19h
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