Paquetá responde às críticas, Danilo se firma e Vini brilha em noite rubro-negra da Seleção
Dupla do Flamengo cresce, enquanto Vini Jr, cria do clube, revive parceria da base

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Se a estreia da Seleção Brasileira contra o Marrocos deixou dúvidas, a vitória sobre o Haiti apresentou um cenário bem diferente para os jogadores com ligação ao Flamengo disputando a Copa do Mundo. Lucas Paquetá foi o principal articulador do Brasil, Danilo consolidou a posição entre os titulares e Vini Jr, revelação e maior venda da história do clube, decidiu mais uma vez. O trio esteve diretamente envolvido nos melhores momentos da equipe de Ancelotti e ainda proporcionou uma cena que remeteu aos tempos de Ninho do Urubu: a comemoração entre Vini e Paquetá após um gol com a assinatura dos velhos parceiros da base rubro-negra.
Paquetá responde críticas e assume a criação na Seleção
Poucos jogadores chegaram para a partida contra o Haiti tão pressionados quanto Lucas Paquetá. Contra o Marrocos, o meia esteve diretamente envolvido no lance que originou o gol adversário e recebeu críticas pesadas. O jornal espanhol "AS", por exemplo, afirmou que o jogador foi "errático" e "displicente" na estreia. Além disso, havia uma expectativa de que pudesse até perder a vaga entre os titulares. Ancelotti, porém, manteve a confiança. E a resposta veio dentro de campo.
Se diante dos marroquinos a ansiedade pareceu atrapalhar suas decisões, contra o Haiti o meia mostrou exatamente por que segue sendo um dos pilares do meio-campo brasileiro. Em uma Seleção que não conta com Neymar, Paquetá é o jogador mais próximo de exercer a função clássica de um camisa 10: organizar o jogo, acelerar a circulação da bola e encontrar espaços para os atacantes.
Foi dele a assistência perfeita para o gol de Vinir Jr, em uma assistência magistral. Também saiu de seus pés um lançamento que deixou Raphinha cara a cara com o goleiro. Em outro momento importante, recuperou a posse no campo ofensivo e participou diretamente da jogada que terminou no gol de Matheus Cunha.
Os números ajudam a explicar sua influência:
- 1 assistência
- 1 grande chance criada
- 2 passes decisivos
- 45 passes certos em 48 tentativas (94%)
- 3 interceptações
- 9 recuperações de bola

Além dos números, chamou atenção a forma como Paquetá participou da construção ofensiva da equipe. É verdade que o excesso de confiança ainda aparece em alguns momentos, principalmente quando demora a soltar a bola. Mas, desta vez, o saldo foi positivo. Após a partida, o próprio jogador admitiu que a estreia, contra Marrocos, foi afetada pela ansiedade.
— Como eu tinha dito, é o primeiro jogo, um jogo um pouco ansioso da nossa parte, estreia, normal. E a gente soube reconhecer isso, colocar hoje um pouco mais de foco na qualidade, não só na vontade e na energia, e fizemos um grande jogo desde o início, no meu ver. É claro que é um jogo de Copa do Mundo, nunca vai ser fácil, mas a gente conseguiu construir o resultado e estou muito feliz pela vitória — disse Paquetá, jogador do Flamengo e da Seleção Brasileira.
Paquetá também destacou o entendimento com Bruno Guimarães, outro destaque do setor, que também começou no time titular.
— Eu e o Bruno nos conhecemos bastante desde a época de Lyon, a gente tem um entrosamento muito bom, se entende muito bem dentro de campo. Então eu fico feliz de estar podendo ajudar ele também dentro de campo e acho que a gente tem que seguir crescendo e evoluindo.
Da Gávea para a Copa: Paquetá e Vini voltam a bailar juntos
Se o passe para Vini Jr já seria suficiente para avalizar a boa a atuação de Paquetá, a comemoração tornou o momento ainda mais simbólico. Após o gol, os dois celebraram juntos e repetiram uma cena que os flamenguistas conhecem muito bem: a tradicional dancinha.
A parceria entre eles nasceu nas categorias de base do Flamengo e atravessou os anos. Agora, ganhou um novo capítulo no principal palco do futebol mundial. Questionado sobre a comemoração, Paquetá explicou que o gesto surge naturalmente.
— É uma coisa natural. É a celebração do gol, da nossa alegria de estar vestindo essa camisa, de estar podendo marcar. Eles hoje fizeram gols, dançaram, eu tô sempre ali para comemorar também. Então acho que é a celebração, a felicidade de estar vestindo a camisa da seleção numa Copa do Mundo e estar podendo vencer.
A cena certamente agradou à mãe do jogador, Cris Tollentino, que recentemente falou ao Lance! sobre o assunto.
— Eu apoio total. Aquilo extravasa alegria, mostra o quanto ele está feliz em campo. É uma forma que ele tem de comemorar. Eu sempre apoiei a dança mesmo. Falava para ele: "Ó, tem que ter gol, tem que ter dancinha".
Ela também destacou a amizade construída entre os dois desde os tempos de Flamengo, também fora das quatro linhas.
— Nossa, acompanhei muito o Vini. Eles têm uma afinidade enorme, são amigos de longa data. Eu fico muito orgulhosa de ver onde o Vini chegou, assim como a Fernanda, mãe dele. Fico muito feliz em vê-lo brilhando, é grandioso. Gostaria que muitos outros brilhassem como eles brilharam.
Danilo confirma que merece ser titular com a Amarelinha
Danilo deu sequência ao que já havia mostrado contra o Marrocos. Na estreia, o defensor começou no banco, mas entrou no intervalo após uma atuação bastante abaixo de Ibañez. Sua entrada mudou o comportamento defensivo da Seleção e aumentou a pressão para uma mudança na equipe titular. Ela veio. Contra o Haiti, ele começou jogando e correspondeu.
O lado direito da defesa brasileira ganhou mais equilíbrio e segurança. É verdade que o nível técnico do Haiti é inferior ao do Marrocos, mas a Copa do Mundo não costuma oferecer jogos simples, especialmente para equipes que carregam o peso do favoritismo.
Experiente e acostumado a atuar como lateral ao longo da carreira, com a característica mais construtora, Danilo mostrou mais confortável ocupando espaços pelo setor do campo do que seu concorrente direto. Um dos lances mais importantes da sua atuação aconteceu quando evitou um gol praticamente em cima da linha após uma grande defesa de Alisson.
A partida, porém, não foi perfeita. Em um momento, recuou uma bola perigosa para o goleiro Alisson, que precisou se virar para evitar um enorme susto. Além disso, no segundo tempo, os haitianos criaram oportunidades pelo seu lado. Ainda assim, o saldo foi amplamente positivo. Danilo transmite liderança, organização e leitura de jogo. Características que ficaram evidentes desde sua entrada contra o Marrocos e que voltaram a aparecer diante do Haiti.
Após dois jogos, a sensação é clara: na disputa posição por posição, talvez seja o jogador que mais saiu fortalecido dentro do elenco brasileiro.

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Próximo jogo da Seleção Brasileira
Com quatro pontos em dois jogos, o Brasil volta a campo no dia 24 de junho, quando encara a Escócia pela terceira e última rodada da fase de grupos.
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