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Martinelli aceita mudar de lado para ser titular: 'Se ele pedir'

Atacante também projeto partida decisiva contra a Escócia nesta quarta-feira (24)

PorMárcio Iannacca•Enviado especial
22/06/2026 16:17
•Atualizado em 24/06/2026 12:40
Gabriel Martinelli em coletiva da Seleção Brasileira antes da partida contra a Escócia (Foto: Reprodução/CBF TV)
Gabriel Martinelli em coletiva da Seleção Brasileira antes da partida contra a Escócia (Foto: Reprodução/CBF TV)

MORRISTOWN, NJ (EUA) - A ausência de Raphinha, com uma lesão na parte posterior da coxa, abriu espaço para alternativas no ataque da Seleção Brasileira para o duelo contra a Escócia, na próxima quarta-feira (24), em Miami. Entre os candidatos a assumir uma vaga no setor ofensivo está Gabriel Martinelli, que deixou claro nesta segunda-feira (22), em entrevista no hotel da Seleção, nos Estados Unidos, que está pronto para atuar onde Carlo Ancelotti precisar.

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Embora tenha preferência pelo lado esquerdo do ataque, posição em que se destacou ao longo da carreira, o atacante do Arsenal garantiu não ver problemas em atuar pela direita, função que já desempenhou diversas vezes no futebol inglês.

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— A gente fica triste pelo que aconteceu com o Rafa. Tem muito jogador de qualidade. Prefiro jogar na esquerda, mas fiz muito no Arsenal atuar pelo lado direito. Fiz isso contra a França no amistoso aqui nos Estados Unidos. A decisão é do Mister (Ancelotti) — avaliou.

Martinelli explicou que a adaptação depende muito das características da equipe e dos companheiros que atuam ao seu redor.

— É muito diferente. Cada time tem um jeito de jogar. Quando jogo na direita no Arsenal é diferente de jogar aqui. Depende de quem vai jogar ao meu lado, da formação que vamos jogar. Depende da formação e de quem está jogando ao meu lado.

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O atacante também recordou o período em que assumiu a função no Arsenal durante a ausência de Bukayo Saka e reforçou sua disposição para ajudar a Seleção.

— Eu disse que prefiro a esquerda, mas joguei muito pelo lado direito. O Saka machucou, e eu joguei por ali. Se ele pedir, é claro que eu jogo.

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Gabriel Martinelli na partida entre Brasil e Haiti
Gabriel Martinelli na partida entre Brasil e Haiti (Foto: JEWEL SAMAD / AFP)

Outro tema abordado pelo jogador foi o nível de intensidade da atual Copa do Mundo. Acostumado ao ritmo acelerado da Premier League, Martinelli avaliou que as condições climáticas dos Estados Unidos têm impactado diretamente o desempenho das equipes.

— A Premier League é muito intensa. Mas, pelo clima aqui, está muito calor. O jogador não consegue imprimir o mesmo ritmo da liga em que joga. Por outras ocasiões, não está acostumado a jogar com outros jogadores. A Premier é mais intensa do que a Copa, até pelo calor que está fazendo. Está sendo uma Copa bonita, com jogos de qualidade e alta intensidade.

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Martinelli também falou sobre Neymar, que vem acelerando sua recuperação e participou normalmente das atividades da Seleção nos últimos dias. Segundo o atacante, o camisa 10 demonstra estar totalmente comprometido com o objetivo de voltar ao mais alto nível.

— Ele está num nível alto. Fizemos o treinamento e a gente vê a qualidade dele. Todos sabem da qualidade dele. A intensidade com que ele voltou mostra que está querendo muito. E ter um jogador disponível como ele é ótimo — disse o jogador.

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Mais do que elogiar o companheiro, Martinelli deixou claro que está disposto a fazer o trabalho sem bola necessário para potencializar os principais talentos da equipe.

— Correria 20, 30 por cento a mais para potencializar o Neymar ou o Vini. Ou quem quer que seja. Tento me doar ao máximo. Se precisar defender com o lateral, eu farei. Todos estão se doando bastante. Queremos ganhar a Copa do Mundo. Correria 10, 20, 30, 40 a mais, sim.

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Outros temas da coletiva de Gabriel Martinelli na Seleção

Permanecer em Nova Jersey após a fase de grupos

— A gente quer ir lá em Miami ganhar o jogo para nos classificarmos em primeiro e continuar aqui no hotel. Com todas as facilidades que temos aqui, é muito melhor. Se formos segundos, vamos ter que ir ao México. Nossa mentalidade é ganhar o jogo para seguir com todas as facilidades que temos aqui. Temos muita coisa para fazer aqui juntos, e nossa intenção é essa.

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Objetivo de terminar em primeiro lugar

— Desde o princípio, o nosso objetivo era classificar em primeiro. Prefiro não saber de nenhuma informação e focar no nosso, que as coisas vão correr bem. O objetivo é classificar em primeiro.

Diferenças entre Ancelotti e Arteta

— São bem diferentes. O estilo dos dois é diferente. Tenho que mudar a chavinha quando chego aqui. São dois grandes treinadores. Fico feliz e honrado de trabalhar com eles.

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Possível parceria com Vinicius Jr

— Todo jogador do mundo vai ficar feliz de jogar ao lado do Vini. E ter a oportunidade de jogar com tantos grandes jogadores. Gostamos de nos movimentar ali na frente, fazer tabelas e jogar. Preciso manter a cabeça tranquila e, se eu tiver uma oportunidade, estar preparado. Copa do Mundo é tiro curto. São poucos jogos. Você pode não jogar nos primeiros jogos, mas, por lesão ou cartão, ter a oportunidade de jogar um mata-mata e fazer o gol da classificação.

Gabriel Martinelli na partida entre Brasil e Haiti
Gabriel Martinelli na partida entre Brasil e Haiti (Foto: JEWEL SAMAD / AFP)

Ambiente interno da Seleção

— Muito importante. A gente aqui está sempre brincando, jogando cartas, videogame. O pessoal está sempre junto, brincando, zoando um ao outro. Isso torna o ambiente bem leve. Já foram muitos dias e teremos mais um mês, se Deus quiser, até a final. Temos que continuar para o tempo passar. Se todos estiverem bem fora de campo, tudo vai dar certo.

Preparação para enfrentar grandes adversários

— Primeiro, temos que focar no nosso jogo, no nosso plano de jogo. No que a gente tem que fazer. Você acaba adaptando com os jogadores da outra equipe, acaba adaptando um pouco.

Experiência em partidas decisivas

— Todo mundo no grupo está acostumado com jogos grandes. Todos jogam em grandes ligas, em grandes clubes. Como citei antes, o nosso objetivo principal é classificar em primeiro. Quando você vai para um jogo grande, se prepara um pouco melhor. Temos que nos focar em classificar em primeiro e depois pensar no adversário.

Aniversário durante a Copa

— Sabemos da importância da Copa para o Brasil. Estou feliz e honrado de estar aqui, passar o meu aniversário aqui e espero que eu esteja aqui no dia 19 de julho para comemorar.

Disputa por uma vaga no time titular

— Isso eu deixo para ele. Opção do Mister e da comissão. O que eu posso fazer quando estou com o Arsenal é ajudar, fazer o melhor e ter boas atuações. Aqui, no dia a dia dos treinos, preciso mostrar que estou preparado.

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