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Magic Paula cobra maior engajamento da nova geração do basquete feminino

Seleção brasileira está fora do Mundial pela terceira edição consecutiva

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Beatriz Pinheiro
São Paulo (SP)
Dia 23/04/2026
10:00
Magic Paula, campeã mundial com a seleção feminina de basquete
imagem cameraMagic Paula, campeã mundial com a seleção feminina de basquete (Foto: Divulgação/ CBC)

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Campeã mundial e vice-campeã olímpica, Magic Paula fez uma análise contundente sobre o atual momento do basquete feminino brasileiro. A ex-armadora vê dificuldade na construção de uma identidade com o público, e acredita que a nova geração precisa ser mais participativa na busca por melhores condições.

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Sob o comando da norte-americana Pokey Chatman, que assumiu a seleção no final de 2024, o Brasil não conseguiu emplacar uma campanha sólida no Pré-Mundial, em março deste ano. Dentro de quadra, as principais referências do time eram Damiris Dantas e Kamilla Cardoso, que atuam na WNBA.

Apesar de reconhecer a necessidade das atletas buscarem as melhores oportunidades do mercado fora do país, Paula sinaliza que essa distância dificulta a criação de uma identidade sólida da seleção. Longe dos olhos da maioria dos brasileiros, as atuais referências do basquete feminino não encontram tanta sinergia no país, como o que aconteceu na geração campeã mundial.

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— Onde está Kamilla, onde está Damiris? Fora do Brasil. A gente não saía daqui, a gente criava uma raiz. Elas não, por força de uma necessidade de se sustentar e sobreviver, elas precisaram sair, então não se cria uma identidade. Não é todo mundo que vê, não se cria isso - disse, durante participação no CBC & Clubes EXPO, em Campinas.

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Magic Paula foi uma das lideranças da geração de ouro do basquete feminino brasileiro (Foto: Reprodução)
Magic Paula foi uma das lideranças da geração de ouro do basquete feminino brasileiro (Foto: Reprodução)

Liderança dentro e fora de quadra

Magic Paula também resgata o comportamento de sua geração, que, segundo ela, tinha participação ativa nas decisões e reivindicações da modalidade. A comparação evidencia uma mudança de postura que, para a ex-atleta, impacta diretamente o cenário atual.

— Não dá só pra falar que tá errado, não classificar pro Mundial, ir embora e deixar aqui como está. Precisa brigar, "quero o melhor técnico, quero a melhor estrutura, quero me preparar melhor pras competições", isso a gente fazia. A gente brigava até se convocasse um treinador que a gente não queria. Falta essa consciência de que não pode virar as costas, ir embora, e deixar o que está acontecendo aqui pra trás. Elas são responsáveis sim para estar aqui, de alguma forma, incentivando essa nova geração - declarou.

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