Lenda do skate, Bob Burnquist exalta reformulação do X-Games: 'É preciso progredir'

Carioca de 49 anos, recordista de pódios no torneio, é 'General Manager' do time São Paulo

PorAndressa SimõesRio de Janeiro (RJ)
10/06/2026 20:36

Supervisionado porThiago Fernandes,
Bob Burnquist no Web Summit Rio (Foto: Andressa Simões/Lance!)
Bob Burnquist no Web Summit Rio (Foto: Andressa Simões/Lance!)

O skatista Bob Burnquist é recordista de medalhas no X-Games, principal competição de esportes radicais, com trinta pódios somados. Aos 49 anos, o veterano, agora, foca na reformulação do torneio, que passa a ser chamado de X-Games League, contando com equipes e etapas organizadas ao longo do ano. O brasileiro é General Manager do time de São Paulo. Além deste, há o X-Games Club de Los Angeles, o de Nova York e o de Tóquio. Em entrevista ao Lance!, no Web Summit Rio, a lenda do skate mundial detalhou o formato da competição e exaltou a 'evolução' do esporte.

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Anteriormente, o tradicional X-Games era realizado com etapas pontuais e premiação individual. Agora, os competidores estão divididos entre quatro times pelo sistema de draft, a fim de equilibrar a disputa. As pontuações e as medalhas continuam sendo individuais, mas as notas, ao final das três etapas, contam para a definição da equipe campeã da temporada. Para Bob, essa organização é uma forma de modernizar o campeonato, que, por enquanto, conta com skate park, vertical, street e bike BMX.

— Como tudo na vida, é preciso progredir e evoluir, e as competições também. O X-Games League traz uma nova narrativa, que não se conecta com as Olimpíadas; é independente.

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Cada equipe é formada por 10 atletas: cinco homens e cinco mulheres. No time de Bob - São Paulo -, os principais destaques são o brasileiro Gui Khury e a britânica Sky Brown. Gabi Mazetto foi escolhida como a capitã do time. Ela é a única mãe em ação no circuito mundial de skate. Veja o X-Game Club São Paulo completo, draftado por Bob:

Skate park e vertical

    1.
  1. Gui Khury
  2. 2.
  3. Sky Brown
  4. 3.
  5. Luigi Cini
  6. 4.
  7. Raicca Ventura

Skate street

    1.
  1. Giovanni Vianna
  2. 2.
  3. Ibuki Matsumoto

Bike BMX

    1.
  1. Queen Saray
  2. 2.
  3. Ryan Williams
  4. 3.
  5. Garrett Reynolds

O X-Games League tem três etapas previstas para este ano. No final de junho, acontece a de Sacramento (EUA). Depois, o torneio desembarca em Chiba (Japão). E o terceiro compromisso programado é em New Orleans, novamente nos Estados Unidos. As três datas acontecerão dentro de cerca de um mês e meio, tempo que durará a inédita temporada de 2026.

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Gui Khury foi draftado por Bob Burnquist no X-Games League (Foto: Divulgação)
Gui Khury foi draftado por Bob Burnquist no X-Games League (Foto: Divulgação)

Rayssa Leal ficou fora do primeiro draft

Em recuperação de uma contusão no fêmur, Rayssa Leal não voltou à ação a tempo do cadastro para o primeiro draft, realizado no início de maio. No entanto, isso não impede a única tetracampeã do Super Crown de entrar na competição nas próximas temporadas.

— Obviamente, no ano que vem, o primeiro ano completo da liga, muita gente vai entender como funciona. Talvez vire uma prioridade de competição para os skatistas, e muitos venham a querer participar e se cadastrar no draft. Mas, especificamente sobre a questão da Rayssa, a lesão é muito difícil de se calcular, e acabou não dando tempo de ela participar neste ano.

Rayssa Leal disputa a final do Mundial de Skate em São Paulo
Rayssa Leal disputa a final do Mundial de Skate em São Paulo (Foto: Julio Detefon/ STU)

Surf no X-Games League?

No primeiro draft da X-Games League, skate park, vertical, street e bike BMX foram incluídos na competição. Mas, para Bob, a ideia é aumentar cada vez mais o cardápio de modalidades. O veterano participou de um painel no Web Summit Rio ao lado de Lucas Fink, pentacampeão mundial de skimboard, e falou ao Lance! sobre a possibilidade do surf entrar na liga.

— O bacana do X-Games League é que é muito fluido. É uma identidade nova e uma narrativa diferente. A gente pode evoluir e mudar o formato. Talvez até a megarrampa de skate volte para o X-Games, e a moto, que não está incluída neste ano. Além do surf, quem sabe. Estamos fazendo um teste para ver como as pessoas respondem, e aí vamos pensar em novas modalidades.

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