Lenda do skate, Bob Burnquist exalta reformulação do X-Games: 'É preciso progredir'
Carioca de 49 anos, recordista de pódios no torneio, é 'General Manager' do time São Paulo

O skatista Bob Burnquist é recordista de medalhas no X-Games, principal competição de esportes radicais, com trinta pódios somados. Aos 49 anos, o veterano, agora, foca na reformulação do torneio, que passa a ser chamado de X-Games League, contando com equipes e etapas organizadas ao longo do ano. O brasileiro é General Manager do time de São Paulo. Além deste, há o X-Games Club de Los Angeles, o de Nova York e o de Tóquio. Em entrevista ao Lance!, no Web Summit Rio, a lenda do skate mundial detalhou o formato da competição e exaltou a 'evolução' do esporte.
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Anteriormente, o tradicional X-Games era realizado com etapas pontuais e premiação individual. Agora, os competidores estão divididos entre quatro times pelo sistema de draft, a fim de equilibrar a disputa. As pontuações e as medalhas continuam sendo individuais, mas as notas, ao final das três etapas, contam para a definição da equipe campeã da temporada. Para Bob, essa organização é uma forma de modernizar o campeonato, que, por enquanto, conta com skate park, vertical, street e bike BMX.
— Como tudo na vida, é preciso progredir e evoluir, e as competições também. O X-Games League traz uma nova narrativa, que não se conecta com as Olimpíadas; é independente.
Cada equipe é formada por 10 atletas: cinco homens e cinco mulheres. No time de Bob - São Paulo -, os principais destaques são o brasileiro Gui Khury e a britânica Sky Brown. Gabi Mazetto foi escolhida como a capitã do time. Ela é a única mãe em ação no circuito mundial de skate. Veja o X-Game Club São Paulo completo, draftado por Bob:
Skate park e vertical
- Gui Khury
- Sky Brown
- Luigi Cini
- Raicca Ventura
Skate street
- Giovanni Vianna
- Ibuki Matsumoto
Bike BMX
- Queen Saray
- Ryan Williams
- Garrett Reynolds
O X-Games League tem três etapas previstas para este ano. No final de junho, acontece a de Sacramento (EUA). Depois, o torneio desembarca em Chiba (Japão). E o terceiro compromisso programado é em New Orleans, novamente nos Estados Unidos. As três datas acontecerão dentro de cerca de um mês e meio, tempo que durará a inédita temporada de 2026.

Rayssa Leal ficou fora do primeiro draft
Em recuperação de uma contusão no fêmur, Rayssa Leal não voltou à ação a tempo do cadastro para o primeiro draft, realizado no início de maio. No entanto, isso não impede a única tetracampeã do Super Crown de entrar na competição nas próximas temporadas.
— Obviamente, no ano que vem, o primeiro ano completo da liga, muita gente vai entender como funciona. Talvez vire uma prioridade de competição para os skatistas, e muitos venham a querer participar e se cadastrar no draft. Mas, especificamente sobre a questão da Rayssa, a lesão é muito difícil de se calcular, e acabou não dando tempo de ela participar neste ano.

Surf no X-Games League?
No primeiro draft da X-Games League, skate park, vertical, street e bike BMX foram incluídos na competição. Mas, para Bob, a ideia é aumentar cada vez mais o cardápio de modalidades. O veterano participou de um painel no Web Summit Rio ao lado de Lucas Fink, pentacampeão mundial de skimboard, e falou ao Lance! sobre a possibilidade do surf entrar na liga.
— O bacana do X-Games League é que é muito fluido. É uma identidade nova e uma narrativa diferente. A gente pode evoluir e mudar o formato. Talvez até a megarrampa de skate volte para o X-Games, e a moto, que não está incluída neste ano. Além do surf, quem sabe. Estamos fazendo um teste para ver como as pessoas respondem, e aí vamos pensar em novas modalidades.
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