A fênix das ondas: como a lesão reconstruiu o atual Medina líder mundial
O brasileiro reassumiu a liderança do ranking mundial pela primeira vez desde 2022

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O topo do mundo volta a ter um dono familiar. Neste domingo (26), após o encerramento da etapa de Margaret River, na Austrália, Gabriel Medina reassumiu a liderança do ranking da World Surf League (WSL). O feito, contudo, vai além dos 13.885 pontos acumulados: marca o renascimento técnico de um atleta que precisou de uma "pausa forçada". Entre a medalha em Paris 2024 e o retorno triunfal em 2026, Medina provou que o hiato, antes visto como obstáculo, tornou-se a base de sua nova fase.
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Do "ano sabático" forçado à redenção
Seu caminho após as Olimpíadas foi interrompido no início de 2025. Uma grave lesão no tendão do peitoral esquerdo, sofrida durante um treino em Maresias, impôs ao tricampeão mundial um exílio das competições. O que poderia ser o início do declínio para um surfista de 32 anos transformou-se em uma "pausa estratégica".
Beneficiado pelo wildcard (convite) de lesão da WSL, Medina retornou ao circuito em 2026 com um surfe mais maduro e menos dependente apenas do esforço físico extremo. A consistência na "perna australiana" — com semifinal em Bells Beach e a final em Margaret River — é o segundo melhor início de temporada de sua vida, atrás apenas do ano de seu primeiro título mundial, em 2014.
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Domínio absoluto: o Brasil no Top 5
O ranking masculino da WSL reflete uma hegemonia brasileira poucas vezes vista. Dos cinco melhores surfistas do mundo na atualidade, quatro representam o Brasil:
- 1º Gabriel Medina (13.885 pts)
- 2º George Pittar (13.320 pts)
- 3º Miguel Pupo (13.320 pts)
- 4º Yago Dora (12.545 pts)
- 5º Samuel Pupo (10.830 pts)
Além do quinteto, o campeão olímpico Italo Ferreira aparece na 7ª posição, colocando cinco brasileiros entre os dez melhores do planeta neste início de ciclo.
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Próxima parada: Gold Coast
O circuito da WSL permanece em águas australianas para a etapa de Gold Coast. O local é solo sagrado para os brasileiros, que já ergueram o troféu por lá com Filipe Toledo, Italo Ferreira e o próprio Medina.
O primeiro chamado para a competição ocorre nesta quinta-feira (30), com janela aberta até 10 de maio. Para Medina, o objetivo em Gold Coast é mais do que pontos: é validar que o líder que voltou da lesão não busca apenas vitórias isoladas, mas o tetracampeonato mundial para selar de vez seu lugar no panteão dos maiores da história.
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