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Quem será a 'herdeira' de Rafaela Silva? Judô feminino vive disputa no peso leve

Campeã olímpica subiu de peso e deixou caminho aberto para novos nomes

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Beatriz Pinheiro
São Paulo (SP)
Dia 26/04/2026
08:00
Atualizado há 3 minutos
Shirlen Nascimento conquistou o bronze no Mundial de Judô 2025
imagem cameraShirlen Nascimento conquistou o bronze no Mundial de Judô 2025 (Foto: IJF)

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Quando Rafaela Silva subiu de peso, após os Jogos de Paris, não mudou apenas a própria trajetória, mas abriu caminho para uma disputa que promete movimentar o judô feminino brasileiro no ciclo até Los Angeles. Sem a campeã olímpica, nomes como Shirlen Nascimento, Jessica Lima e Sarah Souza ganham força na categoria até 57kg.

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A primeira na "linha de sucessão" é Shirlen Nascimento, de 26 anos. No ano passado, a paranaense mostrou suas credenciais ao conquistar a medalha de bronze em seu primeiro Mundial de Judô. Na ocasião, contou com a ajuda da própria Rafaela, que a acompanhou em treinamentos e deu dicas preciosas sobre as principais adversárias. A parceria entre as duas já vinha desde os Jogos Olímpicos de Paris, quando Shirlen atuou como sparring de Rafaela.

Desde então, Shirlen voltou ao pódio com novos bronzes no Grand Prix de Lima e de Guadalajara, além do bicampeonato do Pan-Americano de Judô, há uma semana. O título veio no golden score, após disputa acirrada com a compatriota Sarah Souza. Atualmente, Shirlen aparece em quinto lugar no ranking mundial.

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A disputa entre Shirlen e Sarah no Pan-Americano não foi novidade, já que as duas vêm medindo forças desde 2024. Em 2025, Sarah conquistou o ouro no Aberto Pan-Americano do Rio, além da prata no Aberto Pan-Americano de Lima. Nesta temporada, a judoca de 26 anos ainda faturou o Aberto Europeu de Ljubljana, e vem galgando posições no ranking.

Mais experiente do trio, Jessica Lima também disputa seu espaço na categoria. Nesta temporada, a atual número 21 do mundo conquistou o bronze no Grand Slam de Tashkent, no duelo brasileiro contra Bianca Reis, além do quinto lugar no Grand Prix da Áustria.

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Sarah Souza disputou o título do Pan-Americano de Judô em final brasileira
Sarah Souza disputou o título do Pan-Americano de Judô em final brasileira (Foto: Grasiela Gonzaga/Ruasmidia/CBJ)

🥋 Judô feminino brasileiro em Mundiais e Jogos Olímpicos (peso leve)

AnoCompetiçãoSedeAtletaMedalha

1995

Mundial Sênior

Tóquio (JPN)

Danielle Zangrando

Bronze

2008

Jogos Olímpicos

Pequim (CHN)

Ketleyn Quadros

Bronze

2011

Mundial Sênior

Paris (FRA)

Rafaela Silva

Prata

2013

Mundial Sênior

Rio de Janeiro (BRA)

Rafaela Silva

Ouro

2016

Jogos Olímpicos

Rio de Janeiro (BRA)

Rafaela Silva

Ouro

2019

Mundial Sênior

Tóquio (JPN)

Rafaela Silva

Bronze

2022

Mundial Sênior

Tashkent (UZB)

Rafaela Silva

Ouro

2025

Mundial Sênior

Budapeste (HUN)

Shirlen Nascimento

Bronze

Rafaela Silva e Ketleyn Quadros com a medalha de bronze por equipes do judô nos Jogos de Paris 2024
Rafaela Silva e Ketleyn Quadros protagonizaram disputa interna na seleção brasileira (Foto: Reprodução/ Instagram)

Disputa acirrada fortalece o judô

Primeira mulher brasileira a conquistar uma medalha olímpica em esportes individuais, Ketleyn Quadros sabe muito bem o que é viver a concorrência interna no judô. Nos Jogos de Pequim 2008, ela levou o bronze na categoria até 57kg e, nos ciclos olímpicos seguintes, disputou vagas justamente com Rafaela Silva, que vinha se consolidando no peso leve.

— Quando a Rafa entrou na categoria 57kg, eu já era medalhista olímpica e ela me ajudou, inclusive, viajou pra me ajudar nos Jogos Olímpicos de Pequim. Isso arrasta, a pessoa entra na categoria sabendo que tem uma missão grande pela frente, e não à toa ela foi campeã olímpica e bicampeã mundial - disse, em entrevista ao Lance!.

Ketleyn eventualmente mudou para a categoria até 70kg e, anos mais tarde, pôde finalmente consolidar a parceria com Rafaela e conquistar uma medalha olímpica ao lado da antiga concorrente. Nos Jogos de Paris 2024, as duas integraram o time que faturou o bronze por equipes mistas.

— A gente treina juntos, a gente se espelha em nossos próprios ídolos. No judô a gente treina homem, mulher, todo mundo junto, vivendo o sonho um do outro, o que nos torna uma família gigante. Isso mostra a potência que o judô sempre foi, hoje a gente tá passando por esse processo de transição (de gerações), e essa concorrência é sinal de caminho certo - finalizou.

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