'Voltei a ser feliz': Willian Lima relata sofrimento na lesão, perda de 20kg e retorno ao judô
Vice-campeão olímpico competiu em Paris com tendão do ombro rompido

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Willian Lima mal cabia em si após conquistar a vaga na seleção brasileira para disputar o Pan-Americano de Judô. A euforia não era simplesmente pela vitória na seletiva nacional, mas uma reação a um processo de luta com o próprio físico e mental para retornar aos tatames. Após mais de um ano e meio de recuperação e 20kg mais magro, o medalhista olímpico finalmente retoma o caminho para figurar entre os melhores do mundo.
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O judoca de 26 anos viveu um período desafiador desde que conquistou a prata nos Jogos de Paris 2024, algo que ele definiu como "agressão mental". Sofrendo com o rompimento do tendão do ombro esquerdo desde 2023, ele decidiu competir nas Olimpíadas "no sacrifício" mas, logo em seguida, precisou passar por cirurgia e se afastar do esporte.
De líder do ranking da categoria meio-leve (-66kg), Willian passou a ser apenas um espectador do judô, sem poder sequer treinar por seis meses. Em junho de 2025, sentiu a dor de ver o japonês Takeshi Takeoka, que já havia superado na categoria júnior, anos antes, conquistar o ouro no Mundial.
— A lesão é uma agressão mental muito grande. Ficava assistindo as competições de casa, quase chorando. Eu amo estar em cima do tatame, então pra mim, ficar afastado foi muito doloroso, e voltar foi uma felicidade imensa. A primeira competição que eu fiz, nem consegui lutar, de tão eufórico - contou.
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Luta contra a balança
Um dos principais desafios no retorno de Willian foi retomar o peso ideal. Ao longo de nove meses parado, o atleta ganhou 20kg. Nas redes sociais, o atleta compartilhava a rotina intensa de treinamento físico para, gradualmente, se adequar à sua categoria. Em suas primeiras competições pós-lesão, o judoca lutou no peso leve (-73kg), enfrentando atletas maiores e mais pesados.
— Se eu perdesse tudo de uma vez, aumentaria o risco de lesão e eu não queria ficar fora de novo mais um tempo, então fui respeitando o processo. Teve um momento que o peso estabilizou e eu achei que não ia descer mais, mas com meu preparador e nutricionista, e deu tudo certo - contou.
Se o processo trouxe desafios, o tempo longe do tatame também trouxe a Willian mais tempo com a família, redescoberta de hobbies e, mais importante, o reencontro consigo mesmo.
— Eu me perdi por um tempo, mas agora voltei a ser quem eu sou. Passar por esse aperto me fez reencontrar a minha pessoa, a pessoa que tem vontade de ganhar tudo, mas que ama e é carinhoso. Passei por vários momentos difíceis, mas voltei a ser feliz em cima do tatame - finalizou.
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