Charles do Bronx considera disputar 'nova' modalidade no UFC
Brasileiro pretende competir no UFC BJJ após encerrar carreira no MMA

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Não é mistério para nenhum fã do mundo das lutas que Charles do Bronx é mestre na arte da luta agarrada. Faixa-preta de jiu-jitsu, o brasileiro usa sua experiência para emendar vitórias importantes no UFC. A aposentadoria do MMA ainda vai demorar para chegar, mas o desejo de seguir na ativa depois pode levar o atual campeão BMF (lutador mais durão) para uma "nova" modalidade.
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Em entrevista ao portal "Combate", Do Bronx destacou que pensa, sim, em voltar a competir apenas no jiu-jitsu após o fim de seu atual contrato com o UFC. Ainda há oito lutas a serem feitas, e Charles deve encerrar a trajetória no MMA aos 40 anos. Apesar disso, analisou uma possível "transferência" para o UFC BJJ.
— Eu sou apaixonado pelo jiu-jítsu. Eu queria muito lutar em competições de jiu-jítsu, mas o UFC me segura um pouco. Já tentei lutar lá [no UFC BJJ], já tentei lutar no ADCC… Acho que isso eu vou conseguir fazer mais para frente, depois da minha aposentadoria do MMA — disse Oliveira.
Charles Oliveira tem seu nome gravado no livro dos recordes do UFC. O peso-leve (até 70,3 kg) é o lutador com mais vitórias por finalização na história da organização, com 17. A expectativa é que esse número aumente no futuro próximo. Enquanto isso, ele aguarda a disputa entre o campeão linear e o interino, Ilia Topuria e Justin Gaethje, no UFC Casa Branca.
— Acho que vai ser uma grande luta, mas acho que o Topuria nocauteia. Na realidade, eu estou em busca do título. É isso que eu estou buscando. Então, ele vencendo e permanecendo na categoria, com certeza eu sou o próximo. Eu quero lutar em agosto ou setembro. Acho que é isso que tem que acontecer. Por isso que estou falando: vamos esperar passar agora a Casa Branca para a gente poder entender o próximo passo.
O astro da Chute Boxe Diego Lima ficou fora do card histórico na casa presidencial dos Estados Unidos, que acontecerá no dia 14 de junho. O combate contra Max Holloway, em março, surgiu como obstáculo para uma nova luta apenas dois meses depois. Sem ressentimentos, Do Bronx declarou seu apoio a Alex Poatan, que encara Cyril Gane logo antes do duelo entre os campeões dos leves.
— Chateado, não. Eu já sabia que, na realidade, ia ser difícil, principalmente porque o Max (Holloway) quis lutar antes, então era um tempo muito curto. Eu já sabia que seria impossível lutar. Achei que seria um card maior, principalmente colocando mais americanos para lutar, mas o card está bom. Tem o nosso brasileiro representando o Brasil na Casa Branca, então vamos parar aí e prestigiar — concluiu.

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Poatan no UFC Casa Branca
A luta co-principal do UFC Freedom 250 será liderada por Alex Poatan e Cyril Gane, que disputam o título interino dos pesos pesados (até 120 kg). De um lado, Pereira chega como novidade na categoria após deixar o cinturão dos meio-pesados vago. Do outro, o rival busca retomar o cinturão interino depois de cinco anos, quando havia conquistado a honraria ao derrotar Derrick Lewis.
Vale destacar que a oportunidade deste duelo surgiu por conta do afastamento de Tom Aspinall dos octógonos. Em sua última luta, contra o próprio Gane, o inglês deixou a disputa lesionado após um golpe ilegal do francês. O combate foi encerrado como "no contest" ("sem resultado", em inglês).
Outros seis combates estão confirmados para o UFC Casa Branca, que acontece no dia 14 de junho. Assim como Poatan, Mauricio Ruffy e Diego Lopes levam a bandeira do Brasil para o centro do octógono. O peso-leve enfrenta Michael Chandler, enquanto o peso-pena encara Steve Garcia. Veja aqui o card completo.
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