Imprensa argentina repercute briga generalizada entre Boca e Cruzeiro: 'Boca suja'
Jornais criticaram atuação da arbitragem no duelo

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A confusão generalizada entre jogadores do Boca Juniors e do Cruzeiro no apito final da partida em Belo Horizonte ganhou destaque na imprensa argentina. Os jornais "Olé" e "Clarín" repercutiram os incidentes ocorridos após a vitória do time mineiro por 1 a 0, pela terceira rodada da Copa Libertadores, quando jogadores do Xeneize partiram para cima do meia Matheus Pereira, camisa 10 do Cruzeiro.
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O jornal Olé estampou em sua manchete: "Boca suja: derrota para o Cruzeiro, adeus à invencibilidade e final escandaloso". A publicação destacou que a partida foi efetivamente dividida em duas partes, com a expulsão do atacante Adam Bareiro ainda no primeiro tempo marcando um ponto de virada. Segundo o veículo, o Boca se deixou levar pelo estilo de jogo agressivo do Cruzeiro, caiu na armadilha e pagou caro com uma derrota que encerrou a sequência de 14 jogos invicto da era Claudio Úbeda.
Expulsão polêmica e arbitragem contestada
Tanto Olé quanto Clarín apontaram a atuação do árbitro uruguaio Esteban Ostojich como um dos pontos centrais da confusão. O Boca Juniors jogou todo o primeiro tempo com dez homens após Bareiro receber o segundo cartão amarelo. Os argentinos consideraram a expulsão injusta, argumentando que a segunda falta não justificava o cartão.
O técnico Claudio Úbeda reclamou abertamente da arbitragem na coletiva de imprensa. Ele afirmou que, em relação à expulsão, o Boca achou que não houve falta. O árbitro decidiu mostrar o segundo cartão amarelo e, quando se vê o replay, percebe-se que Bareiro nunca fez nenhum movimento para golpear. Úbeda disse que isso afetou toda a partida e prejudicou o plano de jogo da equipe.
O capitão Leandro Paredes também se juntou à indignação. Ele afirmou que, desde o minuto zero, o árbitro se comportou da mesma maneira. Paredes disse que viu as duas jogadas de Bareiro e nenhuma lhe pareceu merecedora de cartão amarelo.
O Clarín, por sua vez, destacou que Bareiro entrou em todas as divididas com os braços levantados e simulou lesões descaradamente em pelo menos duas ocasiões, e que a partida foi claramente grande demais para o árbitro uruguaio.

Assim que Ostojich apitou o fim da partida, os jogadores do Boca Juniors cercaram Matheus Pereira, que estava visivelmente furioso. Segundo o Olé, o camisa 10 do Cruzeiro provocou a reação com um gesto de ostentação logo após o término do jogo. Paredes, que já havia discutido acaloradamente com ele minutos antes, foi o primeiro a confrontá-lo, e seus companheiros logo o seguiram.
Entre os mais agitados estavam Ayrton Costa, Lautaro Blanco, o goleiro Leandro Brey, Ángel Romero e Marcelo Weigandt, que chegou a empurrar um membro da segurança do time da casa. Di Lollo fez um gesto com a mão, indicando que um dos jogadores adversários os havia provocado, algo confirmado por Úbeda na coletiva.
Os jogadores do Cruzeiro formaram um cordão em torno de Pereira e tentaram isolá-lo enquanto os argentinos o perseguiam pelo campo. O confronto durou vários minutos, até que auxiliares e membros da comissão técnica conseguiram separar os dois lados, evitando novas suspensões.
O técnico do Boca explicou a reação dos seus jogadores. Úbeda disse que a reação final é compreensível quando se está perdendo e o adversário provocou, e que todos tentaram evitar que a situação piorasse.
Com o resultado, o Boca Juniors terminou a partida sem sequer um chute a gol e agora ocupa a segunda posição do grupo, enquanto o Cruzeiro assume a liderança. A imprensa argentina fez uma avaliação dura: o Boca perdeu sua invencibilidade, e o foco esteve mais na briga do que no jogo.
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