Depois de 36 dias afastado, Neymar está de volta. O que esperar dele nessa Copa?

Craque ficará no banco contra a Escócia, após longo ciclo de lesões e incertezas

Enviados Especiais
24/06/2026 18:24
Ancelotti e Neymar durante treino da Seleção
Neymar e Carlo Ancelotti durante treino da Seleção Brasileira (Foto: Mauro PIMENTEL / AFP)

MIAMI, FL (EUA) - Durante grande parte da carreira, Neymar nunca precisou esperar por uma convocação para a Copa do Mundo. O nome sempre esteve lá. Era uma certeza. Em 2014, 2018 e 2022, ele chegou às listas como protagonista máximo da Seleção Brasileira. Desta vez, porém, foi diferente. Após superar uma sequência de lesões que o deixou 766 dias fora dos gramados neste ciclo de Copa, o camisa 10 finalmente vai estrear na Copa do Mundo de 2026 — 36 dias depois da sua última contusão, na panturrilha direita.

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Neymar ficará no banco no jogo contra a Escócia, nesta quarta-feira (24), pela terceira e última rodada da fase de grupos. A partida decidirá a classificação do Brasil à próxima fase. Empatada com Marrocos na liderança do grupo C, com quatro pontos, mas um saldo melhor (3 a 1), a Seleção Brasileira tentará manter o primeiro lugar para evitar um possível confronto com a Holanda na próxima fase. Marrocos enfrentará o Haiti no mesmo horário.

Quando o Brasil foi eliminado pela Croácia nos pênaltis, nas quartas de final da Copa do Catar, Neymar deixou o gramado com a sensação de que ainda teria mais uma oportunidade. Aos 30 anos, acreditava ter quatro temporadas para se preparar e chegar à edição de 2026 em plenas condições de buscar o único título que ainda falta em sua carreira: a Copa do Mundo.

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Mas o caminho até lá esteve longe de ser simples. Foi a primeira vez que o craque precisou conviver com a dúvida, controlar a ansiedade e vencer uma longa sequência de obstáculos para ouvir o próprio nome ser anunciado por Carlo Ancelotti entre os convocados para o Mundial.

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Quais lesões Neymar teve no ciclo da Copa?

Em fevereiro de 2023, veio o primeiro grande golpe. Neymar sofreu uma entorse grave e rompeu os ligamentos do tornozelo direito. A lesão exigiu cirurgia e o afastou dos gramados por 130 dias. O retorno parecia marcar o início da recuperação definitiva, mas a tranquilidade durou pouco. Depois de uma lesão muscular, surgiu um problema ainda mais grave.

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Em outubro daquele mesmo ano, durante partida contra o Uruguai pelas Eliminatórias Sul-Americanas, o atacante rompeu o ligamento cruzado anterior e o menisco do joelho esquerdo. Mais uma cirurgia, mais um processo longo e doloroso de recuperação. Foram cerca de 340 dias longe dos gramados, entre fisioterapia, trabalhos de fortalecimento e a luta diária para recuperar a confiança do corpo.

Quando voltou a atuar regularmente, em 2024, a sequência de problemas físicos não deu trégua. Entre novembro de 2024 e setembro de 2025, Neymar sofreu quatro lesões musculares diferentes. O corpo parecia testar constantemente a resistência de um jogador acostumado a desafiar adversários, mas que agora precisava vencer a si próprio.

E, quando o cenário finalmente parecia mais favorável, surgiu outro obstáculo. Uma lesão no menisco do joelho esquerdo ameaçou interromper novamente sua trajetória. Mesmo assim, Neymar seguiu contribuindo dentro de campo. Pelo Santos, foi decisivo em momentos importantes da temporada, marcou gols, distribuiu assistências e teve papel fundamental para a permanência do clube na Série A do Campeonato Brasileiro.

O problema no joelho o deixou mais 62 dias afastado. Depois disso, quando começava a recuperar ritmo e condição física, sofreu uma lesão grau 2 na panturrilha direita. Mais uma vez, a Copa do Mundo parecia se afastar.

Neymar ainda tem marcas a buscar na Copa do Mundo

Recuperado fisicamente, Neymar cumpriu todas as etapas previstas pelo departamento médico e voltou a ficar à disposição da Seleção Brasileira. Nesta quarta-feira (24), contra a Escócia, em Miami, pela fase de grupos da Copa do Mundo, o camisa 10 estará novamente relacionado por Carlo Ancelotti.

Aos 34 anos, o atacante está em sua quarta Copa do Mundo — e poderá ser a última. Ele ainda tem algumas marcas a alcançar. Com oito gols em Mundiais, tem chance de superar Ademir de Menezes, Vavá e Jairzinho, que tem 9, e até Pelé, que soma 12. Tornaria-se, assim, o segundo maior artilheiro do Brasil em Copas, atrás apenas de Ronaldo Fenômeno, que tem 15.

As lesões de Neymar no último ciclo de Copa do Mundo representadas em um gráfico
As lesões de Neymar no último ciclo de Copa do Mundo (Foto: Editoria de Arte)

Neymar tem 13 jogos disputados nas três Copas anteriores. Se o Brasil for à final, poderia chegar a 19, juntando-se a Ronaldo como o segundo jogador brasileiro que mais atuou na competição. O recordista é Cafu, com 20 partidas. Seria também a oportunidade de realizar um sonho e buscar o único título que ainda falta em seu currículo: o Mundial com a camisa do Brasil.

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