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Falta um ano! Relembre os marcos do futebol feminino rumo à Copa de 2027

Entre avanços na modalidade e a preparação do Brasil para o Mundial na América do Sul

PorGiselly Correa BarataSão Paulo (SP)
24/06/2026 11:04
Atualizado em 24/06/2026 17:21
Seleção Brasileira é campeã da Fifa Series 2026. (Foto: Lívia Villas Boas/CBF)
Seleção Brasileira é campeã da Fifa Series 2026. (Foto: Lívia Villas Boas/CBF)

A escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo Feminina de 2027 não representou apenas a conquista do direito de receber o principal torneio da modalidade. Desde a oficialização da candidatura, em 2023, o futebol feminino nacional passou por uma série de mudanças estruturais, administrativas e esportivas que aceleraram seu desenvolvimento.

Entre novas competições, investimentos em base, reformulações na Seleção Brasileira, fortalecimento institucional e a preparação do país para receber o primeiro Mundial feminino da história da América do Sul, a modalidade, que foi proibida por 38 anos, vive o período mais proeminente no país.

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14 de abril de 2023 — CBF oficializa candidatura do Brasil para sediar a Copa do Mundo Feminina de 2027

O processo que culminaria na escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo Feminina de 2027 teve início oficialmente em abril de 2023, quando a CBF formalizou junto à Fifa sua candidatura para receber o torneio. A iniciativa foi apresentada pela gestão de Ednaldo Rodrigues como parte de um projeto mais amplo de fortalecimento da modalidade no país, utilizando a infraestrutura esportiva já existente e o legado de grandes eventos internacionais para sustentar a proposta.

1º de setembro de 2023 — Arthur Elias assume a Seleção Brasileira

Meses após a eliminação do Brasil ainda na fase de grupos da Copa do Mundo da Austrália e Nova Zelândia, a CBF iniciou um novo ciclo ao anunciar Arthur Elias como treinador da Seleção Brasileira Feminina. Multicampeão pelo Corinthians, o técnico chegou com a missão de recolocar o Brasil entre as principais potências do futebol mundial e conduzir o projeto que teria como grande objetivo a Copa do Mundo de 2027. Sua contratação representou uma mudança de rumo dentro da modalidade, aproximando a seleção de metodologias já consolidadas no cenário nacional e estabelecendo uma base para o trabalho que seria desenvolvido ao longo do ciclo até o Mundial em casa.

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Arthur Elias comemora primeiro título pela Seleção Brasileira (Foto: Lívia Villas Boas/CBF)
Arthur Elias comemora primeiro título pela Seleção Brasileira (Foto: Lívia Villas Boas/CBF)

20 de março de 2024 — Cris Gambaré assume coordenação das Seleções Femininas

Poucos meses antes da confirmação do Brasil como sede da Copa do Mundo, a CBF promoveu uma das mudanças mais importantes de sua estrutura ao anunciar Cris Gambaré como coordenadora técnica das Seleções Femininas. Após liderar a transformação do Corinthians em uma potência continental, a dirigente passou a ser responsável pelo planejamento estratégico de todas as categorias da seleção brasileira. A chegada de Gambaré fortaleceu a integração entre base e equipe principal, ampliou a organização dos ciclos de convocação e ajudou a consolidar um projeto de longo prazo voltado para a preparação da Copa de 2027.

Seleção Feminina Maracanã
Cris Gambaré em convocação da Seleção Feminina (Foto: Staff Images/CBF)

17 de maio de 2024 — Brasil é escolhido como sede da Copa do Mundo Feminina de 2027

Pouco mais de um ano após a formalização da candidatura, o Brasil foi confirmado pela Fifa como país-sede da Copa do Mundo Feminina de 2027 durante congresso realizado em Bangkok, na Tailândia. A candidatura brasileira superou a proposta conjunta de Alemanha, Bélgica e Holanda e garantiu à América do Sul o direito de receber pela primeira vez a principal competição do futebol feminino. A escolha foi respaldada pela avaliação técnica da Fifa, que atribuiu ao projeto brasileiro a melhor nota entre os concorrentes, além do entendimento de que a expansão geográfica do torneio seria importante para o desenvolvimento global da modalidade. O anúncio foi celebrado por dirigentes, ex-jogadoras e atletas da seleção brasileira presentes na comitiva.

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7 de maio de 2025 — Fifa define as oito cidades-sede da Copa do Mundo

A escolha de Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo como cidades-sede marcou uma das etapas mais aguardadas da preparação para o Mundial.

Agosto de 2024 — Seleção Brasileira conquista a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Paris

Um dos marcos mais importantes do ciclo rumo à Copa do Mundo de 2027 aconteceu nos Jogos Olímpicos de Paris. Sob o comando de Arthur Elias, a Seleção Brasileira Feminina voltou a uma final olímpica após 16 anos e conquistou a medalha de prata ao terminar a competição como vice-campeã, repetindo os resultados de 2004 e 2008. A campanha, construída com vitórias marcantes sobre França e Espanha no mata-mata, recolocou o Brasil entre as principais forças do futebol feminino mundial e ajudou a impulsionar o interesse do público pela modalidade às vésperas da realização do Mundial em casa.

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Gol da vitória do Brasil contra a França foi marcado por Gabi Portilho (Foto: ROMAIN PERROCHEAU/AFP)
Gol da vitória do Brasil contra a França foi marcado por Gabi Portilho (Foto: ROMAIN PERROCHEAU/AFP)

2024 e 2025 — Estrutura nacional é ampliada e futebol feminino ganha novas competições

Paralelamente à preparação da seleção, o futebol feminino brasileiro passou por avanços significativos em sua estrutura competitiva. Ainda na gestão de Ednaldo Rodrigues, a criação da Série A3 do Campeonato Brasileiro - em 2021 - ampliou o alcance nacional da modalidade e abriu espaço para novos clubes.

A criação da Supercopa do Brasil Feminina, em 2022, também contribuiu para a valorização da modalidade ao oferecer uma competição de destaque no início da temporada. Disputada inicialmente por oito equipes em formato mata-mata, a competição passou por reformulação em 2026 e passou a reunir, em jogo único, as campeãs do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil

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Em 2025, a retomada da Copa do Brasil Feminina devolveu ao calendário uma competição histórica e aumentou o número de partidas ao longo da temporada. As mudanças vieram acompanhadas de ajustes no calendário das categorias de base, oferecendo maior estabilidade para atletas, clubes e federações em um momento considerado decisivo para o crescimento da modalidade.

(Foto: Rafael Ribeiro/CBF)
(Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

18 de novembro de 2025 — Governo cria comitê gestor e câmaras temáticas para a Copa

A preparação do país para receber o Mundial ganhou contornos institucionais com a criação do Comitê Gestor da Copa do Mundo Feminina de 2027. O grupo passou a reunir mais de vinte órgãos do governo federal e estabeleceu oito câmaras temáticas responsáveis por áreas estratégicas como segurança, transporte, tecnologia, regime fiscal, imigração e questões jurídicas.

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2 de dezembro de 2025 — Fifa e governo avançam na construção do legado da Copa

Poucas semanas após a instalação do comitê gestor, representantes da Fifa e do governo brasileiro se reuniram em Brasília para discutir os próximos passos da organização do Mundial. O encontro consolidou a estrutura de governança da competição e avançou em temas como infraestrutura, legislação e legado social. Pela primeira vez, o debate sobre a Copa extrapolou os aspectos esportivos e passou a incluir políticas públicas voltadas para participação feminina, desenvolvimento de base e ampliação do acesso ao esporte, reforçando a dimensão transformadora que a competição pode ter para o país.

8 de dezembro de 2025 — FIFA projeta Mundial histórico para o futebol feminino

Em visita ao Brasil, a diretora de futebol da FIFA, Jill Ellis, classificou a Copa do Mundo de 2027 como a maior e mais competitiva da história da modalidade. A bicampeã mundial pelos Estados Unidos destacou, em entrevista exclusiva ao Lance!, o crescimento técnico das seleções, a força da cultura futebolística brasileira e o potencial de impacto da primeira edição realizada na América do Sul.

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20 de janeiro de 2026 — Formiga assume diretoria de futebol feminino no Ministério do Esporte

Uma das maiores referências da história da modalidade, Formiga passou a ocupar papel de destaque também fora dos gramados ao assumir a Diretoria de Políticas de Futebol e de Promoção do Futebol Feminino do Ministério do Esporte.

25 de janeiro de 2026 — Lançamento da marca da Copa gera debate sobre representatividade

O lançamento oficial da marca da Copa do Mundo Feminina de 2027, realizado em Copacabana, no Rio de Janeiro, marcou o início da contagem regressiva para o torneio, mas também provocou debates sobre a representatividade feminina no evento. A cerimônia contou com a presença de dirigentes, autoridades e campeões mundiais do futebol masculino, enquanto apenas Formiga e Cristiane discursaram entre as mulheres. A repercussão levou a discussões sobre a necessidade de dar maior protagonismo às pioneiras e protagonistas do futebol feminino em ações ligadas ao Mundial, reforçando um tema que acompanharia a preparação do país para a competição.

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RIO DE JANEIRO, BRAZIL - JANUARY 25: A group picture during the FIFA Women's World Cup Brazil 2027 tournament launch on January 25, 2026 in Rio de Janeiro, Brazil. (Photo by Wagner Meier - FIFA / FIFA via Getty Images)

Abril de 2026 — Brasil conquista a Fifa Series em Cuiabá

A Seleção Brasileira levantou o troféu da FIFA Series disputada em Cuiabá ao terminar a competição de forma invicta diante de adversários como Canadá, Coreia do Sul e Zâmbia. Além do título, o torneio teve importância estratégica por ser um dos primeiros grandes eventos internacionais realizados no país dentro da preparação para 2027. A competição também serviu para testar estruturas organizacionais, aproximar a seleção do torcedor brasileiro e fortalecer a cultura de eventos internacionais de futebol feminino em território nacional.

Time titular da Seleção Brasileira no duelo contra a Coreia do Sul na Fifa Series (Lívia Villas Boas/CBF)
Time titular da Seleção Brasileira no duelo contra a Coreia do Sul na Fifa Series (Lívia Villas Boas/CBF)

15 de abril de 2026 — Fifa divulga centros de treinamento da Copa do Mundo

A organização da Copa entrou em uma nova fase com a divulgação do catálogo oficial de centros de treinamento que estarão à disposição das seleções participantes. Após mais de um ano de inspeções em dezenas de cidades brasileiras, a FIFA selecionou estruturas espalhadas por diferentes regiões do país, reforçando a proposta de descentralizar o torneio e ampliar seu alcance nacional. Confira todos os CT's aqui.

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20 de abril de 2026 — Aline Pellegrino assume cargo executivo na FIFA

Ex-capitã da Seleção Brasileira e gerente de competições femininas, Aline Pellegrino foi nomeada diretora executiva de legado e relações institucionais da FIFA para a Copa do Mundo de 2027.

Aline Pellegrino, coordenadora de competições femininas da CBF (Foto: Adriano Fontes/CBF)
Aline Pellegrino, coordenadora de competições femininas da CBF (Foto: Adriano Fontes/CBF)

2 de junho de 2026 — Lula sanciona Lei Geral da Copa do Mundo Feminina de 2027

O presidente Lula sancionou a lei 15.421/2026, que estabelece regras e arcabouço jurídico para a competição. O texto prevê facilitação da entrada de delegações e torcedores estrangeiros no país, regras especiais para venda e revenda de ingressos, proteção reforçada às marcas da FIFA, restrições comerciais no entorno dos estádios e normas específicas para transmissão dos jogos. A legislação também autoriza a criação de feriados em dias de partidas da Seleção Brasileira, permite a adequação do calendário escolar ao período da competição, estabelece protocolos nacionais de segurança e define responsabilidades do governo federal na organização do evento. Entre as medidas de legado, a lei ainda prevê uma homenagem financeira às pioneiras da Seleção Brasileira que disputaram a primeira Copa do Mundo Feminina, em 1991, reconhecendo a contribuição da geração que ajudou a construir a história da modalidade no país.

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6 de junho de 2026 — Fifa projeta receita recorde para a Copa do Mundo Feminina

A Fifa projeta que a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil, alcance uma receita total de US$ 1 bilhão. A estimativa foi apresentada pela diretora de futebol da entidade, Jill Ellis, durante entrevista ao ex-jogador de beisebol Alex Rodriguez, nos Estados Unidos.

Junho de 2026 — Amistosos contra os Estados Unidos mostram força da Copa antes mesmo do Mundial

A menos de um ano da Copa do Mundo Feminina, a Seleção Brasileira confirmou o crescimento do interesse do público pela modalidade ao reunir grandes audiências nos dois amistosos contra os Estados Unidos.

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Na Neo Química Arena, em São Paulo, mais de 33 mil torcedores acompanharam a vitória brasileira por 2 a 1, enquanto a partida disputada na Arena Castelão, em Fortaleza, estabeleceu um novo recorde para amistosos da Seleção Feminina no país, com 55.744 espectadores presentes.

(Foto: Lucas Emanuel/Folhapress)
(Foto: Lucas Emanuel/Folhapress)
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