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Entenda o que levou atacante alemã a escolher o Bahia para viver primeira experiência no futebol brasileiro

Maia Leona Kamper Rodrigues tem pai brasileiro e sempre quis morar no país

PorGiselly Correa BarataSão Paulo (SP)
01/08/2026 15:14
Maia Leona Kamper Rodrigues, atacante do Bahia. (Bahia/Divulgação)
Maia Leona Kamper Rodrigues foi anunciada como nova atacante do Bahia. (Bahia/Divulgação)

Com sobrenome pouco convencional e português marcado pelo sotaque estrangeiro, a atacante alemã Maia Leona Kamper Rodrigues terá no Bahia sua primeira experiência no futebol brasileiro. Anunciada pelo clube neste mês, a jovem chega para reforçar as Mulheres de Aço na sequência da temporada, com disputas do Brasileirão, da Copa do Brasil e do Campeonato Baiano.

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Maia tem 19 anos, nasceu em Krefeld, na Alemanha, e carrega raízes brasileiras por parte do pai. Foi justamente durante as férias no país que deu os primeiros passos no futebol, brincando na praia ao lado do irmão. Aos 9 anos, passou a atuar em uma equipe feminina sub-13 e, pouco depois, ingressou nas categorias de base do SGS Essen, onde iniciou sua formação.

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Maia Leona Kamper Rodrigues, atacante do Bahia. (Bahia/Divulgação)
Maia Leona Kamper Rodrigues, atacante do Bahia. (Bahia/Divulgação)

Antes de desembarcar em Salvador, a atacante acumulou passagens por Sampdoria e Parma, na Itália, até chegar ao Gil Vicente, de Portugal. Foi no clube português que viveu a temporada de maior destaque da carreira até aqui - atraindo, inclusive, interesse de equipes europeias. Apesar da trajetória construída na Europa, a oportunidade de atuar no Brasil e o projeto apresentado pelo Bahia pesaram na decisão de atravessar o Atlântico para iniciar um novo capítulo da carreira.

— É a minha primeira vez morando aqui no Brasil. Sempre foi um sonho meu morar aqui por que eu sou metade brasileira, nasci na Alemanha, mas também sou brasileira. Uma vez joguei pela Seleção Brasileira sub-20 e gostei bastante, as meninas já falaram para eu vir jogar aqui, mas nessa altura ainda estava na escola na Alemanha, então não deu. Depois eu fui fazendo minha trajetória na Europa e agora surgiu a possibilidade de jogar no Brasil e eu queria muito jogar no Bahia — disse ela, em entrevista coletiva.

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— Eu sabia que a estrutura aqui era muito boa e isso era o que eu queria para esse meu próximo passo na carreira. Lá na Europa também tem uma estrutura boa, mas depende muito do lugar onde joga, então eu já queria vir para o Brasil jogar e vi que o Bahia tem uma estrutura muito boa, então foi um projeto muito interessante. Falei com o Felipe (Freitas, treinador) e a Carol (gerente de futebol feminino do clube), tem sido uma conversa muito boa. Gostei também do projeto e dos objetivos que temos no grupo — completou.

O Bahia vive grande temporada e está na quarta colocação do Brasileirão Feminino, além de ter garantido vaga nas quartas da Copa do Brasil. O time de Felipe Freitas volta a campo contra a Ferroviária neste domingo (2), 18h, na Fonte Luminosa, pelo Campeonato Brasileiro.

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