Zico é sincero sobre pênalti perdido por Bruno Guimarães: 'Sempre'

Meio campista desperdiçou oportunidade ainda no primeiro tempo

PorFábia Anselmo PessoaRio de Janeiro (RJ)
08/07/2026 16:08

Supervisionado porLeonardo Damico,
Bruno Guimarães após desperdiçar pênalti em Brasil e Noruega
Bruno Guimarães após desperdiçar pênalti em Brasil e Noruega (Foto: MAURO PIMENTEL / AFP)

Zico, ex-jogador da Seleção Brasileira foi sincero ao afirmar que o pênalti perdido pelo meio campista não foi o que decretou a eliminação do Brasil para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo. Além disso, apontou o verdadeiro culpado que seria apenas o Haaland, que superou a marcação de Gabriel Magalhães nos duelos.

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— Acontece algum lance negativo, sempre alguém é culpado por isso. Não é questão de hierarquia, é questão de jogadores, no momento que estão em campo, eles batem o pênalti — afirmou.

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O ex-jogador ainda citou a partida em que há 40 anos viu o goleiro Bats defender sua cobrança na partida entre Brasil e França, pelas quartas de final de 1986, que terminou empatada em 1 a 1 e foi decidida nos pênaltis. Na disputa alternada, Zico converteu sua cobrança, mas o Brasil acabou eliminado por 4 a 3.

— Passei por isso, né? E fui taxado de culpado, porque o Brasil é sempre assim (...) Com certeza vão falar do pênalti como se fosse a grande razão por perder o jogo. E não é. Se o seu time não está preparado para perder um pênalti com 10, 15 minutos de jogo, aí não dá. Uma grande seleção não pode se abater por uma chance perdida — completou.

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Zico também citou o duelo previsto entre o camisa 9 da Noruega e o defensor brasileiro do Arsenal, mas afirmou que foi Haaland quem venceu a disputa em todas as ocasiões. O cometa marcou os dois gols noruegueses no embate.

Gabriel Magalhães em duelo contra o Erling Haaland em eliminação da Copa do Mundo
Gabriel Magalhães em duelo contra o Erling Haaland em eliminação da Copa do Mundo. (Foto: Jewel SAMAD / AFP)

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— Faltou garra, faltou pressão, faltou organização nos momentos mais complicados do jogo. O goleiro esticava a bola para o Haaland. Ele ganhava todas as bolas, divididas. O Haaland, em disputa com Gabriel (Magalhães), Marquinhos, ganhou todas — finalizou.

Novo ciclo da Seleção

Texto de: Maurício Luz.

Na saída do aeroporto, Rodrigo Caetano avaliou o trabalho desenvolvido por Carlo Ancelotti antes e durante a Copa do Mundo e afirmou que a manutenção da comissão técnica representa um ponto de partida para o novo ciclo da Seleção.

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— Já falamos depois do jogo que a continuidade da própria CBF é, na minha opinião, um ponto de partida. Para que a gente não tenha um ciclo como foi o anterior, essa estabilidade dada à comissão técnica é um aspecto positivo. Por mais que o resultado realmente não tenha sido o esperado por todos nós, não só pelos atletas e pela comissão, mas por todo o povo brasileiro, tivemos muitos jogadores jovens que ganharam minutagem, foram bem aproveitados e até se afirmaram nesta Copa do Mundo. Acho que é a partir daí que começamos a pensar nos amistosos de setembro e outubro, com a esperança de termos um ciclo muito mais estável do que o anterior.

Em seguida, o dirigente reconheceu que a eliminação ficou abaixo da expectativa, mas classificou como positiva a avaliação do trabalho realizado até aqui.

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— Primeiro, foi um trabalho de um ano e quatro meses, e todos nós esperávamos chegar mais longe na Copa do Mundo. Mas a competição tem se mostrado muito equilibrada, e os jogos demonstram isso. Infelizmente, paramos nas oitavas de final, mesmo com a seleção em evolução. Ainda assim, a avaliação é positiva. Se não fosse, ele não teria permanecido nem tomado a decisão de seguir no cargo.

Os demais jogadores iniciaram a dispersão diretamente dos Estados Unidos, sem retornar ao Brasil com a delegação. A maior parte seguirá para o período de férias ou viajará diretamente aos países onde defendem seus clubes, conforme o planejamento individual de cada equipe. Os primeiros amistosos da Seleção Brasileira após a Copa do Mundo estão marcados para setembro, na Austrália, contra os donos da casa.

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