Torcedores da Costa do Marfim foram impedidos de viajar para a Copa do Mundo

Segundo o comitê de torcedores do país, 'os EUA não queriam torcedores da Costa do Marfim'

PorDavi CaldasSão Paulo (SP)
11/06/2026 10:40

Supervisionado porThiago Fernandes,
Torcedores da Costa do Marfim em amistoso contra a França (Foto: Loic VENANCE / AFP)
Torcedores da Costa do Marfim em amistoso contra a França (Foto: Loic VENANCE / AFP)

A seleção da Costa do Marfim não poderá contar com a presença de seus torcedores na Copa do Mundo, como informou Julien Kouadio Adonis, presidente do Comitê Nacional de Torcedores dos Elefantes (CNSE), nesta quinta-feira (11). O presidente explica que moradores da Costa do Marfim tiveram seus vistos para os Estados Unidos negados.

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O organismo, que opera sob a tutela do Ministério do Esporte do país, costuma organizar viagens para os torcedores acompanharem a seleção no exterior. Contudo, a rígida política migratória do governo Trump dificulta a entrada nos Estados Unidos para cidadãos de determinados países, o que afeta diretamente a Copa do Mundo.

De acordo com Adonis, "os torcedores cancelaram a viagem porque o governo dos EUA não quer receber torcedores de certos países em seu território." Segundo o presidente da CNSE, os Estados Unidos ainda foram claros ao dizer que não querem receber torcedores da Costa do Marfim.

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- Essa situação nos magoa profundamente porque nos impede de cumprir nosso dever sagrado, que é apoiar nossa seleção.

Nas participações anteriores da Costa do Marfim na Copa do Mundo (2006, 2010 e 2014), essa organização enviou dezenas de marfinenses para apoiar sua seleção. Contudo, apenas um pequeno grupo de dirigentes do CNSE recebeu autorização para viajar aos Estados Unidos.

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Outros casos do governo Trump nesta Copa do Mundo

O caso de torcedores da Costa do Marfim não é isolado. No último fim de semana, um árbitro somali foi deportado. Omar Abdulkadir Artan, eleito o melhor árbitro da África em 2025, faria história como o primeiro representante de seu país a atuar em uma Copa do Mundo. A justificativa para a decisão, anunciada na terça-feira (9), baseia-se em supostos vínculos do profissional com "suspeitos de integrar organizações terroristas".

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O jovem árbitro somali atuando pré-copa (Foto: KENZO TRIBOUILLARD / AFP)
O jovem árbitro somali atuando pré-Copa do Mundo (Foto: KENZO TRIBOUILLARD / AFP)

➡️ EUA justificam veto a árbitro somali por supostos vínculos com terrorismo

Além disso, a seleção do Irã, que está treinando em Tijuana, no México, terá permissão para entrar nos Estados Unidos somente um dia antes de cada uma de suas três partidas na Copa do Mundo, o que pode provocar intenso desgaste aos atletas. A federação do país ainda acusa os Estados Unidos de cancelar a cota de ingressos para a competição destinada aos torcedores iranianos.

Para os jogos no México, a embaixada dos Estados Unidos no país emitiu um alerta aos fãs sobre os potenciais perigos de cruzar as fronteiras entre os territórios, com risco de terrorismo, crimes e sequestros ou tomadas de reféns. A embaixada aconselhou os potenciais visitantes a "verificarem o nível mais recente de alerta de viagem e as informações sobre riscos" antes de qualquer viagem. Os níveis de alerta são divididos de acordo com cada cidade mexicana, podendo ir de "maior cautela" ou "reconsidere viajar" até "não viaje".

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