'Relaxem': Declaração de Infantino sobre árbitro somali barrado nos EUA gera forte polêmica na Copa do Mundo
Omar Artan, melhor árbitro da CAF, tinha passaporte diplomático e foi deportado

Faltando um dia para início dos jogos, as atenções na Copa do Mundo 2026 se dividiram entre os gramados e uma pesada crise diplomática Copa e migratória nos bastidores. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, causou enorme polêmica ao pedir publicamente que as pessoas "acalmassem a cabeça e relaxassem" após o árbitro somali Omar Artan ter sua entrada sumariamente negada pelas autoridades no contexto da imigração Estados Unidos.
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Artan, que vive o auge da carreira e vinha para realizar o sonho de apitar o seu primeiro Mundial, acabou deportado de forma chocante assim que pisou no Aeroporto Internacional de Miami. O episódio deixou o profissional profundamente abalado e expôs uma fratura na relação entre a entidade máxima do futebol e o comitê organizador norte-americano.

Diante da repercussão internacional e dos protestos do futebol africano, Gianni Infantino utilizou uma rara entrevista coletiva para abordar a situação e blindar a entidade de maiores cobranças. No entanto, o tom pacificador adotado pelo mandatário acabou tendo o efeito oposto, gerando pesadas críticas por sua passividade diante das regras de imigração Estados Unidos.
"É lamentável o que aconteceu com o árbitro da Somália. Mais uma vez, não controlamos tudo. Tentamos, vamos discutir, vamos conversar, vamos ver. Às vezes é bom acalmar os ânimos, relaxar; trabalhamos em tudo, tentamos resolver tudo. Às vezes, começar imediatamente a gritar e berrar tem o efeito oposto de encontrar uma solução." — Gianni Infantino, presidente da FIFA.
Ampliando sua defesa, o presidente da Fifa fez questão de frisar as limitações jurídicas que a federação enfrenta diante das leis de segurança nacional dos países de acolhimento. "Acredite em mim quando digo que sempre tentamos encontrar soluções. Mas precisamos respeitar o fato de que não somos os reis do mundo, capazes de governar sobre governos e forças policiais. Somos uma organização esportiva", completou.
A decisão da alfândega norte-americana chocou a comunidade esportiva pela rigidez e pelas credenciais da vítima. Omar Artan foi eleito ninguém menos do que o Árbitro Masculino do Ano de 2025 pela CAF (Confederação Africana de Futebol). Ele viajava para a Copa do Mundo 2026 munido de documentação totalmente válida para o torneio e portando um passaporte diplomático. Mesmo assim, foi detido no desembarque em Miami e imediatamente repatriado em um voo de volta para a Turquia, inflamando a polêmica arbitragem.
Pelo lado do governo norte-americano, a ordem é de apoio irrestrito às forças de segurança, indicando que o comitê da Copa não abrirá exceções nos protocolos de entrada, alimentando a discussão sobre a imigração Estados Unidos.
Andrew Giuliani, líder da Força-Tarefa da Casa Branca para o Mundial, foi direto ao defender a soberania das fronteiras do país: "Embora eu não possa entrar em detalhes sobre este caso específico, posso dizer com segurança que foi a decisão correta da alfândega e da patrulha de fronteira. Eu apoio integralmente essa decisão", declarou, consolidando a crise diplomática Copa.
Com o árbitro oficialmente fora do quadro do torneio e com o clima de insatisfação crescendo entre as federações africanas, a Fifa agora corre contra o tempo para abafar os ruídos políticos e definir quem herdará a vaga de Artan na escala de profissionais do torneio.
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